quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Family Guy (Uma Família da Pesada) - Paródia STAR WARS

Após uma longa pausa no blog, culpa de falta de grana e de vontade de conferir os novos lançamentos no cinema, decidi escrever um pouco sobre esta incrível paródia da série favorita de todo nerd. Pra que não conhece, a série animada Family Guy (batizada no Brasil de Uma Família da Pesada) tem um humor extremamente ácido e até certo ponto cruel. Não estou reclamando, na verdade eu adoro a série. Ela une o que de melhor já foi feito por séries como Os Simpsons e South Park, e vai um pouco mais além em algumas baixarias. Esta obra doentia da mente criativa de Seth McFarlane está atualmente em sua 9ª temporada e é exibida pelo canal pago FX.
Como os criadores da série são fãs de Star Wars (como todo o resto do planeta, menos algumas pessoas muito estranhas que nunca ouviram falar disso), resolveram criar episódios especiais com uma hora de duração, fazendo uma paródia na íntegra dos três episódios clássicos da série, usando os personagens do desenho como atores do filme. E ficou muito hilário! O primeiro episódio foi batizado de Blue Harvest, onde foi parodiado todo o Episódio IV - Uma Nova Esperança. As piadas são implacáveis, não poupando nem a "suposta" homossexualidade do bebê (sim, isso mesmo, do bebê!!) sádico Stewie na pele de Darth Vader.
O segundo episódio foi batizado de Something, Something Somenthing, Dark Side, que parodia o Episódio V - O Império Contra Ataca. E coincidentemente, o melhor de todos os filmes de Star Wars também gerou a melhor paródia. Mas tenham em mente que muitas das piadas utilizadas acabam sendo meio que "piadas internas", pois são repetições de piadas recorrentes na série normal que recolocadas no contexto de Star Wars se tornam ainda mais engraçadas.
O terceiro episódio, batizado de It´s A Trap, que parodia o Episódio VI - O retorno de Jedi já começa logo de cara parecendo que foi feito por pura obrigação, pois este episódio é o pior da série clássica e boa parte por culpa dos Ewoks. Então como uma espécie de crítica o desenho acaba abusando e usando de muito mais violência e sangue pois nas p´roprias palavras do Peter Greffin na pele de Han Solo: "Esse filme já tem coisa bonitinha e fofinha demais e precisa de um pouco de maldade, então calem a boca e cavem suas próprias sepulturas com seus capacetes." Genial!
Muitas paródias de Star Wars já foram produzidas, então o que faz dessa algo tão especial? Quem conhece o humor ácido e imperdoável de Family Guy sabe muito bem a razão. E qualquer nerd pentelho purista que ache que isso é alguma forma de desrespeito, vá para o inferno! Aprenda a ter senso de humor e saiba que a paródia é a uma das maiores formas de homenagem.

domingo, 30 de janeiro de 2011

[REC] 2 - POSSUIDOS (nota 5)

Antes de mais nada, gostei muito do primeiro [REC], produção espanhola de terror que fez tudo na medida certa. Terror nervoso com muita gritaria, sustos, "gore", tudo na medida certa pra deixar os nervos à flor da pele. Entretanto, tudo que foi correto no primeiro foi deixado de lado neste segundo em nome de um enredo mais trabalhado, o que infelizmente na minha opinião não funcionou tão bem.

Para os que não lembram, no primeiro acompanhamos uma equipe de reportagem que junto com 2 bombeiros atendem um chamado de briga num prédio residencial quando de repente uma estranha doença similar a uma infestação zumbi faz com que todos no prédio ataquem as pessoas normais, culminando numa das cenas mais tensas de que me lembro do cinema de terror recente, filmada totalmente no escuro com visão noturna.

Neste segundo filme uma equipe de policiais armados entra no mesmo prédio junto com um médico para encontrar uma cura, e um destes policias carrega uma câmera, e todos os outros tem pequenas câmeras em seus capacetes. Se no primeiro filme a desculpa para se filmar tudo era jornalística, neste não há um motivo coerente para todos os policias terem câmeras em seus capacetes, já causando uma certa estranheza.

***SPOILER ALERT*** LEIA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO: Conforme a exploração do prédio continua, vamos descobrindo que não se trata de uma simples infestação zumbi, o que na minha opinião é muito mais interessante, mas sim de uma infestação demoníaca, onde todos os infectados são controlados pelo mesmo demônio que reage e conversa com o médico, que se revela ser um padre. E estranhamente a infecção se espalha da mesma forma, com mordidas e sangue... vai entender. Outro ponto que me irritou muito foi o lance de as coisas só aparecerem no escuro. ***FIM DO SPOILER***

No fim das contas, nem o climão tenso e nervoso do primeiro foi corretamente mantido, tornando este filme bem dispensável. Deviam ter parado no primeiro, mas tendo em vista o final deste segundo capítulo, aposto como deverá ser feito ainda um terceiro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Escritor Fantasma (nota 8)

Um alerta para quer for ver este filme: Não o veja com sono! O ritmo desta produção do renomado diretor Roman Polanski  é um tanto arrastado, e isso não é um defeito neste caso, o ritmo lento que a trama se desenrola combina muito bem com o estilo geral do filme. Mas caso você esteja com sono e dê algumas piscadas mais longas, pode perder pequenas informações importantes e não entender nada do que está acontecendo.
Digo isso pois foi exatamente o que aconteceu comigo. Mesmo estando muito intrigado e interessado na ótima trama que se desenrolava, meu sono não me deixava me concentrar no filme, tive que parar e recomeçar tudo ode novo na manhã seguinte. Mas deixa de falar de mim e vamos nos concentrar no filme. Ewan McGregor, em mais uma ótima atuação, vive um escritor fantasma responsável por escrever a auto-biografia de personalidades, sem receber os créditos. Quando ele é chamado para finalizar a auto-biografia de um ex-Primeiro Ministro da Inglaterra vivido por Pierce, pois o escritor fantasma anterior se afoga acidentalmente, ele se vê envolvido em uma trama política muito mais complicada.
O filme se passa todo numa ilha do estado de Nova York, onde não há quase ninguém a vista o tempo todo, e o clima constantemente chuvoso e o céu cinzento ajudam ainda mais a aumentar a atmosfera opressora e suspeita do filme. A todo momento temos a impressão de que algo muito errado está acontecendo, mas o ótimo roteiro sabe nos levar a nossa suspeita para todos os lados, sem nos deixar adivinhar o final.

Como escrevi acima, não é um filme muito agitado, mas tenho certeza que vai prender a atenção e te surpreender.

Par Perfeito (nota 3)

Não vou me demorar muito neste filme. Ele é ruim, muito ruim, fraco e sem graça nenhuma. É daqueles que o trailer já conta tudo o que você precisa saber sobre ele. O roteiro é péssimo, a direção confusa, e as atuações simplesmente embaraçosas. Nem a dupla principal se salva, os atores Ashton Kutcher e Katherine Heigl simplesmente não tem nenhuma química na tela.

As poucas piadas que dá esboçar um sorriso são todas protagonizadas pela mesma personagem, a mão da personagem principal, que vive constantemente alcoolizada. Caso queiram ver um filme de ação / comédia romântica com um casal de protagonistas, prefiram o Encontro Explosivo que é MUITO melhor.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

*TOP 5! FILMES MAIS ESPERADOS DE 2011

Com um novo ano chegam novas perspectivas de grandes lançamentos no cinema. A lista dos filmes que chegarão às telonas é gigante, então tentei fazer as minhas apostas baseado nos filmes que mais me interessam em 2011. Algum são aguardados com ansiedade, outros com mais cautela. Já fiz minha listinha dos filmes mais aguardados. Façam suas apostas! (as datas de lançamento indicadas podem sofrer alterações)

5º lugar: SUCKER PUNCH: MUNDO SURREAL
Sou fã das produções de Zack Snyder, e este será seu primeiro grande filme com roteiro original, e não uma adaptação de quadrinhos ou refilmagem, que basicamente compõe a filmografia do diretor. Os trailers mostrados até agora são empolgantes. (25 de Março)

4º lugar: CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR
A Marvel continua a expansão do seu universo no cinema com o mais icônico personagem e líder dos Vingadores, o supergrupo da Marvel. O filme será ambientado durante a 2ª Guerra Mundial. Não ví nada de trailers ainda pra ter uma ideia do filme, mas a Marvel tem mantido um nível muito bom nas suas produções próprias até agora e entendo que manterá o cuidado neste. (29 de Julho)

3º lugar: THOR
Mais um filme da Marvel, e de um personagem que sempre me agradou nos quadrinhos. Já ví o trailer e gostei muito! A princípio achei estranha a escolha de Kenneth Branagh para este filme, mas tenho ótimas expectativas para o Deus do Trovão Nórdico nas telonas. (29 de Abril)

2º lugar: SE BEBER, NÃO CASE! 2
A continuação da melhor comédia dos últimos tempos! Infelizmente o cenário não será mais a fabulosa Las Vegas, mas sim a Tailândia. Todo o elenco do original volta para se descobrir o que aconteceu em mais uma noite perdida. (27 de Maio)

1º lugar: HARRY POTTER E AS RELÍQUEAS DA MORTE - PARTE 2
O final da saga de Harry Pottter deverá mover multidões aos cinemas, e eu pretendo estar lá. Depois da ótima PARTE 1, as expectativas só aumentaram para o grande final. (15 de Julho)

OUTROS FILMES PARA FICAR DE OLHO:

PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Johnny Depp volta ao papel do pirata Jack Sparrow. Com certeza será divertido.

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES
A luta contra uma invasão alienígena em Los Angeles no estilo documentário. Ví o trailer e gostei.

X-MEN: FIRST CLASS
Filme que mostra o começo do grupo mutante nos anos 60. Não sei o que esperar depois do fraco X-Men 3.

KUNG FU PANDA 2
O urso panda Po retorna ao lado dos 5 Furiosos. Gostei muito do primeiro, vamos ver se a qualidade é mantida.

LANTERNA VERDE
Adaptação do personagem dos quadrinhos da DC. Tinha grande esperança, mas achei o trailer muito fraco. Espero que eu esteja errado.

CARROS 2
Pixar é sempre sinal de qualidade. Mesmo achando o primeiro Carros o mais fraco do estúdio (e ainda assim ficando muito a frente de outras produções), a criatividade dos profissionais da Pixar sempre consegue nos surpreender.

TRANSFORMERS 3
O primeiro foi muito bom, o segundo foi meia boca. Michal Bay volta para o terceiro prometendo não cometer os erros do segundo. Vamos ver se ele está certo.

COWBOYS & ALIENS
Adaptação de quadrinhos onde um cowboy combate uma invasão alienígena no velho oeste. Dirigido por Jon Favreau (o mesmo de Homem de Ferro)

SUPER 8
O novo projeto secreto de J.J. Abrams, com a ajuda de Spielberg, ainda é mantido sobre sigilo. O pouco que se sabe é que garotos de 14 anos filmam com uma câmera Super 8 algo incrível saindo de um acidente ferroviário. Eu estou curioso.

PAUL
Qualquer comédia estrelada pela dupla Simon Pegg e Nick Frost, os mesmos de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, merece ser vista.

AS AVENTURAS DE TINTIN: O SEGREDO DO LICORNE
Animação em 3D das aventuras do repórter Belga Tintin com a direção de Spielberg e produção de Peter Jackson. Sempre gostei dos livros do Tintin e estou muito curioso para saber como ficará este longa.

HAPPY FEET 2
Continuação das aventuras do pinguín sapateador. Achei o primeiro filme muito interessante e corajoso, vamos ver como a continuação se sai.

SHERLOCK HOLMES 2
A dupla de investigadores inglesa mais famosa volta para combater o maior inimigo de Sherlock Homles, o Prof. Moriarty. O elenco do primeiro volta com a mesma direção de Guy Ritchie.

MISSÃO IMPOSSÍVEL - GHOST PROTOCOL
O quarto filme da série do agente Ethan Hunt, com tom Cruise de volta ao papel. A direção fica por conta do ótimo Brad Bird, que irá dirigir pela primeira vez um filme com atores reais, e não uma animação (O Gigante de Ferro, Os Incríveis, Ratatouille)

CISNE NEGRO
Eu vejo qualquer filme do Darren Aronofsky, por mais esquisito que seja. Este triller psicológico mostra a disputa entre duas bailarinas, Natalie Portman e Mila Kunis por um papel principal no Lago dos Cisnes. Pode parecer bobo, mas vejam o trailer e vão entender o que estou falando.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

*TOP 5! MELHORES FILMES DE 2010

Como de costume, todo começo de ano fazemos a seleção dos cinco melhores filmes do ano anterior. Coincidentemente a minha lista ficou muito parecida com o resultado da votação (a Ju ainda não decidiu sobre a lista dela). Então, sem mais delongas, seguem abaixo os meus favoritos de 2010 (basta clicar no nome para ler a crítica completa).

5º lugar: A ORIGEM
Eu criei muita expectativa para este filme, e ela não foi totalmente atendida, mas ainda é um baita filme divertido, original, bem dirigido e atuado. Mais uma prova do talento de Christopher Nolan e seus habituais colaboradores.

4º lugar: HARRY POTTER 7 PARTE 1
A saga do bruxo mais rentável de todos os tempos começa a acabar, e em grande estilo. A melhor adaptação dos livros até agora foi corajosa e não aliviou nas cenas mais pesadas, mantendo na íntegra o texto original. Só serviu pra deixar todos mais ansiosos para o final!

3º lugar: ILHA DO MEDO
Excelente triller pscicológico dirigido genialmente por Martin Scorsese, com atuações exemplares de todos os envolvidos, em especial do Leonardo DiCaprio. Ótimo roteiro que faz até o expectador duvidar de sua própria sanidade. Quando vi pela segunda vez prestei atenção a todos os detalhes depois de já conhecer o final, e gostei ainda mais do filme.

2º lugar: TOY STORY 3
A Pixar geralmente prefere exercer sua criatividade em novos e originais filmes do que fazer continuações. Porém esta terceira e final parte da turma de Toy Story merece um lugar especial na história do cinema. Divertido, assustador e absurdamente comovente, é uma aula de cinema.

1º lugar: TROPA DE ELITE 2
Tropa 2 conseguiu ter a maior bilheteria do cinema nacional (na história recente que tem registro) e não foi a toa. A luta do Coronel Nascimento contra o Sistema é empolgante, cheia de reviravoltas, recheada de personagens carismáticos e odiosos. Com excelente roteiro e qualidades técnicas que não devem nada a Hollywood, este filmaço deve ser visto por todos.

Resultado da votação dos que acompanham nosso blog. Obrigado a todos pela participação!

1º lugar: Tropa de elite 2 (8 votos)
2º lugar: Toy Story 3 (6 votos)
3º lugar: A Origem / Ilha do Medo (5 votos)
4º lugar: Harry Potter 7 Parte 1 (4 votos)
5º lugar: Alice no País das Maravilhas / Fúria de Titãs (3 votos)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tron: O Legado (nota 7)


Apesar de hoje ser muito difícil ver o Tron original de 1982, pois a computação gráfica na qual o filme se baseia obviamente ficou muito datada, eu ainda sou um grande fã. E fiquei empolgadíssimo com os primeiros trailers e teasers da continuação Tron: O Legado, gerando grande expectativa. Infelizmente toda esta expectativa não foi totalmente correspondida, e se não fossem alguns pontos muito positivos do filme, provavelmente eu estaria dando uma nota bem mais baixa pra ele.
Vamos começar pelo lado bom. O visual do filme é expetacular! Não dá pra desgrudar os olhos da tela o tempo todo, apreciando os belíssimos cenários virtuais, com muita transparência e paredes de vidros. A iluminação dos prédios e veículos todas compondo com o incrível figurino dos personagens (bem menos exagerados na quantidade de "circuitos" nas roupas). As cenas de ação estão muito boas, principalmente as sequências de perseguição de veículos. As lutas poderiam ter sido mais bem trabalhadas, mas não incomodam. Agora a trilha sonora composta pela dupla Daft Punk perfeita e encaixa certinho com o visual do filme.
Porém, como já escrevi acima, o filme tem vários problemas. Pra começar a escalação de Garrett Hedlund para o personagem principal Sam Flynn não foi muito acertada. O cara é bem fraquinho e deixa a desejar em várias cenas. Mas o pior mesmo, e esse é sempre o ponto que eu mais critico, é o roteiro. A alma de um bom filme é um bom roteiro, e neste longa a coisa é tão atrapalhada que em diversos momentos do filme nem lembrava qual era o motivo de tudo aquilo estar acontecendo... e quando lembrava desta motivo percebia que ele é bem besta. Ou seja, toda a razão para aquilo que estamos vendo na tela é desinteressante, tornado tudo uma grande colcha de retalhos de cenas que no final das contas não fazem muito sentido quando se olha para o quadro geral.
Preciso dar um destaque para o vilão do filme, o personagem Clu, que é a versão mais jovem de Kevin Flynn, vivido novamente por Jeff Bridges, porém com toneladas de maquiagem digital para rejuvenescê-lo, da mesma forma que fizeram com Brad Pitt em Benjamin Button. Eu estava com um pouco de medo pois ainda hoje é muito difícil construir um personagem humano digitalmente que seja crível. Sempre existe aquele olhar ou uma boca muito falsa que atrapalha, mas em Tron: O Legado, Clu tem muita presença de tela e está tão bom que a partir de um certo momento até esquecemos que estamos vendo um construto digital.

A verdade é que o filme vale pelo excelente visual combinado com incrível trilha sonora, apoiado em muito saudosismo e homenagens ao longa original, mas duvido que seja possível criar uma nova franquia. Tem muita coisa pra melhorar antes disso.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Karate Kid (nota 7)

Remakes de filmes outrora consagrados sempre são perigosos. Eles podem tanto trair o conceito original a ponto de ofender os fãs antigos, podem ser meramente "mais do mesmo" onde não há nenhuma novidade digna, ou eles podem ser uma bela homenagem que atualiza alguns conceitos já meio datados. Felizmente este novo Karate Kid (que poderia ser perfeitamente chamado de Kung Fu Kid), se encaixa no terceiro tipo, sendo impossível não sorrir ao final com a mesma agradável sensação ao o clássico oitentista despertava no seu tempo.
A idéia central e o "feeling" são exatamente os mesmos do longa original. Uma mãe e seu filho se mudam para a China, e o jovem Dre Parker se vê num lugar estranho já sendo ameaçado por bullies chineses que o atormentam. Então Dre, após ser salvo por um zelador solitário, o Sr. Han, começa a treinar kung fu com o Sr. Han para competir contra aqueles que o atormentavam. E as cenas de treinamento são intensas e muito reais, não tem mais só encerar o carro e pintar a cerca. Dá pra ver que o menino teve que suar de verdade para executar alguns movimentos e acrobacias.

Dre é interpretado pelo filho de Will Smith, o novato Jaden Smith, que entrega um personagem muito bom. Ele obviamente é muito diferente do Daniel-san, a começar pela sua atitude, mais engraçadinha e manhosa. Felizmente não é um personagem irritante como muitas crianças são no cinema, e mesmo jovem já demonstra ser muito parecido com o pai, principalmente nos gestos. Agora o genial Jackie Chan está incrivelmente bem no do mestre, o Mestre Miyagi ficaria honrado. Jackie entrega uma interpretação muito pessoal, sem nunca tentar imitar o finado Pat Morita, e tem aqui o que acredito que seja eu melhor papel dramático no cinema. Para os que se lembram da cena do Mestre Myiagi bêbado no filme original, preparem-se para uma cena muito mais emocional neste remake.

Nem tudo são maravilhas, é claro. O filme tem alguns defeitos, que nem são tão graves assim, mas tiram todo o realismo que era mais presente no filme original. Obviamente que com a mudança do karate para o kung fu, aliado a tendências mais atuais de lutas bem coreografadas, os combates entre crianças de 12 anos são absurdamente complexos. Alguns golpes são dignos de artistas marciais com muitos anos de experiência, e são distribuídos com a maior facilidade pela molecada.

É isso, eu gostei bastante do remake que faz juz ao original sem tentar substituí-lo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Mercenários (nota 6)

Tá aí um filme que é pura testosterona. É só começar a listar os nomes do elenco que já se sabe muito bem o que esperar do filme. Sylvester Stallone dirige e atua uma tonelada de nomes do cinema de ação, alguns que ainda tem bom status de estrela, outros que já foram esquecidos mas ainda sabem chutar bundas. E a lista não é pequena: Jason Statham, Jet Li, Dolf Lundgren, Randy Coture e Steve Austin (ambos lutadores de vale tudo), Mickey Rourke, Terry Crews (o pai do Cris em Todo mundo odeia o Cris), e participação especial de ninguém menos que Bruce Willis e Arnold "Governator" Schwarzenegger. Combinando estes nomes a um filme no estilo oitentistas de filmes de ação onde um grupo extermina uma pequena nação sozinhos, já se sabe muito bem o que esperar, certo?
Porém, vou confessar que fiquei levemente desapontado, e culpo isso na edição e montagem do filme. De uma forma geral a edição é muito caótica, e tira a noção de continuidade de algumas cenas. Com nomes como Statham, Li, Coture e Austin, todos lutadores com excelentes habilidades atléticas, os ótimos combates corpo a corpo de seus personagens ficaram muito picotados e intercalados com outras cenas, desta forma se perde a sensação de continuidade do combate, seja na força bruta de Coture e Austin, ou seja na habilidade e estilo de Li e Statham (este protagonistas dos melhores combates). Como não se pode deixar de lado, também temos MUITAS explosões e tiroteios, bem dentro do que se esperava, nada muito inovador.
Obviamente que não podemos esperar muito em termos de atuação, e algumas são bem sofríveis. O roteiro também não ajuda, dando diálogos muito ruins para entrelaçar as cenas pancadaria e tiroteiro com um fiapo de enredo mal explicado e rapidamente esquecido. O motivo inicial é muito fraco e a continuação deste motivo é pior ainda.
A direção de Stallone também já foi muito melhor. Ele mandou muito bem em Rocky Balboa (vulgo Rocky 6) e até mesmo em Rambo VI, mas em Os Mercenários, o filme demora muito pra pegar no tranco. Somente na última meia hora, quando a batalha final começa, é que há alguma emoção. Mas tudo bem, vamos dar um desconto, afinal ele estava distraído pelos macacos brasileiros no ombro dele.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Harry Potter e as Relíqueas da Morte Parte 1 (nota 9)

Após longas e merecidas férias, estamos de volta aos filmes também. E nada melhor pra retomar do que um aguardadíssimo sétimo filme de Harry Potter. E vou logo começar elogiando a ótima iniciativa de dividir este último livro em dois filmes. A quantidade de informações e acontecimentos é enorme e se fosse tudo apertado em um só filme iria ficar uma porcaria. Felizmente decidiram pela divisão, nos brindando com o filme mais fiel ao material original em toda a série.

E não ficou faltando nada mesmo, até os longos períodos de fuga e esconderijo do trio principal estão lá, proporcionando ótima interatividade entre os três personagens e demonstrando que os atores não só cresceram fisicamente, mas que suas habilidades e qualidades de interpretação melhoraram muito. Os intérpretes de Harry, Ron e Hermione estão muito bem, tendo condições de realmente atuar dramaticamente  não decepcionaram. Dou destaque especial para o ator que faz Ron Weasley, que demonstra ótimo potencial.
O ritmo do filme foi muito bem trabalhado. O que poderia ter se tornado um filme parado e chato foi muito bem construído, alternando cenas de muito diálogo e discussão com muita correria e tiroteio das varinhas. As quase 2h30min de duração passam voando, só pra deixar aquele gostinho de quero mais ao "final". Se considerarmos que o filme anterior, Harry Potter e o Enigma do Príncipe era o prelúdio do fim, aqui temos o meio com final digno de Star Wars e o Império Contra-Ataca.
E pra quem não leu o livro e não sabe o que esperar, um aviso: esse filme tem um tom totalmente diferente de todos até agora. Ele é muito pesado, sério e sombrio. Não há mais ano letivo na escola, apenas fuga pela sobrevivência com direito a muitas mortes pelo caminho. Algumas são chocantes, outras são cruéis, mas foi muito bom ver que não pouparam a tensão e o sangue que muitas cenas mereciam de fato.
A minha única crítica negativa não é culpa deste filme exatamente, mas sim da série toda no cinema. Como este longa não excluiu nada do livro a quantidade de informações necessárias para se entender completamente o que está acontecendo é muito grande. E como infelizmente os capítulos anteriores tiverem muitos cortes importantes (principalmente o anterior Harry Potter e o Enigma do Príncipe que foi mutilado e perdeu dados cruciais para este último), quem não leu os livros pode facilmente se perder no meio do caminho, sendo obrigado a perguntar para outras pessoas depois.

Mas certamente é um filme obrigatório e que atinge os melhores níveis no cinema desde o primeiro capítulo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Predadores (nota 7)

O filme oitentista Predador foi muito bom. Lançou no cinema o montrengão alienígena com cara de caranguejo que gosta da emoção da caçada, e foi muito bem. A continuação, Predador 2, não é tão boa quanto o primeiro, pois tirou o monstro da floresta e o trouxe pro meio da movimentada Los Angeles, mais ainda assim tem as suas qualidades. Aí, vieram as duas bombas Alien vs Predador 1 e 2, que conseguiram desmoralizar completamente as duas criaturas que já foram tema de ótimos filmes. O primeiro AVP é ridículo, e o segundo consegue ser uma atrocidade ainda maior, um verdadeiro insulto, então com a tratativa dada a estes personagens, o medo para esta nova tentativa era grande. E felizmente conseguiram recuperar a qualidade e a dignidade do Predador nas telonas.
E conseguiram isso graças ao bom senso de não inventar moda nem enredo pseudo-complexo. Por isso somos jogados logo de cara dentro da caçada, sem enrolação, com muitas situações que são quase cópias do longa original. Felizmente essas situações copiadas param de acontecer logo e o filme toma seu próprio rumo de forma muito inteligente e com ótimo ritmo. O suspense da primeira aparição dos Predadores é muito bem construído, elevando a tensão aos poucos até a inevitável primeira morte sangrenta. 
Mal o filme começa e já encontramos o personagem principal em queda livre em direção a um mundo alienígena muito parecido com a floresta amazônica, onde ele encontra diversos outro guerrilheiros, combatentes, soldados, membros de gangue que foram abduzidos de diversos países na Terra, somente para serem caçados por pura diversão dos Predadores, que usam as mais diversas técnicas de emboscadas para pegar suas presas. E isso o filme constroi muito bem, a sensação da caçada e o medo constante de nunca saber quando será o próximo ataque.
O principal defeito do filme na minha opinião ficou na escolha dos atores principais. Apesar de achar Adrien Brody e Alice Braga ótimos atores, eles não me convenceram como durões que aguentam qualquer pancadaria. Não estão ruins em seus papeis, mas não combinaram totalmente com seus personagens.

No geral eu gostei bastante, pois devolveu a dignidade a um ótimo personagem de ficção / terror que andava meio em baixa graças a cineastas medíocres. Agora só falta recuperarem o Alien, e espero que no espaço e no futuro, de onde ele nunca deveria ter saído.

REPO MEN - Os Coletores (nota 8)

Eu gosto de uma boa ficção científica. E boa ficção científica tem que ter bom roteiro, senão não funciona, diferente de filme de ação padrão onde algumas explosões e tiroteios são suficientes. E e felizmente o roteiro deste filme é muito bom e criativo. Num futuro próximo, não há mais necessidade de transplante de órgãos, pois quando uma substituição é necessária existe uma empresa que fabrica e transplanta órgãos sintéticos robóticos e cobra uma pequena forntuna a juros absurdos dos enfermos.
Então o que acontece quando você não consegue pagar as mensalidades do seu fígado novinho em folha? Da mesma forma que o banco tomaria de volta o seu carro ou sua casa, um funcionário especial desta empresa pega de volta o órgão, seja ele um fígado, rim ou o coração. E nem sempre isso é feito de forma agradável. O enredo é bem construído, com personagens quase que imediatamente carismáticos, que nos levam junto por todas as ótimas surpresas da história. Até entendo que existe um fundo de crítica a atual condição do sistema de saúde americano, mas não sei se é isso mesmo.
Mas calma, tem muito mais do que isso. A ação do filme é excelente, e pra um começo que só vemos praticamente tiros com balas paralisantes sendo disparadas, de repente começa uma saguinolência impressionante, com direito a muito combate corpo a corpo e muitas facas. O visual do filme está dentro do esperado pra um estilo Blade Runner de ficção, nem muito exagerado nem muito simples como em Gattaca.
O elenco tem muitos bons nomes. Pra começar, a dupla Jude Law e Forest Withaker estão muito bem, e tem uma ótima química na tela. Ambos também me impressionaram muito nas cenas de ação. Tanto nas cenas de tiroteio quanto nas lutas os dois mandaram muito bem, sendo que a interpretação no geral é excelente, como de costume para estes dois. Ainda tem a presença da brasileira Alice Braga, que está cada vez mais presente em hollywood.

Uma boa ficção científica, com direito a muita violência e um enredo criativo e surpreendente. Certamente não é um filme que deve agradar a todos, mas caiu certinho no meu gosto.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Kick-Ass - Quebrando Tudo (nota 7)

 Esse filme foi totalmente diferente do que eu esperava. E isso foi bom, afinal houve o elemento da surpresa, que já julgava ter perdido após ver tantos trailers. Eu não conheço o quadrinho que originou o filme, então nem posso fazer qualquer tipo de comparação. Mas prepare-se para uma história de "super heróis" nada convencional e totalmente fora dos padrões.

O mais interessante desta história é a construção nada convencional dos personagens, heróis e vilões. Tudo aqui foge ao tradicional super herói como Homem-Aranha, X-Men e Batman, nem se parece com Watchmen onde os heróis tem tantos defeitos de carácter quanto os vilões. Em Kick-Ass, um adolescente normal resolve colocar uma roupa comprada no ebay e sair por aí bancando o herói, inspirado por todos os quadrinhos que leu. Ou seja, é a desglorificação do herói feita de forma inteligente, sarcástica e realista. Por exemplo, na sua primeira tentativa de heroísmo, Kick-Ass leva um pau absurdo e vai parar no hospital, hehehe.
Mas fique calmo, nem tudo é tão chato como eu fiz parecer. Pra compensara falta de habilidade de Kick-Ass, existem dois outros "heróis" que são responsáveis pelas melhores cenas de ação e por boa parte da carnificina do filme. Big Daddy e Hit Girl, apesar de serem extremamente habilidosos e usarem uniformes típicos de super-heróis, matam cruelmente todos os bandidos com armas de fogo e todo tipo de lâminas que podem, e ainda se divertem muito com isso. Detalhe, a Hit Girl não deve ter mais do que 12 anos, hehehe. E como a minha inclinação para o humor negro, me diverti muito vendo uma molequinha arregaçando com um bando de marmanjo.
O enredo geral é bem interessante, e toma rumos inesperados ao longo do caminho. O tema geral é muito voltado pro público adolescente, mas deve agradar aos marmanjos também. As atuações estão dentro do esperado por parte dos atores jovens, mas dou destaque especial pra Chloe Moretz que manda muito bem como a durona Hit Girl e por incrível que pareça pro Nicolas Cage, que está hilário como Big Daddy. E Mark Strong novamente manda muito bem como vilão, como já tinha feito em Sherlock Holmes e Robin Hood.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tiras em Apuros (nota 5)

Apesar do nome genérico em português, esse filme tem um bom pedigree. Dirigido pelo rei dos nerds Kevin Smith (sendo esta sua primeira direção de um filme que não foi ele próprio que escreveu como Pagando Bem que Mal Tem e O Balconista 2 por exemplo), este filme sai muito do estilo do diretor / escritor, e vejo aí o primeiro problema. O divertido dos filmes de Smith são os diálogos ácidos, recheados de palavrões e cheios de referências pop entre personagens que representam pessoas comuns. Neste Tiras em Apuros não há a mesma empatia inicial, pois parece mais um filme padrão de ação / comédia que qualquer outro diretor sem expressão poderia ter dirigido da mesma forma.

Outra coisa estranha logo de cara é a dupla bizarra formada por Bruce Willis e Tracy Morgan. Eu achei inicialmente que não tinha como isso dar certo, mas o resultado final é muito interessante. O tempo e estilo de comédia dos dois atores é totalmente diferente, mas se encaixam muito bem na tela, fazendo as piadas funcionarem muito bem. E pra mim esse é a única coisa que realmente vale no filme. E ainda tem uma participação rápida de Seann William Scott (o eterno Stifler de American Pie) que é muito boa, resultando em boas risadas.

O enredo é passável no geral. O motivo principal gira em torno de um traficante mexicano, mas tem muitas histórias paralelas, algumas que servem bem à trama principal, como do casamento da filha do policial Jimmy, vivido por Willis) e outras que acabam mais atrapalhando o andamento do filme pois não agregam em nada. Eu até que dei boas risadas, mas duvido que este filme irá durar muito tempo em minhas lembranças.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 (nota 11)

Expectativa pré-filme é uma coisa muito complicada. Quando ela não é plenamente satisfeita pode significar que você não vai gostar tanto do filme quando poderia. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo no filme A Origem. E quanto maior a expectativa, maior o possível tombo. Mas são raras as vezes que mesmo a expectativa sendo grande, acontece a felicidade de o filme ser melhor ainda e superar tudo que se esperava dele. E isso foi exatamente o que ocorreu comigo ontem ao sair em completo êxtase da exibição do Tropa de Elite 2 falando em alto e bom som no mesmo linguajar do longa: "Putaqueopariu!! Que filme fodástico do caralho!" Desculpem a linguagem chula, mas precisava desabafar.
Mas por que é tão bom assim? Por que absolutamente todos os aspectos da produção do melhor filme do ano (na minha humilde opinião) são executados com perfeição por uma equipe habilidosa e que manja muito de cinema. Começando pelo lado mais técnico, a fotografia é incrível, seja nas cenas em favelas e escritórios apertados ou em amplas tomadas aéreas, com enquadramentos não convencionais e aquela câmera tremida na medida certa nas cenas de ação que te colocam perto do que está acontecendo, deixando um clima clasutrofóbico onde o espectador se sente parte da ação constantemente. A edição e a montagem do filme são de cair o queixo. A trilha sonora se encaixa com perfeição em todas as cenas. A direção de José Padilha ao amarrar tudo isso é primorosa e merece muitos elogios de todos, não devendo nada para nenhuma produção Hollywoodiana. Mas é claro que nada disso conta sem ele, o coração e alma de qualquer filme, o roteiro!!
Escrito pelo próprio José Padilha em parceria com Bráulio Mantovani, este roteiro original (lembrando que o primeiro Tropa de Elite foi baseado numa obra literária) constroi uma trama incrível, cheio de maracutaias, reviravoltas, conspirações, bandidagem, politicagem, tudo amarrado com maestria e de forma coerente, que prendem a atenção do espectador do começo ao fim do filme. Tem momentos de pura adrenalina com ação vertiginosa, outros de que despertam a fúria e ódio, e ainda aqueles de desespero e sofrimento, e outros de pura risada seja pelo humor ou pelo nervosismo, mas no fundo no fundo, o roteiro brilhante mexe muito com o âmago de todos os brasileiros com temas muito sérios que transformaram o país na palhaçada que é hoje. Padilha dá um tapa na cara de todo eleitor e diz: "Presta atenção no que você está fazendo!"

E os personagens? No primeiro filme já eram todos muito carismáticos, e nesse segundo está ainda melhor. Personagens já conhecidos como o Coronel Nascimento, o Capitão Mathias, o Capitão Fábio retornam melhores do que antes, acompanhados por outros que o mantém nível de qualidade e empatia, e ainda conhecemos um dos melhores vilões do cinema brasileiro, o Rocha. Tão odiável e carismático quanto Zé Pequeno eu diria. E um protagonista da qualidade do Nascimento precisava de um vilão à sua altura, e é exatamente isso que temos.
Já que estamos falando dos personagens, os atores que os interpretam estão incríveis. Todas as atuações na medida certa, sem nada parecido uma novela da Globo. Dou destaque especial para Wagner Moura, Ihrandir Santos, André Ramiro, Milhem Cortaz e André Mattos. Todos entregam interpretações que devem durar por muito tempo na cultura pop dos filmes nacionais. E é claro que os diálogos são ácidos, recheados de palavrões e frases de efeito, como no primeiro filme.

Resumindo, o filme já fez uma das maiores bilheterias numa primeira senama no Brasil e merece ainda mais. Todos que gostam de um bom cinema tem a obrigação de ver este longa na telona e prestigiar uma das maiores obras do cinema nacional.

sábado, 16 de outubro de 2010

*TOP 5! FILMES DE CATÁSTROFES NATURAIS

Este tema pode ser tratado como um "guilty pleasure", ou seja, um prazer culposo. Filmes de desastres naturais são ruins por natureza (trocadilho idiota!!), não importa o elenco, o diretor, os efeitos especiais, pois o roteiro sempre é um tapa buraco para que milhões de dólares sejam gastos em cenas incríveis de tudo indo pro saco ao redor dos personagens. E mesmo sabendo de tudo isso, nós ainda adoramos ver estas tranqueiras. Como recentemente vimos 2 filmes que se encaixam perfeitamente nessa descrição, decidi fazer esta lista. Mas não entendam mal, a ordem não tem nada a ver com a qualidade do filme, longe disso. Decido ordenar a lista por ordem crescente de área destruída, hehehe. Aqui vai a lista:

5º LUGAR: O INFERNO DE DANTE
Começamos por um filme de vulcão, e escolhi o menos pior dentre eles. Em o O Inferno de Dante, acompanhamos um vulcanólogo tentando salvar a pacata e minúscula cidade Dante da ira do vulcão extinto vizinho. Temos vários clichés do gênero, como os costumeiros absurdos, como um caminhão atravessando um fluxo de lava por exemplo, o herói que salva a família, o chefe que não acredita nas previsões do herói, e por aí vai.

4º LUGAR: MAR EM FÚRIA
Certamente o melhor filme da lista em termos de qualidade geral. Atuações, enredo, personagens cativantes, situações emocionantes, efeitos especiais sem exagero, tudo é acertado nesse filme. Nele, acompanhamos o trajeto de um barco pesqueiro durante uma tempestade gigante. Não há muitos clichés do estilo de filme catástrofe, por isso sua qualidade.

3º LUGAR: IMPACTO PROFUNDO
Não podemos esquecer os filmes de meteoro, certo? E este está longe da tranqueira que foi o Armagedom. Mas como todos os filmes do estilo, tem muitos clichés. A família que não se fala e se junta no momento do desastre. O auto sacrifício para a sobrevivência do próximo. O jovem que acidentalmente descobre o fim da humanidade. O presidente negro. Efeitos especiais gigantescos. O bom deste filme fica pelo enredo que é mais interessante e respeita alguns fatos científicos, além de um bom elenco que consegue passar emoções verdadeiras.

2º LUGAR: O DIA DEPOIS DE AMANHÃ
Agora sim temos destruição em escala absurda, onde todo o hemisfério norte é destruído por uma era glacial que acontece quase instantaneamente! Novamente temos quase todos os clichés: família desunida que se junta por causa do desastre, coadjuvantes se sacrificando e morrendo heroicamente, alívio cômico totalmente desproporcional com a gravidade da situação, cientista desacreditado que descobre o problema mas larga tudo pra salvar o filho, e por aí vai. Nem sou muito fã deste, realmente é um filme feito só pra gastar efeito especial.

1º LUGAR: 2012
Pronto, nada pode ser maior do que O FIM DO MUNDO, certo? Mas o que seria do fim do mundo sem um herói improvável que é pai separado e distante dos seus filhos pra presenciar TODAS as catastrofes naturais possíveis combinadas num único e gigantesco desastre natural global, e ainda sobreviver pra se juntar com a família? Tem clichés nesse filme? Sim, todos eles: Presidente Negro que se sacrifica para o bem maior, chefe arrogante e mesquinho que só pensa no seu próprio bem, cientista  que prevê o desastre e acaba vítima dele, gente rica que ainda acha que dinheiro vale alguma coisa quando tudo está indo pro buraco, e por aí vai. Cenas absurdas como o carro escapando de um prédio, aviões desviando de mais prédios caindo, ou melhor ainda, a fuga a pé de uma imensa nuvem piroclástica!! Genial.

Mas calma lá, ainda tem muito mais pra contar. Vamos listar todos os desastres desse filme: Tem terremotos? Sim, Tem Vulcão? Sim, o maior que já ví num filme. Tem tsunami? Sim, tão grande que encobre o Himalaia. A explosão do vulcão faz voar tantos destroços que algumas cenas até parecem meteoros caindo, então também conta. Sério mesmo, só faltou um ataque alienígena pra completar a desgraça. É tão ruim, mas tão ruim, que fica bom. Este é verdadeiramente o "Ultimate Disaster Movie".

Só pra completar, vou roubar um pensamento de um amigo que disse: "Nunca mais será lançado um filme de desastre natural que não seja em cinema 3D, e o estúdio que lançou o 2012 deve estar arrependido até o fundo da alma por não ter esperado um pouco pra soltar o filme em 3D". Concordo plenamente!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Robin Hood - 2010 (nota 7)

Vou confessar que não achei que gostaria desse filme. Talvez por ser mais um com a nova mania de Hollywood de tentar transformar histórias clássicas ou personagens tradicionais em algo mais "real", ou o fato que todos os trailers pareciam muito com Gladiador. Seja como for, o resultado final é bem mais interessante do que o esperado e me agradou bastante. Felizmente a similaridade com Gladiador está somente no visual do filme e nas cenas de batalha, o resto da história é bem construída.

As atuações estão muito boas, todos os atores já bem conhecidos como Russell Crowe e Cate Blanchet e suas habituais competências para viver quaisquer papéis. A direção de Ridley Scott também na mesma habitual competência. O visual do filme é bem caprichado, com locações que nos remetem a florestas da Inglaterra, que acompanhado por um figurino de época dão muito bem o tom deste épico.
O enredo, como já escrevi acima, tenta contar a história "real" por trás do lendário personagem Robin Hood. Achei muito interessante como mesclaram esse enredo real com elementos clássicos. Por exemplo, não esperem o triunfal retorno rei Ricardo Coração de Leão para salvar o dia, mas podem contar com a presença do Little John, Frei Tuck e o Cherife de Nottingham. E este último não é o habitual vilão do filme, mas uma mera peça numa conspiração muito maior. Outra coisa é mania nos filmes atuais é a valorização das mulheres fortes e independentes, portanto a Lady Marion não é uma donzela em perigo, mas sim uma mulher forte e guerreira.

E como não poderia deixar de ser neste tipo de filme, ao final temos uma grande batalha de exércitos (algo fora do comum em filmes do Robin Hood), com direito a discurso motivacional e tudo o resto que se espera. No final o resultado agrada bastante, mas se não fosse um filme com o título Robin Hood, daria na mesma.