sábado, 4 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe (nota 9)

Ontem fui ao cinema ver a estréia de X-Men: Primeira Classe com grandes expectativas. Mas não que eu já estivesse ansioso esperando por este filme, muito pelo contrário. Diante das duas últimas produções dos mutantes, o fraquíssimo X-Men 3 e a colcha de retalhes que é Wolverine, estava bem receoso.  Mas conforme foram aparecendo os trailers e os nomes ligados a produção foram sendo conhecidos, comecei a prestar mais atenção. E não é que o filme é bom pra car@!%3¢!!! Diria que é o melhor filme dos X-Men, melhor até que o excelente X-Men 2.
E por que é tão bom? Pra começar, como sempre digo, a alma de um bom filme é um bom roteiro. E aqui temos um ótimo enredo que se utiliza de acontecimentos reais, neste caso a crise dos mísseis de Cuba, para desenvolver uma história que conta a origem do grupo mutante e da a amizade entre Xavier e Magneto, sendo conciso e coerente com o que já existe no cinema sobre o universo mutante da Marvel. Além disso o filme consegue criar cenas com dramaticidade e diálogos bastante intensos, boa parte deles vindos da dupla Xavier e Magneto, assim como cenas de humor com os mutantes adolescentes, e algumas cenas incrivelmente tensas e sombrias com Magneto. É claro que não podemos esquecer a ação, que está fantástica, com momentos de demonstrações grandiosas de poder mutante. Falando em poder mutante, a forma inteligente como muitos são usados me surpreendeu positivamente, pois sempre acho que muitos são subutilizados. Novamente fica o destaque para a dupla Xavier e Magneto nessa boa utilização de habilidades mutantes.
Boa parte dessa qualidade descrita acima julgo ser responsabilidade do produtor Bryan Singer, que volta à série mutante após dirigir os dois primeiros longas, recuperando a boa qualidade do início da série, e do diretor Matthew Vaughn (o mesmo de Kick-Ass). Ambos ajudaram com o roteiro, e dá para perceber bem o que foi pensado por cada um. De Singer, os diálogos recheados de discussão filosóficas e decisões ambíguas sobre o lugar dos mutantes no mundo, de Vaugh, as cenas de ação incríveis. Mas não podemos nos esquecer dos personagens. E que personagens! Da mesma forma que Heath Ledger entregou o Coringa definitivo em Cavaleiro das Trevas, aqui James MacAvoy e Michael Fassbender entregam as melhores versões de Charles Xavier (Professor X) e Erik Lensherrer (Magneto) do cinema. Os dois em cena engolem os atores a sua volta e carregam o filme nas costas quando o ritmo dá uma desacelerada. Foi brilhante a forma como retrataram o início da amizade e consequente separação dos dois. A Mística também tem um papel importante e muito interessante no enredo e nas discussões filosóficas tradicionais dos mutantes.
Mas é claro que todo bom herói precisa de um bom vilão. Então entra em cena o ótimo personagem Sebastian Shaw, o líder do Clube do Inferno, vivido de forma excepcional por Kevin Bacon. Com toda elegância e poder que tem, seus planos de guerra mundial são o que movem o filme pra frente. Falando em elegância, o visual do ano 1963 do filme está demais. Seja nas roupas, carros ou música, o feeling retrô fazem com que o filme se pareça muito com um James Bond Mutante.
Pra variar, quando a nerdisse ataca, eu escrevo demais. Só pra complementar, a atuação de Fassbender como Magneto está incrível. Ele desenvolveu o personagem numa profundidade que não julgava ser possível no cinema. Sua busca constante por vingança, e seu estilo agente secreto, e sua crueldade em certos momentos são responsáveis pelas melhores e mais tensas cenas do filme. Filme obrigatório para todo fã dos mutantes.

4 comentários:

Giu disse...

Eu acho que nota 9 e' muito. Eu daria nota 7. Se tivesse mais Hellfire Club e mais meia hora de filme para desenvolver os personagens...

Felipe disse...

Poxa, como você é exigente! O único defeito desse filme pra mim foi a escolha de alguns personagens. Por exemplo aquela Angel é muito fraca.

Deyvid disse...

SENSACIONAL! Pra mim é o melhor filme sobre os mutantes até agora!Pelo elenco, salvo algumas exceções, eu chamaria de "Classe Zero". Falando nisso, o Banshee aparecer eu achi uma surpresa.
Deve ficar registrado aqui que o começo do filme com as cenas fortíssimas sobre a infância do Magneto e do Professor X são sensacionais!Encaixa muito bem no enredo.
Agora, para os mutante-maníacos de plantão, fica o desafio de mandarem uma sugestão para o elenco do "Second Class".

Deyvid disse...
Este comentário foi removido pelo autor.