domingo, 17 de maio de 2009

Crepúsculo (nota 5)

Outro sucesso teen do momento é Crepúsculo. Não sou nenhuma expert, mas sei que se trata de um livro que fez sucesso, virou uma série de livros de sucesso e agora começa a virar uma série de filmes... Soa familiar??? Ao que parece, Crepusculo tenta seguir o caminho de Harry Potter. Baseado no sucesso, creio que Crepúsculo já conquistou seus fãs e está num bom caminho, mas está longe de se comparar a Harry Potter em tudo, carisma, sucesso, qualidade, e por aí vai...

O filme é meio morno, a história do casalzinho não chega a empolgar. Os vampiros também são bem mais ou menos, não tem profundidade - se tem uma coisa que vampiro de verdade tem que ter é profundidade... Em contrapartida gostei bastante do clima do filme - aquele vilarejo gelado e esquecido com florestas em volta... Bem legal!

Enfim, o filme não é dos piores e nem dos melhores... Dá para assistir tranquilamente num sábado a tarde despretencioso ...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

High School Musical (nota7)

OK, vocês vão pensar que estou hiperdesatualizada de estar falando de HSM apenas agora, mas a verdade é que não tenho mais 13 anos e só assisti por puro acaso. É dificil comentar sobre um filme voltado para um público tão específico e distante da minha realidade, mas sendo bem desprendida, é um filme com grandes qualidades.

Filmes para pré-adolescentes sempre vão existir e sempre vão ser "bobinhos" para o público adulto, mas o que diferencia alguns deles é a qualidade e o cuidado com que são conduzidos. HSM é redondinho. Tudo funciona muito bem - elenco, roteiro, músicas, cenografia, etc. No fim, é um filme bem "gostosinho" de assistir.

Outro valor de HSM é que para o seu público-alvo, os pré-adolescentes, as mensagens são muito positivas, diferente de muitas coisas que tem por aí. Em HSM não há nada de promiscuidade ou elementos ilícitos, e sim diversidade, justiça e outros valores positivos. Se eu tivesse um filho de 10 anos, gostaria que ele assistisse esse filme.

domingo, 10 de maio de 2009

STAR TREK (nota 11)

Confesso que estou encontrando dificuldades para escrever sobre o filme que eu mais aguardava neste ano. Foi uma semana de muita antecipação e ansiedade, principalmente devido ao fato de eu não ter conseguido comprar o ingresso adiantado como pretendia... além disso, como falar sem parecer um nerd histérico que quase teve um nerdgasmo?? Então, vou parar de tentar e vou deixar minha mais sincera opinião sobre o filme.

MEU DEUS!!! QUE PUTA FILME INCRÍVEL DO CARAMBA!!!! PARE DE LER ISSO AQUI E VAI AGORA ASSISTIR SE NÃO FOI AINDA!!!!!!!!!!!!

Pronto, já gritei o que precisava, vamos ao que interessa. O que foi feito nesse filme pelo corajoso diretor J. J. Abrahams, pelos ousados escritores Alex Kurtzman e Roberto Orci, pelo jovem e bem selecionado elenco, é totalmente improvável, mas eles conseguiram. Eles pegaram uma série de tv com mais de 40 anos de idolatria de fãs xiitas, que já estava totalmente esgotada, saturada e praticamente sepultada na tv, e a transformaram numa nova aventura cheia de novas possibilidades, que não só agradará muito aos fãs como consegue agradar a todos que nunca tiveram contato com a série ou mesmo os que tinham preconceito com ela.

O respeito com o material original criado pelo pacifista e visionário Gene Roddenberry é incrível. Quem conhece as séries vai pegar diversos detalhes que são de um capricho incrível. Porém o enredo do filme é perfeito e de uma coragem sem igual. Vou tentar não escrever nada muito revelador para não estragar as surpresaspara os que não sabem nada, e essas surpresas são MUITAS e todas CHOCANTES! Eu até diria que alguns daqueles fãs xiitas de esquerda irão reclamar muito do roteiro, pelo fato de ele abalar alguns pontos mais sólidos da série clássicas, mas eu que sou trekker estava achando que esse universo precisava mesmo de uma boa chacoalhada pra sobreviver, e esse filme fez isso com louvor.
O elenco que foi selecionado para os papéis que já fazem parte da cultura pop coletiva não poderia ter sido mais acertado. O Kirk de Chris Pine é mulherengo e canastrão, mas na hora que precisa, é corajoso e eficiente. O Spock de Zachary Quinto consegue balancear perfeitamente a lógica vulcana com o conflito de emoções de sua metade humana. O McCoy de Karl Urban é rabugento e reclamão, mas com um senso de humor inpecável.... posso continuar a lista de elogios sem fim, mas o mais importante disso tudo é que estas interpretações de personagens tão queridos não são uma mera imitação de William Shatner, Leonard Nimoy ou DeForest Kelly, pois elas capturam a essência dos personagens e adicionam um pouco mais, e na medida certa.
O vilão Nero, vivido por Eric Bana também não fica pra trás, se juntando ao hall de grandes vilões da série, finalmente dando a um Romulano um papel de respeito no cinema.
Agora, o visual do filme é um SHOW!! Até momentos que não tem nada de novidade como as cenas semi-estáticas da Enterprise viajando em dobra espacial ganharam um visual arrojado, da mesma forma que toda a ação que acontece é de tirar o fôlego. Não temos mais aquela sensação de combates entre submarinos, mas sim de uma verdadeira batalha espacial.

Falando em Enterprise, o interior da nave está de cair o queixo. Nada mais de corredores estéreis e chapados. A engenharia tem cara de indústria pesada, cheia de tubulações, tanques, escadas e plataformas, muita sujeira, dando realmente a impressão de se estar numa casa de máquinas.

Ufa, acho que escreví demais, mas eu precisava desabafar!!! Esse é um filme que TODOS tem que ver no cinema. Vale cada centavo gasto no ingresso e na pipoca. Espero que a série continue no bom caminho deste reinício.

Nota: Giu, eu ganhei a aposta contra a Ju!!!! huahuahuahuahua....

sábado, 9 de maio de 2009

X-Men Origens: Wolverine (nota 6)

Este filme era esperado com bastante antecipação por muitos nerds de plantão, mas eu sinceramente estava muito desconfiado da produção, principalmente após ler inúmeras notícias de briga entre estúdio e diretor, troca de direção para incluir mais cenas de ação, refilmagens para deixar o filme mais "sombrio" após o sucesso de Batman Cavaleiro das Trevas, ou seja, tudo que pode ajudar a estragar um filme aconteceu. E o resultado não me agradou da mesma forma que o X-Men 3 não me agradou (ainda acho o X-Men 2 um pusta dum filme legal pra caramba e o melhor da série mutante!!!).

O personagem Wolverine ainda é brilhantemente interpretado pelo ótimo Hugh Jackman, e finalmente temos um Dentes-de-Sabre que merece respeito. O vilão Victor Creed, vivido pelo bom ator Liev Schreiber, é cruel, sádico, assassino, impiedoso e manipulador, ou seja, capturaram o personagem dos quadrinhos perfeitamente. Porém as boas coisas ficam por aqui, o enredo do filme é meio conturbado e mal amarrado, os efeitos visuais variam do excelente ao tosco (a la chapolin), novamente foi cometido o erro de excesso de personagens desnecessários (ainda que menos do que em X-Men 3) e em nenhum momento o filme empolga e prende a atenção. Não é a toa que eu dei algumas cochiladas no cinema... fazer o que?? Mas fica claro que o diretor oficial Gavin Hood teve muita gente dando palpite em seu trabalho, e palpites errados ao meu ver.

Mas não é tudo terrivelmente um desperdício. Como eu escrevi acima, Wolverine e Dentes-de-Sabre conseguem elevar bastante o nível quando aparecem juntos em cena e quando quebram o pau com direito a muitas dilacerações e perfurações de garras! Não é um filme de se jogar fora, mas que poderia ter sido muito melhor, isso é indiscutível.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ela dança, eu danço (nota 6)

Pelo que sei, esse filminho fez um belo de um sucesso entre os teens (ô papo de véia)... Dá para entender por que, ele é bem uma versão 2000 para Dirty Dancing.... Interessante, que mesmo sendo mais novo, ele é menos picante que o sucesso de 80... Com um argumento tão atrativo quanto previsivel, o filme funciona bem.... É um típico filme para não errar numa sessão da tarde!

Controle Absoluto (nota 0)

As vezes eu me pergunto, como é possível convencer pessoas a aplicar seu tempo, dinheiro e talendo em uma verdadeira porcaria? O cara tem que ter muito gogó para conseguir colocar um treco desse no ar.

Vou ser honesta, não deu para ver o filme até o fim, porque a uma hora e vinte que investi já foi um desperdício de vida. Esse zero é um zero consistente, porque não consigo pensar em nada de bom desse filme... Só para vocês terem uma ideia do embroglio: Duas pessoas que não tem nada a ver são chantageadas por uma divisão de inteligencia do governo dos estados unidos que tem o poder de manipular tudo e todos (inclusive placas eletrônicas de padarias e coisas do genero) para fazer não sei o que que vai proteger alguma coisa que tambem não sei o que é... Pois é... Fujam!!!!!!!!

domingo, 3 de maio de 2009

Marley e eu (nota 8)

O que "Marley e eu" tem de lindo, tem de triste... Só quem já enfrentou a perda de um companheiro de quatro patas (seja um cachorro, ou um porquinho da india) sabe como essa dor é profunda e verdadeira... Marley não é um filme leve... é um filme verdadeiro, que acompanha as delícias e as tristezas de compartilhar a vida com um serzinho pelo qual nos envolvemos, nos apaixonamos e que eventulmente perdemos....


Meu nome não é Johnny (nota 8)


Assumo que tenho um certo preconceito com filmes brasileiros. Isso não é de graça - realmente muito filmes brasileiros tem cara de novela da globo, aliás, acho que a maioria deles infelizmente... Por causa disso, assumo que fujo mesmo dos filmes brasileiros. A boa notícia é que as vezes me surpreendo, e fico feliz de ser surpreendida... Se para cada 10 filmes "globais" temos um tropa de elite ou um cidade de deus, é porque sempre há esperança!

Pela publicidade, "meu nome não é Johnny" me pareceu um típico filme global e não me atraiu, tanto que esperei passar na TV a cabo para assistir. Fico feliz de dizer que me surpreendeu positivamente. Ainda dá para ver umas atuações de suporte meio forçadas e um ou outro diálogo fora do lugar, mas os pontos positivos do filme superam essas fraquezas e ele se sobressai. O roteiro é bom, e Selton Mello é fenomenal (na minha opinião o melhor ator brasileiro). E nesse vértice que "Meu nome não é Johnny" se suporta e se torna um bom filme brasileiro. Recomendo!

Jogo de amor em Las Vegas (nota 7)

Mais um filme preparatório para Vegas 2009. Tá certo que em Vegas mesmo o filme só tem um pedaço, mas esse pedaço é bem atraente... Vegas deve ser isso aí, você se mete numa festa no caminha entre a recepção e o quarto do hotel... hehehe... Ok, não deve ser tão assim, mas que se isso acontecer de verdade, só pode ser mesmo em Vegas...

Sobre o filme, eu até gosto dele... É uma comédia romantica um pouco mais escatológica que o normal, mas é legal - engraçada e romantica, como uma comédia romentica deve ser. Honestamente não entendo porque o filme foi considerado um fiasco tão grande.... É uma boa diversão!

Quebrando a banca (nota 9)

Dando sequencia a preparação para Vegas, esse filme era indispensável. Ele tem todo aquele climão de Vegas, com maior enfoque nas "tables" (mesas de jogos) - espaço dos mais atraentes! Só quem já perdeu um dinheirinho numa mesa de blackjack sabe como é atraente a ideia de "quebrar a Banca" e sair com um bom lucro... Infelizmente isso ainda não aconteceu conosco.... Mas vai acontecer! Que venha Vegas, baby...

Eu Te Amo, Cara (nota 7)

Esta ótima comédia trata de um assunto meio esquecido no cinema atualmente. Geralmente esse filme seria transformado numa comédia romântica, mas felizmente ele foi escrito como um "bromance", como esse tipo de filme é chamado nos EUA.
O "bromance" é aquela amizade sincera e duradoura entre dois homes heteroxesuais que simplesmente gostam da companhia um do outro, pra sair e tomar umas e aproveitar a vida com boas risadas. E o filme cumpre bem o papel de usar esse enredo de forma honesta, sem exageros.

O personagem principal Peter (vivido por Paul Rudd, de Virgem de 40 Anos) sempre foi namorador, e nunca teve amigos de verdade, e então quando se decido casar, percebe que não tem ninguém pra ser seu "best man". Então ele sai a busca de uma amizade, e encontra algumas figuras como gays, esquisitões, até encontrar com o engraçado e desencanado Sydney (Jason Segel), para encontrar nele um amigo de verdade.

Não se enganem, apesar de ser um "bromance" o filme ainda tem a mesma estrutura típica de uma comédia romântica, mas definitivamente as situações são diferentes e bem engraçadas. Eu achei que o timing de algumas cenas ficou exagerado, passando do engraçado pra vergonha alheia, mas nada que estrague o resultado final dessa boa comédia. Vale a pena pra dar boas risadas.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Treze homens e mais um segredo (nota 9)


Isso aí... Já estamos em clima de preparação para novembro e dezembro, em que eu e Felipe nos lançaremos em territórios Ianques a fim de explorar pessoalmente a tão fascinante terra de Tio Sam.... Uma das principais paradas: Las Vegas!!!!! Parace um sonhos!!! Os olhos já brilham e as carteiras já esvaziam só de pensar ... E nada melhor que se preparar para essa viagem tão emblemática quanto assistir, se não decorar, os grandes filmes de Las Vegas....

Treze homens é Las Vegas pura: Luzes, luxo, dinheiro, trapaças, diversão, glamour e o climão todo particular de Vegas... Nesse filme, eles retomam com sucesso a linha do primeiro filme, que é apostar nesses atores incríveis, roteiro divertidissimo e o climão inigualável de Vegas como pano de fundo (se redimindo daquela catastrofe europeia que foi o doze homes).

Imperdível!!!!


O dia em que a terra parou (nota 5)


Hummm... O que dizer desse filme?! Não é bom, mas também não é ruim.... Diria que dá para passar o tempo... Ou seria melhor aproveitar esse tempo e dar uma cochilada?! Acho que esse é o problema desse filme, ele meio que tanto faz.... Como diria o Chaves, "não me sobe nem me desce"...

Como destaques temos o Keanu Reeves no papel de um alienigena inexpressivo, no qual ele se saiu muito bem (hehehe) - Brincadeira, eu até gosto do Keanu Reeves, não acho ele tão canastrão (só um pouquinho). Já a Jennifer Connely é uma atriz que eu gosto, mas não sei por que ela não engrena no primeiro time. Ela é bonita, boa atriz, mas está sempre batendo na trave em suas escolhas...

Bom, sei lá, entende?

Australia (nota 9)



Baz Luhrman é o cara!!! Quatro filmes no currículo, quatro êxitos memoráveis... Fico feliz em dizer isso, pois estava particularmente reticente quanto a Australia, tanto que nem vi fui ver no cinema. Mas quando se tem um cara como Baz Luhrman, tem que se apostar!

Australia é de fato o que mais foge do tradicional estilo Baz Luhman até agora. Pode se dizer que ele não tem as "plumas e paetes" as quais nos acostumamos a ver em seus filmes, mas nem por isso Australia decepciona.

É um grande filme, com uma bela história que tem como atrativo o quase inédito cenário australiano da década de 30 e 40. Nicole Kidman, que definitivamente não é das minhas atrizes favoritas, aparentemente só sabe trabalhar bem com o Baz Luhrman (vide Moulin Rouge). O Hugh Jackman, que também nunca foi um favorito, cresce aos olhos com a interpretação de Drover... É a mão mágica de Baz Luhrman...

Vale pontuar, Australia é muito bom - eu recomendo muito - mas em termos de Baz Luhrman, Moulin Rouge ainda reina soberano.

*TOP5! Filmes de Guerra Moderna

Conforme a Ju prometeu por mim, resolvi fazer uma listinha de filmes de guerra moderna que muito me agradam. Quando digo que é "Guerra Moderna", estou limitando a coisas que aconteceram depois da pólvora, ou seja, quando os exércitos já não se enfrentam com espada e flecha, certo?? Fui obrigado a listar mais de 5 filmes, pois fui lembrando de alguns que não poderia deixar de comentar. Aqui vai:

5º lugar: Memphis Belle / Flyboys
Aêêêêê, filme de avião!!! Memphis Belle se passa dentro de um bombardeiro B-52 na IIª Guerra, e o Flyboys trata dos combates aéreos sobre a França durante Iª Guerra, em biplanos. Em ambos os filmes fico impressionados com a coragem em guerrear com equipamentos tão precários!!!

4º lugar: Maré Vermelha
Filme de submarino também é filme de guerra, e este é o meu favorito nesse tema. A bordo de um submarino nuclear que se envolve em alguns combates, os pontos altos são gerados pela tensão dentro do submarino americano e a ótima disputa de poder entre Denzel Washington e gene Hackman

3º lugar: Platoon / Fomos Heróis
É claro que não poderia faltar filme de Vietnã, e estes são dois ótimos exemplos. Platoon já é um clássico e nem vou perder meu tempo. Porém o Fomos Herois, protagonizado pelo Mel Gibson, é meio desconhecido do público geral. Ele trata do primeiro combate travado por tropas americanas no Vietnã, e tem algumas cenas muito tensas e combates estratégicos.

2º lugar: Falção Negro em Perigo / Círculo de Fogo
Falcão Negro em Perigo é o mais "moderno" dos filmes listados aqui, pois se passa na década de 90, veja crítica completa AQUI. Agora Círculo de Fogo volta à temática da IIª Guerra, porém acompanhamos o fronte Russo, onde o talentoso sniper Vassili Zaitsev, interpretado por Jude Law "caça" soldados alemães em Stalingrado.

1º lugar: Resgate do Soldado Ryan
Esse filme me dá um nó nas tripas toda vez que o vejo. Um dos mais impressionantes trabalhos de Spielberg, e talvez o melhor filme de guerra já feito. Não tem como não gostar e não ficar comovido, seja pelos incríveis combates em sí, ou seja pelo companheirismo demonstrado pelos soldados, que estão cumprindo ordens, mas acima de tudo, estão lutando uns pelos outros, mas que são obrigados a ver seus camaradas caírem mortos ao seu lado. Quem ainda não viu, está perdendo uma obra prima do cinema.

É isso aí, pra variar teve tanto filme de IIª Guerra Mundial que até pra ter feito um TOP 5 Filmes de IIª Guerra. Mandem sugestões, críticas, idéias para mais listas!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Justiceiro: Em Zona de Guerra (nota 6)

Tá certo, é hora de pedir desculpas. Como alguns talvez se lembrem (caso não, veja AQUI), eu listei este filme como uma das prováveis porcarias a serem laçadas nos cinemas. Felizmente eu errei, pois o filme que foi lançado direto para DVD aqui em terras brazucas é realmente divertido. Nessas horas eu gosto de estar errado!!!

Este filme não só adapta com muito mais fidelidade o personagem Frank Castle dos quadrinhos do que seu antecessor, como nos proporciona vilões muito mais interessantes, cenas de ação mais vibrantes e é claro, toda a violência brutal que se espera do Justiceiro. Em comparação ao anterior (que não é o primeiro, lembrem-se da atrocidade cometida em 1989 com Dolf Lundgren), este o supera em tudo. O ator Ray Stevenson, desconhecido pra mim até aqui, é fisicamente muito parecido com as ilustrações do mestre John Romita Jr de Frank Castle, e não poupa nenhum criminoso que passa em seu caminho, sempre fazendo questão de mandá-lo pro inferno nas condições mais viscerais o possível!!!

O vilão Retalho, agora sim um conhecido dos quadrinhos e não o John Travolta que poderia ser substituído por um cone de transito do anterior, é extremamente caricato juntamente com seu irmão psicótico (personagem criado para o filme), mas fazem bem o papel de vilão e foco de atenção do ódio justiceiro de Castle. Outros personagens dos quadrinhos também dão as caras,como o Micro por exemplo, decentemente representados.

O visual criado pela diretora Lexi Alexander é bem interessante, não sendo um filme totalmente sombrio, mas com escolhas de cores fortes para cada cena que compõe muito bem com a ação do momento. O roteiro não é lá grande coisa, mas serve bem como pano de fundo pro banho de sangue que o exercito de um homem só irá derramar.

Pra quem está a fim de ver um bom filme de ação sem necessidade de exercitar muito o cérebro, está aí uma boa pedida.

sábado, 18 de abril de 2009

Ong Bak 2 (nota 6)

Me parece que o "sucesso" subiu demais à cabeça do ator tailandês "em ascensão" Tony Jaa. Enquanto seu filme de estreia Ong Bak conseguia agradar pela simplicidade de enredo e produção, mas impressionando pela grande qualidade das coreografias de luta, Ong Bak 2 dá a impressão de querer ser grande demais para caber um ego que está muito inflado.

O ator/lutador Tony Jaa é um atleta impressionante realmente, e acabou virando cult dos filmes de pancadaria, pois ficou famoso dentre os que gostam desse tipo de filme. Em Ong Bak 2, ele não é somente o ator principal, mas também, o co-escritor, co-diretor- co-produtor, co-diretor de fotografia, coreografo.... O cara fez questão de dar palpite em todos os aspectos do filme. Até dá uma primeira impressão de grande produção, a fotografia está realmente caprichada, o visual geral da época me parece bem autêntico (apesar de me incomodar tanta lama e água o tempo todo) mas tudo isso fica meio apagado quando o que interessa aparece, as lutas.

Temos apenas um fiapo de história, que é bem batida. Um príncipe vê seu pai ser traído, e ao ser salvo por um guarda fiel do rei, fica perdido no mato quando é capturado por uma tribo escravista. Depois de salvo por um grupo de ladrões conhecedor de diversas artes, ele vai receber treinamento e se tornar o líder do grupo de ladrões pra se vingar. O que impressiona é a quantidade de estilos de combates e armas brancas que vemos na tela, e Tony executa todos estes com impressionante destreza. São estilos japoneses, chineses, indonésios, filipinos e é claro, taliandêses. Todas as cenas de luta (que compreendem em aproximadamente 80% do filme) são muito bem coreografadas e realmente impressionam. Num determinado momento o personagem de Tony luta contra dois oponentes simultaneamente, um lutando Muiay Thai, e o outro Kung Fu Tigre. O ator responde usando o mesmo estilo do oponente, e fica trocando entre os estilos muito rápido. Incrível!!!!

Bom, está aí a dica pra quem gosta de uma pancadaria de qualidade, e não liga muito pro enredo. Na verdade o filme incomoda por querer ser grande demais quando não precisava, já que quase não temos tempo pra história, e o pau come solto o tempo todo. E pra variar Tony Jaa mal fala no filme, só bate mesmo... e bate forte!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Informante (nota 9)

Acho que poucos diretores tem a regularidade de Michael Mann. Seus últimos 5 trabalhos como diretor são O Último dos Moicanos (1992), Fogo Contra Fogo (1995), Ali (2001), Colateral (2004), e Miami Vice (2006). Todos estes são filmes de inquestionável qualidade, e se o cara conseguiu até fazer o Will Smith ser indicado a um Oscar, então ele não é fraco não.

Em O Informante (1999), ele mantém sua narrativa ultra realista, com momentos de pura genialidade na forma de contar uma história. Além de ele ter em mãos um excelente roteiro, as ótimas atuações de atores consagrados como Al Pacino e Russel Crowe ajudam ainda mais a acreditarmos no desespero de algumas situações da película, onde Russel Crowe é um ex-funcionário de uma empresa tabagista, e Al Pacino é um produtor do jornal 60 Minutes tentando expor um segredo terrível do cigarro.

Como todos os filmes de Mann, este também tem uma narrativa meio lenta. Mas não é nada que vai te dar sono. Não percam este excelente filme.

Cães de Aluguel (nota 8)

Quentin Tarantino é um cara brilhante, e todos já sabem disso. Em Cães de Aluguel ele prova logo no início da carreira de diretor/escritor que manja muito de cinema. Como de costume, com muito sadismo em algumas cenas, muitos palavrões e ótimos diálogos, o filme se passa quase que inteiro dentro de um armazém, tendo pouquíssimas cenas rodadas em outras locações, tudo embalado por excelente trilha sonora, como de costume.

Eu não conheço a história deste filme, não sei se foi falta de orçamento ou originalidade criativa, mas mesmo com a falta de cenários, e algumas tomadas que apenas "sugerem" o que está acontecendo, temos uma história extremamente envolvente e intensa mostrando o que aconteceu com alguns assaltantes antes e depois de um roubo de uma joalheria.

Eu sempre me surpreendo com a capacidade do Tarantino de arrancar ótimas atuações de seus atores, e nesse ponto que acho que está seu maior mérito. Não é a toa que ele ressuscitou John Travolta, e que Uma Thurman só aparenta ser uma ótima atriz quando sob seu comando. Essa é uma virtude que alguns diretores consagrados (vide George Lucas) precisam aprender com Tarantino.

É óbvio que o filme não é perfeito, mas devido às próprias limitações da época em que foi feito, então pelo mérito criativo, ele merece um destaque entre os grandes.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O resgate do Soldado Ryan (nota 10)

O que dizer de um filme como esse? Era perfeito em 98 e continua irretocável 11 anos depois. Foi interessante rever esse já clássico e perceber que um filme bom de verdade mantem-se como novo ao longo do tempo. Para quem não viu, é provavelmente um dos melhores filmes de guerra já feitos (se não o melhor)...

O Fê disse que faria uma lista de filmes de guerras modernas e eu estou aguardando... Quem tiver sugestões pode mandar!!!! Já digo que tem que ter esse filme, Platton e Circulo de fogo....