domingo, 12 de julho de 2009

O espião (nota 9)




Muito bom esse filme! Show do Jim Sturgess como Martin, um irlandês membro do IRA e informante da polícia – realmente gosto muito dele. Muito bem no filme também está o Ben Kingsley como o agente da polícia, contato de Martin.

Mais interessante – e chocante - é que se trata de uma história verdadeira, e o Martin verdadeiro realmente enfrentou tudo que o personagem de Jim passa no filme... e o pior é que ainda enfrenta... Tem que ver o filme para entender. É um filme violento, mas recomendo muito.

Ele não está tão afim de você (nota 6)


Quem lê o blog sabe que eu tenho um problema com filmes que tem várias mini-tramas paralelas. Até que esse é bem melhor que a maioria, mas ainda cai no velho problema desses filmes – a diferença de qualidade entre as mini tramas: uma sempre se sobressai ás outras.
Nesse caso, a história mais interessante é a da solteira Gigi, que é o reflexo da situação de muitas jovens solteiras nos dias de hoje – as dúvidas, as dificuldades e as principalmente as trapalhadas na busca de um par. A historia da Jennifer Aniston com o Ben Affleck é fofa, mas é a mais coadjuvante. Sobram ainda 2 ou 3 histórias que são menos interessantes e acabam tirando o tempo das mais interessantes... De qualquer forma, é um dos melhores que eu já vi nesse estilo de filme...

O último Rei da Escócia (nota 7)


Filme de África baseado em fatos reais é sempre chocante. Como é possível que um continente inteiro – praticamente independente do país (nesse caso Uganda)– viva afundado em guerras civis e ditadores tiranos com poder de sobra sobre praticamente nada. Também é impressionante o descaso dos países que se consideram os “delegados” do mundo com as atrocidades que acontecem na África. Enfim... Vamos ao filme..

O Forrest Whitaker realmente está espetacular como o tirano Idi Amin – sua performance é de assustar criancinhas. O “mocinho” é interpretado pelo James McAvoy, que vem pintando como um dos novos queridinhos de Hollywood, também tá muito bem nesse filme. Vale a pena assistir.

*TOP 5! Filmes de adaptação de quadrinhos

Estava demorando pra eu fazer uma lista dessas, certo? Acho que era uma das mais óbvias tendo em vista minha inclinação nerd para gostar dos filmes de quadrinhos. Então, sem mais delongas, segue a lista dos filmes que considero melhores filmes, que por consequência foram as melhores adaptações de heróis dos quadrinhos:

5º lugar: Superman - O Filme
Este filme de 1978, dirigido por Richard Donner é o que definitivamente imprimiu a imagem do Superman na cultura pop. O Superman vivido pelo finado Christopher Reeve é simplesmente perfeito. E se considerarmos que este filme já tem mais de 30 anos, ele resistiu muito bem, provando que foi feito com muita competência por todos os envolvidos.

4º lugar: X-Men 2: X2 - X-Men United
O primeiro X-Men foi bem divertido e serviu pra mostrar que este tipo de filme poderia ser muito lucrativo, porém o segundo é o ápice da série mutante nas telonas. Com a direção certinha de Brian Singer, uma quantidade ideal de personagens na tela, uma história que te prende com reviravoltas e situações interessantes e cenas de ação de tirar o fôlego (a abertura que mostra a invasão do personagem Noturno (um dos meus favoritos) na casa branca é de cair o queixo), fazem desse filme diversão garantida.

3º lugar: Homem de Ferro
Este filme tem o mais perfeito equilíbrio entre ação, humor, romance, efeitos visuais, interação entre personagens, e por aí vai. Não tem como não gostar desse filme, e não tem como não gostar do canastrão Tony Stark, interpretado brilhantemente pelo Robert Downey Jr. Agora é esperar pelo Homen de Ferro 2 no ano que vem pra ver se conseguem manter a mesma qualidade.

2º lugar: Homem Aranha 2
Assim como em X-Men, o primeiro Homem Aranha é fantástico, e elevou os filmes de heróis a mega-produções de enorme arrecadação de bilheterias, mas é no segundo filme que temos o ápice do cabeça de teia. Com direito a todos os conflitos da vida atrapalhada de Peter Parker, e ótimos momentos de heroimos com cenas de ação incríveis com o ótimo vilão Dr. Octopus, é impossível não ver esse filme e sair com um sorriso no rosto.

1º lugar: Batman - O cavaleiro das trevas
O que eu posso escrever sobre esse filme que já não escrevi antes? Acredito que o pior problema desta produção é justamente a de ter atingido a quase perfeição. Com um enredo de dar inveja, cheio de traições e reviravoltas, muitos conflitos pessoais do herói, o vilão Coringa imortalizado pelo finado Heath Ledger, e uma atmosfera completamente sombria, qualquer coisa que virá depois dele terá um enorme caminho a percorrer pra tentar chegar ao mesmo nível. Este filme conseguiu o impressionante feito de atingir a marca de US$1 bilhão de arrecadação mundial, coisa que só outros 3 filmes já tinham conseguido.

Appaloosa (nota 6)

Neste western moderno acompanhamos a vida de dois pistoleiros (vividos por Ed Harris e Viggo Mortensen) que se oferecem para policiar a cidade de Appaloosa, que está sendo feita de refém por um bandido politicamente influente (vivido por Jeremy Irons).

Este é um bom exemplo de western, com diálogos curtos e sem muita emoção, muita poeira voando e trocas de tiros rápidos, sem grandes enrolações e "balé de balas". Achei o filme bem interessante, mas um pouco chato. Não é ruim, achei a produção muito caprichada, mas não me empolgou. Fica aí a dica pra quem gosta do estilo.

sábado, 11 de julho de 2009

Hellboy II: O exército dourado (nota 8)

Mais uma divertida adaptação de quadrinhos para as telonas. E nem perguntem, pois nunca lí os quadrinhos do Hellboy, então não esperem comparações. Mais uma vez dirigido pelo esquisito Guilhermo del Toro, este consegue usar de toda a sua criatividade fantasiosa nesse filme, que acho ser mais divertido do que o primeiro. Talvez pelo fato de os personagens já estarem estabelecidos, os escritores puderam os utilizar melhor, fazendo a interação entre eles ser mais interessante.

Desta vez acompanhamos o herói demoníaco enfrentando seres saídos diretamente dos contos de fadas, mas de forma mais macabra. E Del Toro escolheu fazer isso de uma forma muito interessante, abandonando um pouco o excesso de computação gráfica e utilizando maquiagem e bonecos no melhor estilo A Lenda (lembra, aquele filme com o Tom Cruise moleque???) ou O Labirinto, trazendo um certo "realismo" que eu havia esquecido neste tipo de filme. É lógico que a computação ainda está presente nas batalhas em grande escala, mas mesmo assim está muito caprichada.

Não é um filme que vai ficar na sua memória por muito tempo, mas sem sobra de dúvida é uma ótima pedida pra uma boa aventura descompromissada.

Arn - Cavaleiro Templário (Nota 5)

Esta produção sueca conta a história de Arn, um jovem que é acusado indevidamente de um ato pecaminoso, e é enviado para Jerusalém durante as cruzadas no século 12. Ele retorna para casa para ser um dos grandes nomes da história de seu país, por ser responsável pela unificação do reino da Suécia, dando fim ao conflito entre clãs rivais. Eu não consegui descobrir se essa história é real ou não.

O filme é meio morno, e nunca consegue realmente empolgar. Ele lembra muito o filme Cruzada (aquele com Orlando "Legolas" Bloom) e também um pouco do Coração Valente (uma versão "suecada" destes filmes talvez, hehehe). O interessante é justamente se tratar da origem de um país meio afastado das grandes produções, nos trazendo assim uma história um pouco diferente.

Mas como disse, o filme nunca consegue empolgar, talvez por um roteiro fraco que não entrega personagens memoráveis, além de combates meio esquisitos. Vale o aluguel pra passar um domingo chuvoso em casa, caso já tenha assisitdo tudo que tem na locadora.

domingo, 5 de julho de 2009

O Incrível Hulk (nota 6)

Antes de tudo vamos deixar claro que estamos falando do filme de 2008, protagonizado pelo Edward Norton. Caso eu fosse escrever sobre o filme de 2003, que foi dirigido pelo Ang Lee, a nota provavelmente seria 8, mas vou explicar melhor

Eu como um bom nerd, estou adorando esta mania de transformar em filmes os quadrinhos que já me divertiram muito. O Hulk nunca foi um dos meus personagens favoritos, mas as vezes faziam algumas histórias muito boas com ele. Neste filme infelizmente não escolheram uma das mais interessantes como base para o enredo principal. Eu tenho a impressão que este filme se utilizou muito mais do seriado dos anos 70 do que nos quadrinhos, diferente do filme de 2003, onde foi escrita uma história de origem muito boa e original, com uma boa dose de psicologia e com muito estilo.

A direção do frances Louis Leterrier faz bem o que o filme promete, um grande blockbuster cheio de ação, muita pancadaria, explosões e efeitos especiais. Uma das reclamações gerais sobre o filme de 2003 era justamente a pouca quantidade de cenas de ação e o excesso de falação, então neste filme de 2008 fizeram justo o contrário, capricharam na quebradeira e deixaram a falação de qualidade de lado. No filme de 2003, a direção de Ang Lee faz a diferença, dando um visual realista, com personagens mais profundos.

Quanto aos atores principais, acho que Edward Norton fez um bom trabalho, sendo mais interessante pro papel do que Eric Bana, mas nenhum dos dois é totalmente memorável no papel. Agora, a Liv Tyler pode ser uma gracinha, mas ela leva um cacete da Jennifer Connoly. Outro personagem que era muito forte no filme de 2003 era o Gen. Ross interpretado por Sam Elliott, um adversário digno do Hulk, O Gen. Ross interpretado pelo William Hurt é apenas uma caricatura de um perseguidor descerebrado e raivoso estilo Cap. Ahab.

Mas vamos ao que interessa, o filme deveria ser um blockbuster de ação, correto? E felizmente ele faz isso muito bem, com efeitos visuais incríveismas um pouco exagerados eu diria. O visual do Hulk é bem poluído, e as tomadas da ação as vezes é muito próxima.

Este filme tem um momento meio constrangedor para nós brasileiros. A primeira parte do file se passa no Brasil, mais precisamente, nas favelas do Rio de Janeiro. Tem um momento que Bruce Banner arranja uma confusão com uns residentes locais, e a produção do filme não teve nem a decência de contratar atores brasileiros. Quando o filme foi exibido nos cinemas daqui, foram obrigados a dublar em português, de tão ridículo que ficou, pois nem dá pra entender que diabos de língua é falada.

É isso aí, eu sou fã do filme de 2003, e acho que esse de 2008 serve como um passatempo, mas vale a tentativa da Marvel em expandir seu universo nas telas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lista de melhores filmes da década!!

É isso aí pessoas (se é que tem alguém acompanhando esse blog...) já chegamos oficialmente no meio do ano, e infelizmente não parece que teremos mais nenhum grande lançamento até o final do ano, pelo menos não daqueles que serão elmbrados para sempre (a não ser a promessa do novo filme de James Cameron, o AVATAR, mas isso fica pra dezembro).

Eu e a Ju estamos preparando uma lista com os 10 melhores filmes da década atual, os anos 00, ou seja, os que foram lançados entre os anos 2000 e 2009.

Peço que mandem idéias e indicações de filmes, mas tem que ser daqueles que realmente merecem algum destaque.

Abraço!

domingo, 28 de junho de 2009

Orgulho e Preconceito (nota 9)


Vale para cá o mesmo que escrevi sobre Jane Austen em razão e sensibilidade – ela é incrível. Difícil dizer qual dos dois filmes é melhor.... Embora diferentes, ele são igualmente românticos e encantadores.

Em Orgulho, impossível não se apaixonar pelo Mr. Darcy. Se tiver uma coisinha para criticar, é que eu acho que faltou pelo menos um selinho naquela maravilhosa cena que Elizabeth e Darcy se encontram ao amanhecer.

Razão e Sensibilidade (nota 9)


Incrível essa Jane Austen! É maravilhoso que histórias que se passam em um tempo e um cenário tão específicos conseguem ser emocionantes em uma realidade tão diferente, afinal estamos falando de mocinhas casadouras do interior da Inglaterra do séc. 19, e mesmo assim ainda é lindo...

Nesse filme que já tem uns 15 anos é impossível não se encantar com as irmãs Dashwood e torcer pelos seus finais felizes. O destaque é para Kate Winslet – um dos seus primeiros papeis antes mesmo de Titanic, inclusive foi sua primeira indicação ao Oscar... Outra coisa que não sei se todos sabem, é que esse filme é dirigido pelo Ang Lee (o mesmo de O Tigre e o Dragão e Brokeback Mountain).

Bridget Jones – No limite da razão (nota 3)

Que pena! O 1º é tão fofinho... Infelizmente eles erraram feio no 2º. Bom, vou fazer um mea culpa, como não li os livros, não sei se a responsabilidade é toda do filme, mas acho que não. Creio que o 2º livro já não é tão bom e o filme conseguiu piorá-lo.

A coisa começa a se perder já na história, que é totalmente sem pé nem cabeça – pretexto ridículo para Bridget e Marc terminarem, Daniel aparecendo da forma mais besta do mundo, lésbica gostosona apaixonada pela Bridget, prisão na indonésia... precisa continuar?

Da responsabilidade do filme: 1-creio que se no primeiro ela era apenas um pouco estabanada nesse ela virou uma idiota completa. 2- Eles passaram totalmente da medida com as músicas – tem umas 8 musicas de clímax no final do filme – insuportável! E por aí vai.... Realmente uma decepção.

Promessas de um cara de pau (nota 6)

Antes de qualquer coisa, pedimos desculpa por junho ter sido um mês tão fraquinho de posts. Além de termos visto poucos filmes, deu uma preguiça de escrever....


Esse filme foi um ilustre desconhecido que pareceu interessante pela propaganda do telecine - antes disso nunca tinha ouvido falar. Isso talvez por duas razões: 1- ele tem cara de ser um filme feito para TV (tem muito isso nos EUA); 2- É um filme americano, sobre americanos e para americanos.

De fato o filme é interessante: uma eleição presidencial será definida pelo voto de uma única pessoa, que por sinal é um legitimo “white trash” – imagine aí a repercussão que o assunto ganha em todo o pais e movimenta a vida de todos – está tudo lá, desde o circo da mídia até os marketeiros presidenciais. Com essa premissa, o filme traça um perfil vergonhoso de parte da população americana, mostrando sua alienação. Como não podia deixar de ser em um filme bem americano, a lição no final é garantida.

Rebobine Por Favor (nota 8)

O diretor Michel Gondry é um cara realmente genial. A idéia de "suecar" filmes é incrível e hilária. Pra quem não sabe ele foi responsável pela brilhante direção do Brilho Eterno (trocadilho idiota) e nos presenteia aqui com um dos melhores filmes do ano passado.

Neste filme, os personagens de Jack Black e Mos Def dirigem uma das poucas locadoras que ainda não oferecem DVDs, e por causa de um acidente são obrigados a refilmar os filmes com recursos próprios da forma que lembram, as vezes sem quase nenhum conhecimento do roteiro. Dessa forma, os filmes "suecados" são muito trash, mas com um toque de criatividade que relembra o início da 7ª arte. Dentre os filmes que são suecados temos Caça-Fantasmas, Robocop, Conduzindo Miss Dayse, 2001, Hora do Rush 2, e por aí vai.

Não é um filme que fará você chorar de rir, mas que o deixará com um sorriso constante no rosto, um verdadeiro feel good movie.

Vale a pena ver até onde vai a mente doentia do Gondry, que suecou o trailer do seu próprio filme. Vejam aqui o original e aqui o suecado, onde ele mesmo interpreta todos os papéis. Hilário.

Operação Valquiria (Nota 8)

Após uma longa ausência, culpa de um vício exagerando em PS3, finalmente uma nova crítica de filme. Se trata de Operação Valquíria, baseado em fatos reais ocorridos durante a II Guerra Mundial, quando um grupo de oficiais alemães opositores ao regime nazista tenta assassinar Hitler, tomando o controle do governo.

Este filme é muito interessante, pois não é o típico filme de II Guerra, pois nunca aparecem americanos, russos ou qualquer outro membro dos aliados, sendo focado somente nas manobras políticas dos oficiais alemães que eram contra a guerra, na tentativa de assassinato do Hitler. Tentativa esta considerada como a mais perigosa e "quase bem sucedida", das várias vezes que Hitler teve sua vida em perigo por obra dos próprios alemães.

O elenco é composto de muitos rostos ingleses conhecidos, mas o papel principal ficou nas mãos de Tom Cruise, que não faz feio mas também não impressiona. A direção de Brian Singer como sempre é muito competente.

Fica aí a dica, não é um filme de guerra cheio de ação, mas sim de muita intriga política que consegue ainda assim tirar seu fôlego.

domingo, 7 de junho de 2009

Fim dos Tempos (Nota 2)

Caramba, eu tinha total convicção que esse filme seria ruim, mas não tinha ideia que seria TÃO ruim assim. O Shaymalan pisou na bola feio com essa atrocidade. E olha que eu não sou daqueles que desce o pau em todos os filmes dele, gosto bastante do Sinais e do A Vila, mas Fim dos Tempos me surpreende por ter sido aprovado e realmente liberado para o público.

Não se deixe enganar pelo trailer do filme que até chega a empolgar, aquele climão de tensão e suspense que o Shaymalan sabe criar muito bem até está presente neste "filme", mas as situações são tão ridículas que a tensão se torna uma risada do tipo vergonha alheia. Contribui com isso o fato de todas as atuações serem péssimas.

Está dado o aviso, assista por sua própria conta e risco. O meu consolo for ter visto na tv a cabo, pois se eu tivesse gastado algum dinheiro a mais com esse filme, teria ficado muito puto!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Lutador (Nota 8)

Eu não consegui deixar de emocionar ao ver Randy "The Ram" Robinson subir na última corda do ringue e saltar para desferir seu golpe registrado no seu oponente, o Ayatolá. Pode parecer coisa de quem só gosta de ver pancadaria na tela, mas é realmente emocionante acompanhar a vida do "The Ram" este ótimo filme dirigido pelo maluco Darren Aronofsky (diretor de Requiem para um Sonho, Pi e Fonte da Vida).

O Lutador é um filme muito honesto. Acompanhamos a vida de um lutador de luta livre no melhor estilho "tiozão decadente bombado" que teve seu auge em 1985, mas ainda participa de lutas e desfruta da antiga fama. Porém quando sai dos ringes, a dura vida de pai fracassado, a falta de dinheiro e o emprego medíocre são só um passatempo até a próxima entrada nos ringues, onde está sua verdadeira paixão, e onde ele é reconhecido e reverenciado por muitos. A paixão de "The Ram" pela luta livre não tem limites, e ele faz de tudo, até mesmo se dilacerar com arame farpado, para entreter seu fiel público.

A interpretação de Mickey Rourke é espetacular, ele É "The Ram" e nos faz acreditar nisso desde o início do filme. A câmera na mão que segue incansavelmente o lutador entrando no ringue ou entrando no balcão de frios do mercado local é interessantíssima, nos aproximando ainda mais desse ótimo personagem, criando muita empatia por ele.

Não é um filme simplesmente sobre superação, da forma que é Rocky Balboa (Rocky 6), mas é sim um filme sobre não negar suas verdadeiras paixões, e não importam as consequências.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A vida é bela (nota 9)

Esse filme é realmente lindo! Acho que só tinha visto uma vez há uns 10 anos - realmente não é um filme que se veja sempre, porque o que ele tem de bom, ele tem de triste... Filmes que mostram o ponto de vista das vítimas do Holocausto, assim como "O Pianista", mexem muito conosco, pois percebemos como tudo aquilo foi uma coisa ignorante, absurda e sem sentido.

Quanto ao filme, os brasileiros podem até ter pego uma certa birra, já que foi o filme que ganhou o Oscar de Central do Brasil - quem pode esquecer Sophia Loren gritando "Robeeeeeerto!!!!!!!!"? - mas a verdade é que é um filme muito bom, que consegue mostrar aquela situação tão cruel com uma humanidade incrível. É imperdível!

Todo mundo em pânico 3 (nota 7)

Esse é com certeza o melhor dos "Todo Mundo em Pânico". O 1 e o 2 são dos irmão Wayns e tem sacadas legais, mas acabam indo muito para uma coisa mais escatológica. O 3 e o 4 ficaram nas mãos dos Zucker, responsáveis pelos sensacionais e inesquecíveis Top Gang, Apertem os cintos que o piloto sumiu e Corra que a Polícia vem aí... Mais credenciado que isso, impossível!

O filme é de passar mal de rir! Além da sem noção Cindy, neste filme temos o Charlie Sheen, lembrando seus dias de Top Gang e Leslie Nielsen como sempre dando show. O"3" zoa principalmente com "o chamado" e "sinais", mas também sobra para Matrix. É um filme que tem que ver....

domingo, 17 de maio de 2009

A Outra (nota 9)

ADORO filmes que contam as histórias verdadeiras de momentos que foram cruciais para o desenrolar da história da humanidade. Esse filme traz a história da nobreza inglesa na geração que antecede o reinado da rainha Elizabeth. Quem assistiu o filme Elizabeth e conhece um pouco de história inglesa, sabe que a tomada de poder por ela foi problemática, em função de divergencias políticas e religiosas da sua criação e especialmente em função de sua mãe, Ana Bolena, que ficou conhecida na história como amante/prostituta do rei Henrique V.

A Outra conta a história da Ana Bolena e como ela e sua família acabaram tendo um papel crucial na história da Inglaterra. É muito interessante entender a origem do reinado de Elizabeth como consequencia de um cenário conturbado provocado pela sua mãe. Para quem gosta de história, é um prato cheio.

Outras observações sobre o filme:

- Achei interessante que colocaram a Natalie Portman no papel da mulher fatal e a Scarlet Johanson como a santinha. Se fossem escolher pela fama das duas, talvez os papeis fossem inversos. Creio que a escolha foi acertada e baseada no talento, já que o personagem de Natalie é mais complexo e precisa de um ator mais habilidoso.

- Embora não seja um um personagem grande, Jim Sturgess dá um show como o irmão Bolena. Considero ele um ator excepcional e uma promessa.

- Só soube do que se tratava a história assistindo ao filme. Antes, achava que era uma história de época genérica sobre duas irmãs, enfim, algo bem menos interessante... Acabei descobrindo que em ingles o filme se chama a "A outra garota Bolena" e não apenas a "Outra". Se o título fosse traduzido como deveria, o filme certamente teria mais destaque.

Recomendo muito!