segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador (nota 8)

Mais uma adaptação de um herói dos quadrinhos da Marvel, a última história solo de um herói que fará parte da super-equipe Os Vingadores e também a mais complicada das adaptações. Isto por que um herói que usa um uniforme que é basicamente uma bandeira americana poderia encontrar muita resistência diante do sentimento anti-americano que existe no mundo, mas felizmente o filme soube trazer o personagem para a telona de forma a não deixar enjoados os mais chatos dos comunistas de plantão. Mas é claro que não dá pra fugir totalmente disso.
Pra quem não sabe, Steve Rogers, um cara fracote e pequeno sonha em lutar na segunda guerra em nome do seu país. Mas devido ao seu porte ridículo e condições de saúde precárias, sempre é rejeitado nos exames médicos do exército. Mas tudo muda quando um cientista enxerga grandes valores de carácter no magrelo Steve Rogers, e o seleciona para o programa do super soldado. Ao tomar o soro milagroso, o raquítico dá lugar ao grandalhão e bombado Capitão América, mas mantendo seus valores morais.
O filme acerta em vários pontos. A ambientação nos anos 1940 durante a II Guerra Mundial está ótima, seja nos figurinos, carros, música, etc. Isso dá um ar de aventura ao filme que já agrada de imediato. A escolha dos personagens foi ótima, Cris Evans está perfeito como Steve Roges / Capitão América, incorporando todas as características do herói. Tommy Lee Jones entrega um Coronel Philipsl com a habitual qualidade, servindo também como alívio cômico em poucos mas ótimos momentos. E o sempre talentoso Hugo Weaving entrega um caricato mas ótimo vilão Caveira Vermelha.

Além disso, o ritmo do filme é muito acertado, permitindo tempo para a construção dos personagens, fazendo com que o espectador se importe com eles, coisa que o filme do Thor não permitiu muito. O bom diretor Joe Johnston (o mesmo de filmes como O Lobisomem, Rocketeer e Jurassic Park 3) soube contar a origem do herói de forma convincente, permitindo que ele cresça dentro do seu papel na hora certa, sem correria ou situações forçadas para encaixar o enredo dentro do contexto d'Os Vingadores. As cenas de ação também foram bem montadas, sem abuso dos efeitos visuais por computação. Apesar de manter as cores do uniforme, conseguiram dar uma boa cara de roupa de guerra real, dentro dos limites dos quadrinhos, é claro.
Mas nem tudo é perfeito. O romance entre Roges e Peggy Carter tira um pouco do ritmo da cena final, e o grande clímax no embate final entre Rogers e o Caveira Vermelha acaba rápido e de forma estranha, meio broxante. Também não gostei muito do ator que viveu Howard Stark, o pai do Tony Stark o Homem de Ferro, mas também convenhamos que é muito difícil se comparar ao ótimo trabalho de Robert Downey Jr.

Em resumo, é um filme muito divertido que cumpre muito bem sua função, e que continua a expansão do universo Marvel nos cinemas com qualidade. É um filme mais acertado do que Thor e O Incrível Hulk, quase empatando com Homem de Ferro como uma das melhores aventuras solo de heróis da Marvel. E vale a mesma dica de sempre, não saia dos cinemas até o final dos créditos para a cena extra.

Um comentário:

Felipe disse...

ERRATA: Corrigida a filmografia do direto Joe Johnston.