quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (nota 6)

Jack Sparrow é um personagem incrível. Sua construção foi tão perfeita pelo sempre competente Johnny Depp que, após o término desastrado da primeira trilogia de filmes Piratas do Caribe no cinema, o único motivo para que uma nova série  de filmes fosse começada era Jack Sparrow. E após o desastre que foi o terceiro filme, foi bom voltar a ver uma aventura simples e divertida, apesar dos pequenos erros.
Em Navegando em Águas Misteriosas, logo de cara encontramos o pirata favorito de todos preso em Londres, e a cena de sua fuga nos lembra da genialidade que existe por trás daquela constante aparência bêbada. Ele então reencontra um antigo caso amoroso, Angelica Malon (ótima adição à série em interpretação de Penelope Cruz), e entra para a tripulação do temível Barba Negra (interpretado por Ian McShane, e não pelo Seu Madruga) na busca pela fonte da juventude. Além de Sparrow outros conhecidos dão as caras, como o Sr. Gibbs e o ótimo Capitão Barbosa (do sempre competente Geoffrey Rush).
Os produtores aprenderam com seus erros passados e produziram uma aventura simples, sem uma história desnecessariamente complicada, com começo, meio e fim, lembrando muito o primeiro filme. Obviamente que Sparrow tem o maior tempo de tela, e ele continua ótimo. Angélica, o interesse romântico de Sparrow, é quase a versão feminina de Sparrow, tendo acrescentado muito à trama. O humor continua no mesmo nível de antes, e as cenas de ação muito bem feitas.
O grande defeito do filme é o vilão Barba Negra. Depois da série ter apresentado vilões excelentes como o Capitão Barbosa e o tentaculoso Davy Jones, o Barba Negra simplesmente não inspira o terror que teoricamente deveria. Além disso existe toda uma trama paralela envolvendo o romance entre um religioso e uma sereia que toma muito tempo desnecessário do filme.

De um modo geral o filme agrada quase tanto quanto o primeiro, mas devido aos seus defeitos não consegue chegar no mesmo nível.

2 comentários:

Rafael W. disse...

Esse filme estava tão chato que saí do cinema lá pelos 50 minutos de filmes. É insuportável.

http://cinelupinha.blogspot.com/

Felipe disse...

Eu me diverti, e isso é o que importa no final, fazer o que?