segunda-feira, 4 de julho de 2011

Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (nota 10, 11, 12, todas as notas)

What is your name?
What is your quest?
What is your favorit
e colour?

O que dizer sobre o filme que é considerada a melhor comédia de todos os tempos? Difícil escrever esse tipo de resenha, mas vamos lá! Num domingo frio e nebuloso, graças à programação fraca e repetitiva da tv à cabo, eu e a Ju decidimos rever o clássico Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, pois já fazia algum tempo que não o via. E que melhor jeito de alegrar um final de domingo preguiçoso? Rimos escandalosamente como se fosse a primeira vez. Mesmo já sabendo quase de cor a piada que viria, a risada vinha antes mesmo da piada. Por incrível que pareça, mesmo sabendo que a estréia ocorreu em 1975, o filme continua muito relevante e histericamente hilário.
Para aqueles que não fazem idéia do que se trata, o grupo Monty Python foi um dos mais influentes grupos de comédia de todos os tempos. Seu humor inglês bizarro e non-sense angariou milhões de fãs ao redor do mundo. A série de TV Monty Python and The Flying Circus teve 4 temporadas exibidas pela BBC na Inglaterra, de onde saíram alguns sketches cômicos que continuam a ser venerados até hoje (quem não gosta do Ministry of Silly Walks, ou da Piada Mortal?).
Este, que foi o primeiro longa do grupo (e também o primeiro longa dirigido por Terry Gilliam, parte do grupo e responsável pelas bizarras animações) mostra o Rei Arthur (Graham Chapman) na busca pelo Cálice Sagrado, após receber a missão de Deus. Antes de partir em sua missão divina, ele busca por cavaleiros para se juntarem a ele na Távola Redonda em Camelot ("Let's not go there, it's a silly place" - Rei Arthur). Em sua jornada com seu escudeiro Patsy (Terry Gilliam) ele encontra com Sir Lancelot, o Bravo (John Gleese), Sir Bedevere (Terry Jones), Sir Galahad, o Puro (Michael Palin) e Sir Robin, o Não-tão-bravo-quanto-Sir-Lancelot (Eric Idle).
São muitas piadas para listar todas, o filme engatilha um motivo para dar risada atrás do outro. Mas vale a pena lembrar de algumas aqui: Os Cavaleiros que dizem NI, o Cavaleiro Negro que mesmo esquartejado ainda quer brigar, a festa de casamento arruinada por Sir Lancelot, o Coelho de Tróia, as andorinhas migratórias e seus cocos, a comparação de uma bruxa com um pato, o guardião da ponte e suas três perguntas, os monges batendo com a cabeça em tábuas, o coletor de mortos e muitas outras. Nem os letreiros de abertura escapam de uma boa piada, e precisam ser reiniciados três vezes.
E um filme tão estranho e sem sentido como esse só poderia acabar num dos finais mais bizarros da história do cinema. Quem ainda não conhece, pare de fazer o que está fazendo e vá ver AGORA

4 comentários:

Cris disse...

A versão dublada é mais engraçada... imagina isso tudo que vc disse na voz do Kiko... hehehe

Felipe disse...

Desculpa Cris, mas são raras as vezes que um filme fica melhor na versão dublada. Duvido um pouco que esse seja o caso... mas vou experimentar só pra não criticar sem conhecer.

Arthur (Bambu) disse...

Esse filme é show de bola! Um dos meus TOPs no quesito comédia! Sir Galahad quando avista o farol das "freiras" da torre! KKKKKK
Mas eu fico em dúvida sobre a melhor cena, na minha opinião, ou a do cavaleiro ou a do guardião da ponte!
Muito boa crítica Felipe! Sensacional!

Alexandre Figueiredo disse...

O filme tem a pretensão de ser engraçado,todavia,não consegui achar graça em nada.