segunda-feira, 14 de maio de 2012

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres (nota 8)

Adaptação hollywoodiana do best seller escrito por Stieg Larson. Eu já havia escrito a crítica da versão cinematográfica sueca deste livro, então farei muitas comparações. Mas uma coisa é certa, não poderiam ter escolhido melhor diretor para esta nova adaptação, tendo em vista outros filmes do currículo de David Fincher. Alguém que foi responsável por filmaços como Clube da Luta e Se7en, e o bom Zodíaco, é obviamente a pessoa certa para adaptar esta intrigante, sádica e violenta história de investigação. Somado a isso o fato desta adaptação ser muito mais fiel ao material original, fizeram o filme ser mais interessante e compreensível do que a versão sueca.


Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo, após ser pego numa emboscada e ser condenado à prisão, é contratado por Henrik Vanger para investigar o assassinato de sua sobrinha que desapareceu 40 anos antes durante um estranho incidente na mansão da família. Durante sua investigação, ele encontra com Lisbeth Salander, uma habilidosa hacker habilidosa e de personalidade estranha. A investigação da dupla os leva por anos de história da família Vanger, cheia de personagens com histórias estranhas e sombrias, e acabam esbarrando num antigoserial killer de mulheres.


O filme é crú e viceral. Todas as cenas mais fortes e doentias são retratadas na íntegra, sem dó. E quem já conhece o enredo sabe muito bem que não são cenas leves. Muito do que existe no livro foi retratado fielmente, sem censura, tornando todo o filme mais fiel à obra original, e também mais compreensível. Eu achei que a versão sueca resumiu demais certos pontos, deixando a trama mais confusa do que realmente é. Claro que foram feitas adaptações no enredo também na versão americana, mas elas foram benéficas ao ritmo da trama, sem tirar informações importantes.

O elenco foi muito acertado. Daniel Craig caiu muito bem como Blomkvist, apesar de ter ficado a impressão dele ter uma personalidade menos marcante do que a apresentada no livro. Já a Lisbeth Salander de Rooney Mara é perfeita. Ela consegue passar a estanha personalidade de Salander aliada a uma fragilidade física que não acontece com a Noomi Rapace da versão sueca. Apesar da boa atuação da sueca, imaginava a Salander com um corpo menor e mais fraco. Já a direção sólida de David Fincher nas cenas mais tensas, sem aliviar nos momentos mais intensos foi perfeita.
De uma forma geral a adaptação americana se sobressai à sueca por ter atingido um nível de fidelidade maior à fonte original. Não é um remake do filme sueco, mas sim uma nova adaptação da obra literária. E como fã do livro, me vi gostando mais da desta versão americana.

2 comentários:

Rafael W. disse...

Ainda não conferi esta refilmagem do Fincher, mas a versão sueca é um filme bastante respeitável.

http://eaicinefilocadevoce.blogspot.com.br/

Felipe Trindade disse...

Concordo Rafael, gostei bastante da versão sueca, mas como gosto dos detalhes que lí nos livros, acabei gostando mais da fidelidade do americano.