segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Vida de Brian (nota 9)

Brian: “Eu não sou o messias”
Multidão: “Somente o verdadeiro messias nega sua divindade”
Brian: “Está bem, então eu sou o messias”
Multidão: “ELE É O MESSIAS, LOUVADO SEJA”

Em A Vida de Brian, o segundo filme da trupe de comediantes ingleses Monty Python, conhecemos Brian, um homem que diversas vezes em sua vida foi confundido com Jesus. Não é a toa, afinal ele nasceu na manjedoura vizinha a de Jesus, e até mesmo chega a receber os três presentes dos três reis magos por engano.
Esse filme é bem mais contido do que Em Busca do Cálice Sagrado. Ele tem uma história central mais contínua, sendo menos surtados que o primeiro filme, mas ainda assim hilário. Não é um festival de risadas como no primeiro, mas ainda assim é muito melhor do que muita “comédia” lançada atualmente.
Como fica óbvio pela descrição do primeiro parágrafo, depois de satirizar e destruir a figura histórica do Rei Arthur, o alvo agora é a religião e o período histórico quando viveu Jesus. Os devotos mais preocupados podem ficar tranqüilos, apesar de a idéia original do Monty Python ser satirizas diretamente Jesus, no produto final nada é dito a seu respeito, e todas as piadas acontecem com Brian, que ao final obviamente acaba sendo crucificado.
As piadas são muitas: a multidão que começa a seguir cegamente qualquer um que se proclame o messias, os guardas romanos que corrigem o latim errado das pichações anti-romanos, as frentes revolucionarias de libertação do povo judeu que mais fazem reuniões e votações do que agem em nome do seu ideal, o bom homem que ao ajudar um condenado a carregar sua cruz é crucificado em seu lugar, as mulheres disfarçadas com barbas para poder participar de apedrejamentos, o Pôncio Pilatos hilário com seu problema de fala, junto com seu amigo Bigus Dickus com língua presa, entre diversos outras memoráveis.  

Após todas as piadas, bizarrices e ofensas que vemos na tela, a melhor mensagem fica para o final:
“You should always look on the bright side of life”

2 comentários:

Cristiano disse...

Soltem o Uóger! E o Buáian!

Felipe disse...

Hahaha, é Rógew, e Bwain! A língua presa do Pôncio Pilatos é de chorar de rir...