terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Piratas do Caribe

No ano passado escrevi aqui a crítica do quarto filme da série, mas faltava ainda falar de toda a primeira trilogia que arrecadou milhões de dólares para o cofre da Disney. E pensar que o projeto foi quase abandonado pois ninguém acreditava que um filme sobre piratas ainda poderia dar certo e atrair público, ainda mais um baseado numa atração temática do parque Magic Kingdon da Disney. Os números de bilheteria são tão impressionantes, mas fazem jus à qualidade dos filmes? Os três primeiros filmes juntos somaram quase 2,7 bilhões de dólares no mundo todo, e somando-se a impressionante bilheteria do quarto capítulo das aventuras de Jack Sparrow, auxiliado pelo preço mais caro das seções em 3D, chegamos a quase absurdos 3,8 bilhões de dólares em bilheteria no mundo todo para os cofres da Disney. É muita grana!


Mas a verdade é que, quando mais o filme arrecadava, pior era a qualidade geral e consequentemente menor a diversão do espectador. Apesar do divertido personagem Jack Sparrow, brilhantemente criado pelo versátil Johnny Depp, ganhar cada vez mais destaque (merecido) lembrando que ele nem é o personagem principal do primeiro filme, fica a impressão que os escritores e produtores acham que bastava colocá-lo na tela para o público apreciar o filme, ignorando cada vez mais os roteiros interessantes e coerentes. Mesmo com todas essas as falhas, nasceu uma nova franquia que continuará atraindo e divertindo milhares de pessoas nos cinemas.



Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra (nota 10)


Este filme chegou de mancinho, sem fazer muito barulho e foi conquistando o público aos poucos. Nele somos apresentados ao casal principal formado por Will Turner (Orlando Bloom, recém saído de Senhor dos Anéis) e Elisabeth Swann (a até então desconhecida Keira Knightley), cujo romance irá mover boa parte da trama da trilogia toda. Conhecemos também um dos principais, senão principal personagem do cinema nos anos 2000, o bizarro Cap. Jack Sparrow, cujo estilo e trejeitos foram inteiramente criados por Johnny Depp num momento de inspiração genial, que segundo confirmação do próprio Depp, foi fortemente inspirado no guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards.



Também conhecemos um dos melhores vilões do cinema de aventura atual, o Cap. Barbosa, em excelente interpretação do sempre eficiente Geoffrey Rush, que parece estar se divertindo muito no papel. Barbosa e Sparrow, como bons piratas, deste momento em diante nunca perdem a chance de tentar se matar para tomar controle do veloz navio negro, o Pérola Negra, cuja tripulação amaldiçoada porcura a solução para o seu problema, e esbarra na jovem Elisabeth. Para salvá-la, Will se junta a Sparrow, seguindo o caminho de seu pai para se tornar também um pirata.


Mas por que o filme é tão bom? Simples, além de ter personagens carismáticos e ótimo vilão, o roteiro é muito acertado e diverte muito. Além disso o humor presente agrada na medida certa, sem recorrer ao pastelão. A cena que aparece Sparrow pela primeira vez, todo "imponente" no seu minúsculo bote furado já dá o tom das risadas que se seguirão. E não podemos esquecer das ótimas cenas de ação, muitos duelos de espadas, cenas de perseguição, e efeitos especiais perfeitos. A transformação dos piratas amaldiçoados nas criaturas mortas é de cair o queixo e até hoje, ainda me impressiono com o duelo final entre Sparrow e Barbosa, quando eles passam por feixes de luz causando transformações instantâneas, sem nunca interromper a ação.


O filme acaba com uma conclusão boa, sem deixar ganchos para uma continuação, mas deixando em todos aquele gostinho de "quero mais". Então, já que todos queriam mais, inclusive os bolsos dos executivos, foi planejada uma trilogia, o que nos garantia mais dois filmes pela frente.


Piratas do Caribe - O Baú da Morte (nota 8)

Tudo que o roteiro da primeira parte tinha de acertado e fechado, foi abandonado para a produção dos próximos dois capítulos. Este, o Baú da Morte, foi planejado para ser a primeira parte do que seria concluído no terceiro filme, uma espécie de Império Contra-Ataca, então já fomos aos cinemas sabendo que não veríamos a conclusão deste do arco de histórias iniciado neste filme. O problema é que, com a pressa de lançarem o filme a produção e as filmagens começaram antes do roteiro estar pronto, o que prejudicou demais a série, não tanto neste filme, mais no terceiro.


O longa começa com Will Turner preso por ajudar Sparrow, Elisabeth abandonada no altar e Sparrow saindo de dentro de um caixão jogado ao mar, remando com o pé do esqueleto para fugir com um estranho pergaminho. Mais tarde descobrimos que Sparrow está com problema com Davy Jones, pois deve sua alma ao vilão, e acaba envolvendo Will em suas tramóias para escapar da morte. Nisso, Will descobre seu pai entre as almas aprisionadas no Holandês Voador, o navio de Jones, e promete vingança. Soma-se a isso a presença da Companhia das Índias Orientais querendo acabar com todos os piratas e temos um enredo bagunçado, cheio de reviravoltas e traições e muita confusão na cabeça do espectador.


Apesar do roteiro bagunçado, o filme consegue manter o bom ritmo no humor e na ação que vimos na primeira parte, com Sparrow ganhando muito mais destaque e tempo de tela, o que era natural de se esperar após as reações ao personagem do público. Além disso, com a ausência de Barbosa o posto de vilão ficou a cargo de Davy Jones, que manteve o mesmo nível e não decepcionou, sendo um ótimo vilão, só que muito mais assustador. Muito bem interpretado pelo britânico Bill Nighy, debaixo de toneladas de maquiagem digital, o rosto cheio de tentáculos funcionou muito bem, conseguindo transparecer as reações faciais do ator. Novamente os efeitos especiais de ponta ajudando a criar um mundo fantástico para se contar uma história, seja no vilão principal como também em seus muitos lacaios.


Então ao final sobram muitas pontas soltas, um personagem importante morto e outro trazido de volta dos mortos. Tudo ajudou a aguçar a curiosidade de todos para a terceira e final parte, o que foi crucial para aumentar a decepção com a conclusão.


Piratas do Caribe - No Fim do Mundo (nota 5)
Se no segundo filme o enredo começa a ficar confuso, aqui ele termina de embaralhar e parar de fazer sentido. Foram criadas soluções para os problemas criados pelos roteiristas, soluções mágicas, absurdas e que extrapolam até o nível de fantasia criada até então na série, fazem o espectador começara  perder o interesse pelo filme logo de cara. Uma longa e desnecessária cena em Cingapura demora demais para se concluir, e o mundo dos mortos onde Sparrow se encontra é bizarro demais e sem sentido. O público queria tanto ver Jack Sparrow que foram colocados 10 dele em cena simultaneamente na tela.


Mas o enrolado roteiro consegue fazer tantas reviravoltas, são tantas traições e alianças feitas e desfeitas, que chega um momento que fica impossível saber quem está do lado de quem. Pra piorar a situação o humor já não consegue manter o mesmo nível dos filmes anteriores, sejam com piadas sem graça ou fora do tempo. E alguém pode me explicar por que simplesmente se livraram do Kraken sem nem ao menos uma explicação ou batalha para mostrar o que houve? Depois de todas as críticas negativas, só resta falar bem da ação, que pelo menos continuou muito boa, mas atingindo níveis megalomaníacos comparados a Michael Bay. A batalha final no redemoinho é de tirar o fôlego, e novamente muito bem feita pelos efeitos especiais.



Depois de longuíssimas e cansativas 2:50h e exibição (poderia ter sido bem mais curto), e com este arco de historia fechado, ainda somos brindados com uma possibilidade de continuação, que veio no quarto filme, iniciando uma nova fase de histórias para Jack Sparrow. Fica a pena de um ótimo começo de franquia ter se perdido tanto a ponto de criar um filme como este terceiro, que considero ser o pior dos quatro lançados até hoje. Espero que para os próximos os erros aprendidos não sejam cometidos novamente, mas infelizmente a quarta parte não mostrou grande melhoria. Nos resta torcer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Lenda dos Guardiões (nota 8)

Esta aí uma grata surpresa! Um filme que não me chamou nenhuma atenção na época do seu lançamento nos cinemas, mas que, após vários elogios de críticos, me despertou curiosidade maior. E quando peguei o filme começando na tv à cabo numa tarde de domingo, resolvi dar uma chance e conferi a animação com corujas dirigida por Zach Snyder, e não me arrependi, me divertindo muito com as corujas guerreiras. O único problema é que o filme parece sofrer de crise de identidade, não sabendo muito bem para qual o público ele deveria ser direcionado.
Digo isso pois, a princípio, julga-se tratar de um filme infanto-juvenil, pois afinal estamos falando de um universo onde os heróis e vilões são animais, em sua grande maioria formada por corujas de várias espécies. Mas logo isso é feito de forma estranha, pois não animais com feições ou trejeitos humanos. Todos os animais representados se movem e utilizam seus membros das formas mais realistas possíveis, não espere ver penas parecendo dedos. Até mesmo os picos sofrem pouquíssimas alterações para se adequarem às expressões faciais, que aí sim se assemelham levemente às humanas. Resumindo, o tratamento foi muito similar ao dado em Happy Feet, o que me agradou bastante nos dois casos. Tudo isso soma para subir um pouco a faixa etária que irá apreciar o longa.
Além disso temos muito da tradicional jornada do herói, presente em tantas outras histórias. A jovem coruja Soren, separada dos pais se vê em problemas quando é capturada por corujas que obrigam outras a trabalho escravo, mas consegue fugir para procurar a ajuda dos lendários Guardiões da Árvore de Ga'Hoole, cujas histórias eram contadas a ele por seu pai. Lá ele vai treinar e aprender a lutar com os guardiões, tendo como principal mentor a coruja esquisitona Ezylryb. Outra coisa que achei estranha na primeira vez que vi o trailer, mas fez todo o sentido durante o filme, foi ver as armaduras e armas de combate das corujas, formada principalmente por mascaras, capacetes e garras metálicas. As cenas de batalha por vezes, mesmo sem mostrar sequer uma gota de sangue, mostram situações muito mais sérias do que se esperaria de um filme como esse. Eu particularmente gostei bastante, mas recomendo cautela aos pais desavisados.
Mas se não fosse suficiente a ótima história e os personagens carismáticos e cativantes para conquistar o espectador desavisado, o visual espetacular termina o serviço e faz cair o queixo. Os cenários são lindos, e as cenas de vôo das corujas por paisagens belíssimas são suficiente para encantar qualquer um. E visto em alta definição ficam ainda mais impressionantes e vívidas as imagens. Segam durante os belos e velozes vôos de treinamento, ou durante as complicadas batalhas, com direito a muita câmera lenta no melhor estilo Zach Snyder. A animação das corujas está perfeita, cada pena tem seu próprio movimento, e a integração com as armaduras de batalha ficou muito estilosa.
Com um elenco de vozes recheado de atores conhecidos, na sua maioria australianos e britânicos, como Hugo Weaving, Jim Strugess, Geoffrey Rush, Sam Neil e Helen Mirren, as vozes combinam bem com os personagens, de forma discreta, sem ser algo que chama mais a atenção do que a ação do filme em si. O visual é mais hipnotizado do que a música incidental, que cumpre bem o trabalho mas não se destaca.
Como já escrevi acima, o filme sofre um pouco por parecer ser para a criançada, mas também parecer ser feito mais para os adultos. Por esse motivo existe o perigo de ambos os lados ficarem longe e perderem de ver uma ótima e divertida animação, com belíssimas imagens e algumas das cenas de vôo mais incríveis que lembro de ter visto no cinema nos últimos tempos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Contágio (nota 9)

Se preparem para lavar as mãos a cada 15 segundos após ver esse filme, que retrata um começo de fim de mundo muito possível e assustador. Aqueles com mania de limpeza vão ficar com medo de encostar em qualquer superfície desconhecida. Mas calma, não é só isso que o filme traz para o espectador, ele entrega também um roteiro bem amarrado, ótimos personagens e muito pé no chão no desenvolvimento do enredo, que criam uma experiência realista, assustadora, empolgante e  intrigante. Em certos momentos me lembrou muito Ensaio Sobre a Cegueira, mas menos deprimente.
O que aconteceria num mundo globalizado, integrado e super populoso como o atual quando uma doença altamente infecciosa e mortal, tanto por via aérea quanto tátil, começa a se espalhar e matar milhares de pessoas em diversos países? Conhecemos esse mundo do ponto de vista de diversas pessoas, em diversas escalas da sociedade. Temos o casal suburbano com a visão do povão, mostrando o pânico geral que aflige a população, temos os pesquisadores em laboratório na busca desesperada por vacinas, os investigadores de campo, sofrendo os problemas da doença na busca por mais informações, a imprensa sensacionalista que só ajuda a piorar a situação, e os engravatados do governo, tentando conter de toda forma a contaminação que se espalha pelo mundo todo.
Os enquadramentos escolhidos pelo diretor Steven Sodeberg são ótimos. Diversas vezes a câmera se fixa em detalhes mundanos, como um aperto de mãos, uma maçaneta de porta, um celular, entre outras coisas, o que ajuda a construir no espectador uma paranóia e aversão a qualquer tipo de possibilidade de contágio. Além disso, o roteiro não descamba para nenhum tipo de sentimentalismo ou heroísmo desnecessário, cada personagem age dentro da sua esfera social correta, e se vira da forma que pode dentro deste cenário desesperador. Além de tudo isso, um ótimo elenco com nomes de peso como Gwyneth Paltrow, Matt Damon, Laurence Fishburn, Jude Law, Marion Cotillard e Kate Winslet só ajuda o entretenimento.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gigantes de Aço (nota 7)

Muitos podem achar o filme clichê só de ver o trailer e já saberem tudo o que esperar do filme. Isso está parcialmente certo, mas como aprendemos em Matrix (isso sim é uso barato de citação filosófica), existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho. Por mais que logo de cara seja possível adivinhar o desfecho do filme, acompanhar os acontecimentos que levam a este desfecho é muito divertido, graças à uma boa direção, bons atores e interação entre personagens, e por que não à carnificina mecânica entre os robôs?
Num futuro próximo o boxe entre humanos perdeu totalmente a graça e foi substituído por combates entre robôs. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-pugilista canalhão fracassado que vive de lutas clandestinas com seus robôs sucateados. Quando sua ex-mulher falece, ele se vê na obrigação de cuidar do filho de onze anos, Max Kenton, com quem nunca teve contato. Após mais uma derrota humilhante eles param num ferro velho e encontram um velho robô descartado, que Max recupera e quer colocar para lutar, pois também compartilha da paixão pela luta de seu pai.
Fica claro que teremos a história da redenção de Charlie como pai, mas ela acontece de forma muito honesta, sem forçadas e com emoção na medida certa. Isso acompanhado de histórias de lutas de boxe, que sempre tem uma lição de superação do indivíduo, pontencializam os momentos emocionais do filme, mas sem nunca virar choradeira, em parte graças ao espírito mais canalha de Charlie que demora muito para ser vencido. Só uma coisa me incomodou: queria entender como uma criança de onze anos sabe tanto de eletrônica tão avançada para fazer o que fez na recuperação de seu robô Átomo, mas é melhor relevar esse tipo de coisa em favor do entretenimento.
A interação entre pai e filho é muito boa, e a química entre os atores funciona muito bem na tela. Hugh Jackman está ótimo como o ex-pugilista canalha ganancioso e quebrado. O jovem Max é uma figura, e a forma como ele brinca com o gigante Átomo nos faz crer que aquele robô é um ser vivo. E os contrutos digitais estão ótimos, muito realistas, com lutas muito bem coreografadas e emocionantes. Um ótimo filme para conferir em casa, entretenimento simples e divertido.

Caça às Bruxas (nota 2)

Nicolas Cage é um caso à parte. Está bem claro pra mim que ele se diverte muito fazendo filmes, qualquer filme. Então ele não se importa muito com a qualidade do filme, ele simplesmente quer se divertir na frente das câmeras. Então imagino que qualquer merda de roteiro que jogam no colo dele, ele topa fazer sem nem ler, então para cada um papel bom que ele aceita, tem pelo menos dez dessas tranqueiras. E este filme é mais uma dessas tranqueiras.

Mas vou explicar minha revolta: quando um filme como Adrenalina, que é uma bobagem gigante, mas sabe rir de si próprio, ou seja, a arte de fazer uma tosqueira sabendo que está fazendo uma tosqueira sem se levar à sério demais, isso sim é louvável e gera filmes estranhos porém divertidos e engraçados. Mas quando um filme tem aquela cara de ser muito mais sério, mas causa risos involuntários e simplesmente não funciona, isso é destrói o filme. Por exemplo, aqui os personagens de Nicolas Cage e Ron Perlman conversam durante uma batalha sangrenta no meio das cruzadas como se fossem dois amigos batendo um papinho no bar. Os diálogos e o linguajar usado, assim como o sarcasmo excessivo, não combinam com o filme.
As cenas de ação são fracas e em closes muito apertados, provavelmente para esconder o baixo número de extras nas batalhas de campo, e a mudança de idéia e aceitação da missão pelo personagem principal é tão rápida e boba, que se você piscar na hora errada é capaz de perder. Uma historinha mequetrefe, previsível e nada empolgante. Enfim, não percam tempo com isso, até o Aprendiz de Feiticeiro é mais divertido e entretém melhor do que esta bomba.

Sem Limites (nota 8)

Quem olha para a ilustração genérica da caixa na estante da locadora pode achar que se trata de um filmeco qualquer sem muitas pretensões, pelo menos foi o que eu achei. A surpresa pelo ótimo filme que me pegou só fez melhorar a experiência de ver este ótimo suspense, intrigante e inteligente, que ainda utiliza efeitos visuais de câmera vertiginosos que não são mera perfumaria, mas completam e integram o enredo de forma perfeita.
Um rápido resumo do enredo: Eddie Morra, interpretado pelo cada vez mais presente Bradley Cooper, é um aspirante a escritor que não consegue escrever e está à beira de perder tudo. Quando um ex-cunhado o encontra na rua e oferece uma droga capaz de liberar todo o potencial do cérebro de uma pessoa, ele aceita a droga e sua vida muda. A super inteligencia extra faz com que sua vida mude da água pro vinho. Mas como nada vem de graça nessa vida, logo ele começa a ter que lidar com as consequências disso, que vão desde agiotas gângsters russos à polícia. Todos os acontecimentos são muito bem amarrados, com alguns pequenos furos de roteiro como coincidências absurdas, mas nada que estrague a experiência.
O visual utilizado para representar esse acendimento do cérebro de Morra é incrível. A paleta de cores passa de um tom azul mais frio para tons mais vermelhos e quentes, e a velocidade do pensamento representada por um movimento vertiginoso contínuo para frente são recursos muito bem utilizados e compõe muito bem o filme. Além disso as viradas no enredo proporcionadas pelo bom roteiro são ótimas e intrigantes. A atuação de Bradley Cooper está muito boa, provando que pode fazer mais do que comédia ou ação. Até Robert De Niro (que vem atuando no automático já faz algum tempo), num papel pequeno, entrega uma boa atuação. Uma ótima pedida para quem gosta de um bom suspense.

Cowboys & Aliens (nota 5)

Quando sabe que existe um filme (baseado numa revista em quadrinhos) que mistura os cowboys do velho oeste com aliens vindos do espaço, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? Bom, na minha veio: Show! Não tem como ser ruim isso! Mas infelizmente eu estava errado, e um filme que poderia ser muito divertido ficou chato. Não me empolgou nada e tive que brigar para não dormir o filme inteiro. Uma pena, aparantemente Jon Favreau sabe fazer filmes bons como Homem de Ferro somente quando tem bons roteiros em mãos.
O que dá ainda mais desgosto é o fato do primeiro terço de filme ser muito bom. Todo trecho entre Jake Lonergan acordar com amnésia no meio do deserto até o primeiro ataque alienígena é um western puro, com direito a todos os personagens típicos desse cenário. E os atores em cena deixam tudo ainda melhor, com Daniel Craig, Olivia Wilde, Sam Rockwell e ninguém menos do que Harrison "Han Solo" Ford como o rancheiro milionário que manda na cidade. Os problemas começam logo após esse primeiro ataque, e não digo isso sobre os problemas que os personagens terão que enfrentar, mas sim os problemas de roteiro que os espectadores terão que engolir para chegar até o final.
Começa com a aceitação muito rápida dos personagens sobre o que está acontecendo. E a caçada pelos aliens que sequestraram seus entes queridos é desastrosa, com inúmeros desvios de caminho que incluem bandidos e índios que aparecem do nada, culminando em um combate muito fraco ao final do filme. Os motivos que levam o personagem principal pra frente são muito fracos e muitas vezes esquecidos. Ou seja, os dois terços finais do filme são uma confusão só que nos faz perder e esquecer o caminho que estava sendo trilhado até a próxima interrupção desnecessária.
O que salva são algumas cenas de ação bem coreografadas, a bela fotografia do oeste americano, e a presença de Harrison Ford voltando a fazer filmes de ação num personagem novo, porém num filme que não consegue empolgar por culpa de um roteiro muito ruim. Pena.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

*TOP5! Filmes Mais Esperados de 2012

Com a chegada de um novo ano, novas promessas cinematográficas ficam sendo exibidas em frente a nossos narizes dando aquela vontade de chegar logo aquele lançamento tão aguardado. A esperança é que a expectativa seja sempre satisfeita, o que infelizmente não acontece sempre.

Como de costume, costumo colocar uma listinha no começo do ano com aqueles lançamentos que me chamaram a atenção de uma forma ou de outra. Então vamos lá:

[ATUALIZADO 1]
6º lugar: O Hobbit
Não acredito que tinha esquecido d'O Hobbit. Mais uma adaptação do fantástico universo de J.R.R. Tolkien, numa aventura de Bilbo, antes dos acontecimentos de Senhor dos Anéis. O primeiro trailer já está disponível, e Peter Jackson manteve exatamente o mesmo visual já conhecido.
[FIM DA ATUALIZAÇÃO 1]

5º lugar: As Aventuras de Tintin
Sempre fui fã das revistas do Tintin, e o filme parece ser incrível! Com Spilberg e Peter Jackson no comando desta animação feita com a tecnologia de Avatar, só podemos esperar que a diversão seja garantida. Trailer

4º lugar: Django Unchained
O novo filme de Quentin Tarantino. Depois de fazer um western-samurai em Kill Bill, e um wester-nazista em Bastardos Inglórios, é chegada a hora de Tarantino fazer um western puro, com Brad Pitt. Não tem como ser ruim.

3º lugar: Os Vingadores
Depois de Incrível Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América, é hora de juntar todos esses heróis para salvar a terra de uma ameaça. Escrito e dirigido por Joss Weadon, a esperança e um filme recheado de ação com os heróis da Marvel. trailer


2º lugar: Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Cris Nolan fez miséria com Batman Begins, e conseguiu ser ainda mais incrível com Cavaleiro das Trevas. Este filme vem para fechar o primeiro ciclo do Batman de Nolan no cinema. O primeiro trailer é muito bom, mas o maior desafio deste filme é tentar superar o genial Cavaleiro das Trevas.

1º lugar: Prometheus
Eu não estava tão empolgado com este filme até ver o primeiro trailer, que me deixou com meus poucos cabelos de pé. Um prequal para a série Alien, colocado de volta nas mãos do diretor do primeiro longa, Ridley Scott, que aparentemente vai trazer de volta para a série o terror e o respeito que a criatura merece, após os crimes que foram os dois Alien vs Predador (eca!). Agora é esperar pra ver.

Outros filmes para ficar de olho:

Upside Down – uma ficção científica / romance com um enredo muito original que vai virar sua cabeça para baixo (frase Seção da Tarde) com Kirsten Dunst e Jim Sturgess. Não tem como não gostar do trailer.

O Motoqueiro Fantasma 2 – Continuação do terrível primeiro filme do Espírito da Vingança. Colocaram nas mãos dos loucos responsáveis pela série Adrenalina, e o trailer dá esperança de terem acertado.

The Woman in Black – O primeiro filme estrelado por Daniel Radcliff depois de Harry Potter, e gostei de sua escolha, um terror de época. Vamos ver se corresponde ao trailer.

John Carter – O primeiro filme live action (com atores reais) feito pela Pixar, dirigido por Andrew Stanton, o mesmo dos incríveis Procurando Nemo e Wall-E. Vamos torcer para que a habitual criatividade do estúdio também funcione fora das animações. trailer

Valente – A próxima animação da Pixar, desta vez com uma heroína. Vamos esperar que Carros 2 tenha sido apenas um tropeço, e que o estúdio volte a produzir filmes incríveis. teaser

The Raven – Um suspense com John Cusack no papel de Edgar Allan Poe, onde ele persegue um assassino que mata pessoas conforme seus livros. Se Cusack repetir a dose de 1408, já está ótimo. trailer

Wrath of the Titans – Continuação do fraco Fúria de Titãs, mas dizem que não repetiram os mesmos erros. Descontando a música que não tem nada a ver, o trailer não deixa de ser interessante.

American Pie: O Reencontro – O quarto filme com o elenco original de American Pie, porém todos mais velhos. Gostei muito de todos os tres (desconsidero as continuações feitas para a tv sem o elenco original) e espero dar muitas risadas, estou curioso. trailer

Os Três Patetas – Um filme com Moe Larry e Curly, feito pelos Irmãos Farrely, os mesmo de Quem Vai Ficar com Marry? Vale ficar atento para conferir se valem as risadas com direito a muito humor físico. trailer

MIB: Homens de Preto III – O primeiro MIB foi divertidíssimo, o segundo uma porcaria a ser esquecida. Não sei o que esperar, o trailer tem um tom muito mais cômico, me parece que deram o filme inteiro para o Will Smith.

Madagascar 3: Os Procurados – Mais um Madagascar, então tem mais uma chance para Eu me remexo muito, eu me remexo muito, eu me remexo ... MUITO! trailer

O Espetacular Homem-Aranha – Um recomeço da franquia do Homem-Aranha. Os dois primeiros filmes de Sam Raimi foram excelentes, o terceiro falhou muito. Trocaram todo o elenco de produção, e a direção ficou na mão de Marc Webb, o mesmo de 500 Dias com Ela. Não sei o que esperar, gostei do trailer. Ainda acho que é muito cedo para um recomeço.

A Era do Gelo 4 – Mais uma aventura de Manny, Diego e Sid, mas desta vez sem Carlos Saldanha na direção.

O Legado Bourne – O quarto filme da série Bourne, sem Matt Damon.

Os Mercenários 2 – Gostaria de ter gostado mais do primeiro filme, mas se a quantidade de testosterona do primeiro era grande, no segundo vai ser um tsunami. Entram no elenco Bruce Willis e Arnold Governator com participação maior, além de Van Damme e o deus Chuck Norris! Não tem como ser ruim. trailer

Skyfall – O próximo 007, e sempre vale a pena conferir a próxima missão do agente James Bond.

Gravity – Uma ficção científica nas mãos de Alfonso Cuaron (de Filhos da Esperança), com George Clooney e Sandra Bullock. Eu vou conferir com certeza.

[ATUALIZADO 2]
O Espião que Sabia Demais - baseado no best-seller homônimo, filme de espionagem que se passa no final da Guerra Fria com Gary Oldman e o oscarizado Collin Firth. trailer

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Adaptação americana do best-seller de Sieg Larsson, dirigido por David Fincher, com Daniel Craig no papel principal. Lembrando que este livro já ganhou uma adaptação sueca. trailer

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras - Continuação do divertido filme de 2010, com o mesmo elenco, porém agora com o arqui-inimigo do Sherlock Holmes, o Prof. Moriarty. trailer
[FIM DA ATUALIZAÇÃO 2]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ALIEN - Antologia

Que beleza de começo de 2012, feliz ano novo pra todos! E o ano começa com uma overdose de ALIEN, graças ao presente que ganhei de meus pais de natal, o box em Blu-Ray Alien Anthology, todos os quatro filmes, tanto em suas versões originais quanto especiais estendidas, remasterizados em alta definição, mais uma tonelada de extras em dois discos para fã nenhum botar defeito. Então para começar bem o ano cinematográfico, fiz uma maratona e assisti os quatro filmes em suas versões estendidas, o que serviu muito bem para reafirmar o motivo de ser uma das minhas séries de sci-fi favoritas (considerando a mistura sci-fi + terror, é sem dúvida a melhor série do cinema), e também rever algumas idéias que tinha dos filmes menos favoritos da série.


ALIEN: O OITAVO PASSAGEIRO (nota 10)

O longa que originou e criou a mitologia do Alien no cinema continua espetacular. A remasterização em HD ficou excelente, fazendo parecer que foi filmado ontem. Isso ajudou ainda mais a ressaltar as belas imagens dos corredores sujos e escuros da nave Nostromo, assim como o belo trabalho de iluminação criados por Ridley Scott. Assim como a imagem, o som restaurado está incrível. E é ótimo ver como um filme desses, apesar das limitações tecnológicas da época, não parece ter envelhecido nada. Mesmo com as telas de computador apresentando imagens da pré-história da computação gráfica, isso só serve para acrescentar ao charme e à mitologia do universo de Alien.

Outra coisa que sempre me impressiona é como a sábia utilização de uma roupa de borracha, com os ângulos de câmera corretos, conseguem criar uma criatura tão assustadora, sem a necessidade da toneladas de computação gráfica utilizadas hoje em dia. A sugestão e o terror são criados pela constante ameaça da presença da criatura num ambiente industrial escuro, fechado e claustrofóbico, e isso é uma das características mais marcantes deste filme.

E claro que não podemos deixar de falar da Ten. Ellen Ripley, uma das personagens femininas mais marcantes e reconhecidas do cinema de ficção e terror, e até da cultura pop em geral. Sigourney Weaver criou uma personagem forte, determinada, que após esse primeiro encontro estará fadada a ter que lidar com esta terrível criatura pelo resto de sua vida.


ALIENS (nota 9)

Então a série passa para as mãos talentosas de James Cameron, que escreveu o roteiro e dirigiu o longa. E esse é sim um filme com a assinatura de Cameron, apesar do terror do primeiro filme ter sido bastante reduzido, ganhamos muito em ação no melhor estilo que o diretor sabe fazer. Se posso fazer alguma crítica negativa é dizer que, assim como o primeiro filme, ele envelheceu muito bem, mas fica claro que é um filme feito nos terríveis anos 80. Mas isso não estraga a experiência, pelo menos não estragou pra mim. E como se trata de um filme do Cameron, a versão estendida ficou bem longa, com quase 2:40h, mas como de costume nos filmes dele, mal se percebe o tempo passando. Imagem e som em HD estão ótimos, sem cores lavadas, com imagens cristalinas parecendo que foram filmadas ontem.


Agora, em vez de termos uma única criatura aterrorizando alguns tripulantes de uma nave, temos um exército inteiro de Aliens destruindo uma colônia terrestre num planeta distante. Com a chegada dos Marines, os confrontos são incríveis, com muito tiroteio, explosões de sangue ácido, e é claro, muito mais mortes. E aqui foi criada uma arma que até hoje considero ser um ícone do cinema de ficção. O rifle de assalto usado pelos Marines, com um lançador de granadas acoplado, tem um design inspiradíssimo e o som que ele emite quando dispara é inconfundível. 


E como é bom ver Aliens reais em ótimas roupas, assim como o robô-empilhadeira usado por Ripley, interagindo com o cenário e com os atores. Nada parece estranho, o realismo de tudo em cena é crível. E por falar na Ripley, a evolução da personagem é ótima. Ela cresce muito aqui, se tornando uma bad-ass de verdade, colando um lança-chamas numa uma metralhadora e partindo pra briga contra os monstrengos. 


Curiosidade: Já dá para ver muita coisa que Cameron tinha na cabeça, e que foi reutilizada ou refeita para aparecer novamente em Avatar.

ALIEN 3 (nota 7)

Esse já é um pouco mais complicado de criticar. Lembro quando saí do cinema que estava revoltado, odiando o filme. **ALERTA DE SPOILER** Assim como muitos fãs, fiquei furioso em ver que todo o esforço de Ripley para salvar Hicks e a pequena Newt no final do segundo filme foram em vão quando a porcaria da nave deles cai num planeta e todos morrem, só sobrando a Ripley viva! Agora, como comecei a ver o terceiro imediatamente após ter terminado o segundo filme, isso ficou muito mais forte pra mim. **FIM DO SPOILER** Continuei muito puto, mas desta vez fiz um esforço pra deixar isso de lado e tentar aproveitar o filme, e não é que gostei mais dele desta vez? E não sabia que o diretor deste era David Fincher, o mesmo de O Clube da Luta e Se7en, mas infelizmente ele não teve controle sobre o roteiro, que não é dos mais inspirados.


Fica muito evidente como este terceiro capítulo da série é diferente do resto, muito disso devido ao ambiente que ele se passa, um planeta prisão habitado somente por homens. Com cores mais voltadas pra tons pardos, e com muito menos escuridão do que os anteriores, as cenas mais tensas são fruto do "climão" gerado pela presença de uma mulher em seu ambiente recheado de criminosos, estupradores, loucos e afins. O ambiente sujo industrial presente em todas as outras versões continua aqui, mas a sujeira é maior, incluindo muitas nojeiras como vermes e insetos. Mas existem sim algumas boas cenas tensas causadas pela criatura.


Algo que aconteceu aqui que desagradou, e por conta da alta definição até ficou mais evidente, foi a utilização de computação gráfica na criação do Alien em algumas poucas cenas que ele aparece de corpo inteiro. Ainda muito no começo desta tecnologia, hoje isso faz o filme ficar muito mais datado do que os anteriores. Como assisti também a versão especial, notei várias alterações no filme, que deixaram ele melhor, mais dramático, mas ainda assim, não pode ser comparado aos dois primeiros.

ALIENS: A RESSUREIÇÃO (nota 6)

Esse é o pior da série, sem dúvida. A desculpa que tiveram que usar para trazer Ripley de volta depois do que acontece no terceiro filme é muito rasa, causando diversos problemas consequentes, mas o principal é a total descaracterização da personagem Ripley. Isso foi fatal pra mim, tirando boa parte da graça do filme, que até tem boas qualidades. Além disso, o diretor francês Jean-Pierre Jeunet abandonou totalmente os ambientes escuros, dando preferências a muito mais cores e luz, eliminando quase completamente o elemento terror, virando um filme de ação. Houve muito exagero na área de mortes nojentas. Não sei se imaginaram que esse aumento no gore era suficiente para classificar o filme como terror, mas pra mim não rolou.


As verdadeiras estrelas deste filme são as criaturas, os Aliens, com um repertório muito maior de formas de matar, fugir e enganar a sua presa. E as formas que eles encontram para matar são cada fez mais nojentas e sanguinolentas. Mas a surpresa final, a nova espécie criada pela rainha é escrota demais, os roteristas exageraram na dose, e a morte do monstro final é uma das mortes mais nojentas que me lembro de ter visto no cinema.


O que achei muito estranho foi perceber como a imagem em HD deste filme estava muito pior do que a do primeiro, muito mais antigo. Mas o filme funcionaria melhor se não fizesse parte da mitologia Alien. Como um sci-fi padrão, seria até interessante, parece que Joss Wheadon ao escrever este filme deu uma chupinhada num roteiro qualquer de Firefly.


É isso, uma visão geral de uma das maiores (senão a maior) série de sci-fi/terror do cinema. E não adianta nem perguntar, me recuso a escrever qualquer coisa sobre aquelas abominações chamadas Alien vs Predador 1 e 2. Quem deu luz verde para estas produções tem que queimar no fundo do inferno por quase destruir duas ótimas franquias envolvendo ótimos personagens alienígenas.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

*TOP5! Melhores Filmes de 2011

Com mais um ano terminando, é chegada a hora de fazer mais uma vez a listinha dos filmes que mais agradaram no ano que passou. Mas antes, tenho que deixar claros alguns pontos: certos filmes que só foram vistos e criticados aqui no blog neste ano, mas que foram lançados no ano passado (e deveriam ter entrado na lista de melhores de 2010) também não entraram nesta lista, senão vai virar bagunça, certo? Isso vale principalmente para filmes que concorreram ao Oscar 2010, como A Rede Social, Discurso do Rei e Cisne Negro. Também vale ressaltar que esta lista reflete a minha opinião pessoal, fiquem a vontade para discordarem nos comentários.

Fui obrigado a declarar um empate aqui. Gostei muito do novo Planeta dos Macacos, achei um filme muito corajoso de ser feito da forma que ficou, e o resultado agradou muito. Kung Fu Panda 2 é uma aula de como se fazer uma continuação de uma animação, sem recorrer a mais do mesmo, entregando um divertido filme.

Um filme que infelizmente não recebeu o destaque que merecia. Com um humor genialmente estranho, "culpa" do diretor britânico Edgar Wright, e um visual original e arrojado, muitas referências a vigeogames da era dos 8 bits, ou seja, um prato cheio para a nerdaiada de plantão.

Eu tinha muito medo deste filme depois da porcaria que foi Wolverine. E sabendo que a Fox costuma atrapalhar o bom desenvolvimento dos filmes da Marvel, o medo só aumentou. Não poderia ter ficado mais feliz de estar tão enganado, o filme não só é ótimo, como é o melhor longa dos mutantes.

2º lugar: 127 HORAS
Quem poderia imaginar que um filme que se passa todo parado no mesmo lugar poderia ser tão eletrizante, assustador e emocionante? A visão do incrível diretor Danny Boyle das 127 horas heróicas que Aron Ralston passou preso entre uma rocha e um paredão se provou exatamente isso.

O último filme de Harry Potter poder não ser perfeito em termos cinematográficos, mas para os fãs do fantástico mundo de bruxaria criado por J. K. Rowling (me incluo) esse filme foi o ápice de 10 anos de filmes, e da maior série cinematográfica contínua.

É isso aí, em breve postarei as minhas apostas para o cinema em 2012.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

*TOP5! Filmes de Natal

HO HO HO, feliz natal a todos! E o nada melhor durante esta época do ano para entrar de vez no clima natalino que um bom filme de natal. Nem sempre o natal precisa ser o tema principal do enredo, mas desde que ele sirva de pano de fundo para os acontecimentos, já está valendo. Então aproveitei pra montar uma listinha com os meus filmes natalinos favoritos. E tem que aproveitar agora, pois filme de natal é insuportável em qualquer outra época do ano. Espero que gostem.

5º Lugar: Simplesmente Amor
Um filme romântico, daqueles com vários personagens e nenhuma história principal. Se passa durante o natal na Inglaterra, e conta com Hugh Grant como o Primeiro Ministro Inglês. O humor do filme também agrada bastante.

4º Lugar: Esqueceram de Mim
 Quem não se lembra de ter chorado de rir no cinema quando criança (ou adulto) com o jovem Macaulay Culkin se defendendo dos ladrões dos jeitos mais dolorosos e engraçados. Poisé, mas digo para ter cuidado, dependendo de quanto tempo faz que viu o filme, pode ser que não dê mais tanta risada assim. De qualquer forma, a memória boa é a que fica.

3º Lugar: Duro de Matar
 Nada melhor pra passar uma noite de natal do que matando terroristas num edifício em Los Angeles, certo? E foi assim que o mundo foi apresentado ao policial mais durão e eterno símbolo de herói, John McClane, vivido pelo ultimate action hero Bruce Willis

2º Lugar: Os Fantasmas Contra Atacam
 Numa das mais geniais adaptações de Um Conto de Natal, o brilhante comediante Bill Murray faz um inescrupuloso diretor de tv que obriga seus funcionários a trabalhar e gravar um especial ao vivo durante o natal, e acaba recebendo a visita dos três fantasmas, do passado, do presente e do futuro. Hilário e sem despencar para o sentimentalismo bobo, o filme não perde a qualidade nunca e vale sempre  a pena ser visto.

1º Lugar: O Grinch
Um dos personagens mais icônicos do Dr. Seuss (que nunca chegou perto de ser idolatrado aqui no brasil como é nos EUA) num filme que incorpora toda a magia do natal. E de quebra, Jim Carrey, enterrado debaixo de toneladas de uma incrível maquiagem, entrega uma atuação genial e inigualável, a não ser por seres criados por computação gráfica.

Menções Honrosas

O NATAL DE CHARLIE BROWN: Um filme emocionante de Minduin, Snoopy e sua turma.

PAPAI NOEL ÀS AVESSAS: Um bizarro filme de humor negro com direito a um papai noel bêbado, uma criança idiota, e muito palavrão.

O ESTRANHO MUNDO DE JACK: Uma incrível animação stop-motion com a cara de Tim Burton.

UM CONTO DE NATAL DO MICKEY: Mais uma ótima adaptação e Um Conto de Natal, desta vez pela Disney.

FÉRIAS FRUSTRADAS DE NATAL: Chevy Chase em plena forma numa hilária comédia.

É isso aí, espero que tenham gostado. Comentem, reclamem, dêem sugestões, elogiem, e um feliz natal a todos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quero Matar Meu Chefe (nota 8)

Quem nunca pensou em matar o seu chefe? Neste filme, que lembra um pouco Jogue a Mamãe do Trem, três amigos que odeiam seus chefes se juntam para tentar matar os chefes uns dos outros. O filme funciona bem, tem ótimas situações cômicas, ótimas piadas, e o melhor de tudo, ótimos personagens e viradas de roteiro. Pode não ser nada muito original, mas valem boas risadas
Os três personagens principais são bons, formados pela trinca de atores Jason Bateman, Jason Sudekis e Charlie Day, funciona muito bem, com ótimas interações entre eles, mas o que vale mesmo são os personagens de apoio, todos vividos por atores bem conhecidos do público geral. Kevin Spacey, Colin Farrel e Jennifer Aninston vivem os bizarros e hilários chefes que atormentam os personagens principais, fazendo as vidas deles um inferno. O escroto Bobby Pellit (Farrel) foi o mais sub utilizado, infelizmente, sobrando muito tempo pra Dave Harken (Spacey), o cuzão, e para a Dr. Julia Harris (Aninston), a ninfomaníaca darem show.
Jennifer Aninston dá um show à parte. A eterna Rachel de Friends sempre escolheu papéis mais seguros no cinema, geralmente a de boa moça. Foi muito engraçado a ver soltando a língua e falando muitos palavrões e se mostrando em situações indecentes. Outro que dá um show é Jamie Foxx, como o "consultor de assassinatos" Motherfucker Jones.
No final, mesmo sem ter um roteiro muito inovador, as situações são bem construídas, gerando boas risadas. Podem não ser gargalhadas histéricas, mas valem a pena.