sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal (nota 7)

Este filme estava na minha lista de mais aguardados para este ano por dois motivos: 1) é a primeira produção original do excelente diretor Zack Snyder, e não uma adaptação, e 2) os trailers mostravam um mundo imaginário muito original e deslumbrante, e a curiosidade para saber como Snyder iria juntar tudo aquilo era grande. Após ver o filme, fiquei com uma sensação de que toda minha expectativa não fora completamente atendida, mas já explico os motivos.
O enrendo é estranho, mas bem original. Após um acidente, a protagonista chamada Baby Doll é internada num hospício, e em cinco dias ela será lobotomizada. Então, junto com outras internadas (Sweet Pea, Rocket, Amber e Blondie), planejam uma fuga. Porém, para conseguirem fugir, precisam roubar 4 itens dos funcionários do hospício. A descrição não é nada muito especial sem o detalhe principal, toda a ação dos furtos dos objetos se passa num mundo imaginário fantasioso na mente de Baby Doll. E essa imaginação tem vários níveis, cada um com seu tema fantástico, fazendo o filme parecer uma coletânea de videoclipes de ação. O hospício é substituído por um bordel, e as meninas são as atrações principais. E cada missão para roubar um objeto se passa um nível acima, em mundos imaginários mais estranhos e bizarros.
É nesse nível mais alto da imaginação fantasiosa que o filme despiroca de vez em cenas de ação incríveis, com direito a muito abuso da câmera lenta que o diretor adora, e sabe usar com muita qualidade. Este é o ponto alto do filme, pois Snyder sabe filmar cenas de ação incríveis, e aqui ele junta elementos fantasiosos absurdos, com uma pitada de fetiche. Seja numa luta contra um samurai gigante com uma metralhadora num Japão feudal, ou numa versão steampunk da primeira guerra mundial, as coreografias das lutas e tiroteios, o visual e efeitos especiais de cair o queixo, e uma trilha sonora empolgante fazem todas estas cenas de ação serem memoráveis.
O que me incomodou no filme foi a escolha da atriz principal. Mesmo ela tendo mandado bem nas cenas de ação e saber fazer pose de bad ass, ela fica o tempo todo com cara de coitadinha, mesmo durante um quebra pau enorme. Sem contar o fato que leva quase 20 minutos de filme para ela pronunciar a primeira palavra. Outro ponto que não me agradou demais foi esse climão de coletânea de videoclipes. Apesar das cenas de ação serem incríveis, a unidade do conjunto da obra ficou estranho, as vezes perdendo um pouco do foco. Mas a pior coisa foi o final do filme, esse me decepcionou demais.
Resumindo, não é um filme que qualquer um vai gostar. Eu diria que as esposas e namoradas, a não ser as mais nerds, vão achar um saco. Para os apreciadores de filmes fantasiosos com muita ação de excelente qualidade, é um prato cheio.

Top 10 filmes favoritos - Ju

Clique aqui e veja a lista dos meus 10 filmes favoritos!
(esse link vai direto para a minha lista no IMDB)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rio (nota 7)

Quando estava vendo esse filme fiquei um pouco incomodado com os tradicionais clichês brasileiros que inundam a tela desde o primeiro minuto de exibição. A santíssima trindade brasileira samba-futebol-bunda (lógico que se tratando de uma animação infantil, esse terceiro passa bem sutil, mas ainda assim presente) somado à favela, marcam presença constantemente no filme. Tente contar a quantidade de vezes que a palavra "carnaval" é mencionada!!! Mas o que incomoda mesmo é que o filme foi escrito e dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, o mesmo da série Era do Gelo! Então não podemos nem reclamar que os gringos não sabem nada sobre a nossa terrinha. Porém pensando com mais calma depois, percebi que a culpa de todo esse clichê é nossa mesmo, afinal o Brasil só sabe exportar essa imagem pra fora, então nada melhor do que um filme hollywoodiano pra fixar essa imagem no consciente mundial, certo?
Clichês à parte, o filme é bem divertido! Blu, uma ararinha azul que foi tirada das florestas brasileiras por traficantes de animais acaba sendo resgatada e cuidada por Linda na gelada Winsconsin. Porém como essa é uma espécie em extinção, um ornitólogo brasileiro vai aos EUA para pedir que Blu venha ao Brasil para cruzar com uma ararinha azul fêmea. Porém Blu nunca aprendeu a voar, o que se tornara o objetivo principal em sua jornada pelo auto conhecimento tradicional das animações.
O humor do filme está bem interessante, mas nada que te faça gargalhar! A criançada provavelmente vai gostar mais do que os adultos, pois o filme tem um visual lindo, muito colorido e com muita música, seja o samba (com letras em inglês no original), seja com uma mistura do samba com música eletrônica (cortesia de Will I Am do Black Eyed Peas, que também dubla um personagem), mas não se trata de um musical no estilo Disney. Os dubladores principais combinaram muito bem com seus personagens. A voz nerd do Jesse Einsenberg (de Rede Social) representa bem o Blu e seu medo de voar, e a voz de Anne Hathaway represente bem a esquentada Jewel.
Essa animação é boa, mas não tem o mesmo carisma de Era do Gelo, apesar de ambos terem estruturas muito parecidas. Deve agradar mais a criançada do que aos adultos, algo que os filmes da Pixar conseguem fazer melhor.

Desconhecido (nota 8)

O Liam Neeson não tem o estilo de um ator de filmes de ação, porém nas poucas vezes que ele esteve nesse tipo de papel mandou muito bem. Seja como o mestre Jedi Qui-Gon Jinn em Star Wars Ep. 1, como o vilão Ra's Al Ghul em Cavaleiro das Trevas ou um pai em busca de sua filha em Busca Implacável. Neste Desconhecido, ele faz o papel de um professor de biotecnologia que logo ao chegar na Alemanha sofre um estranho acidente de carro. Ao acordar no hospital, vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando nem mesmo sua esposa o reconhece, fazendo com que sua sanidade seja questionada o tempo todo.
O grande mérito do filme está no roteiro intrigante que consegue capturar nossa atenção o tempo todo, sempre duvidado das "verdades" ditas pelos personagens. Todas as atuações estão na medida certa, e a ambientação europeia sempre favorece muito esse tipo de filme envolvendo grandes tramas conspiratórias com um herói de momento. Boa pedida para quando surge aquela vontade de ver um filme inteligente e intrigante.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Outros Caras (nota 5)

Este filme é um prato cheio para quem gosta das comédias do Will Ferrell. Eu particularmente nunca fui muito fã dos filmes dele, como O Âncora ou Ricky Bobby por exemplo, mas confesso que dei boas risadas com as bizarrices deste filme. Mas saibam que o filme só vale pelas piadas estranhas, pois como como um longa metragem completo ele falha miseravelmente.
O enredo é meio confuso e só serve de pano de fundo para costurar todas as cenas cômicas. Dois policiais, vividos por Will Ferrell e Marck Walberg, que querem assumir o posto de heróis deixado pelos fodões vividos por Dwayne "The Rock" Johnson e pelo sempre presente Samuel L. Jackson, que morrem logo no começo do filme na cena mais bizarramente hilária do longa. Nessa tentativa de aparecer eles se vêem no meio de um caso que envolve fraudes imobiliárias, mas isso não importa na verdade. O que importa são as situações estranhas que envolvem o certinho e cafona Will Ferrell sendo casado com a espetacular Eva Mendes e a chamando de esposinha normalzinha, por exemplo. E Mark Walberg que demonstra ótima capacidade cômica com seu jeito estouradão berrador que sabe dançar balé.

O filme é um emaranhado de cenas engraçadas, lembrando que se trata de um humor meio estranho, enrolados num enredo esquecível, tendo como única função fazer rir. É a comédia pela comédia, sem mais nem menos.

domingo, 19 de junho de 2011

Deixe-me Entrar (nota 7)

Deixe-me Entrar é o tipo de filme que consegue surpreender positivamente. Parte disso eu atribuo a forma inteligente com foi desenvolvido o roteiro, que tem elementos já bem conhecidos da cultura pop geral, nos prendendo desde o começo. Apesar do ritmo bastante arrastado e lento do filme, a tensão sempre crescente é o que dá o climão de terror do filme, ainda que os protagonistas pareçam inocentes crianças de 12 anos!
Owen é um menino de 11 anos, filho de mãe alcólatra e divorciada, constante vítima de abusos de crianças mais fortes no colégio. Sua vida parece um constante sofrimento, até que ele conhece Abby, sua nova vizinha recém chegada, quem ele só encontra à noite. Não leva muito tempo para entender que Abby é na verdade uma vampíra, e seu pai é quem mata pessoas para conseguir sangue para alimentá-la. Mesmo conhecendo o "problema" de Abby, Owen nunca abandona sua amiga, mesmo quando a polícia começa a investigar as estranhas mortes na cidadezinha.

Da forma simples como está descrito acima não parece grande coisa, mas gostei muito do filme. É muito interessante ver a amizade dos dois crescendo na tela, mesmo que ambos não falem muito. O climão de terror que eleva a tensão na tela é fruto dos assassinatos, e da crescente fome de Abby. E quando essa sede de sangue é maior do que o controle dela, o verdadeiro lado assassino da menina se revela, levando-a a brutais mortes.
Como já escrevi em outras resenhas neste blog, achei uma porcaria a forma como a famigerada saga Crepúsculo destruiu a imagem de monstros que os vampiros deveriam ter. Felizmente neste filme os princípios fundamentais do monstro foram mantidos, gerando aquela dualidade entre um ser que parece ser normal, elegante e amigável mas precisa de sangue humano, e usa de toda brutalidade necessária para obtê-lo.
Os atores mirins estão muito bem. A boa interpretação de Kodi Smit-MacPhee (o mesmo de A Estrada) como Owen é muito acertada, e melhor ainda é já conhecida Chloe Moretz (de Kick-Ass), que certamente ainda será uma excelente atriz num futuro próximo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (nota 5)

Este filme filme é um ótimo exemplo de como se estragar uma diversão que poderia ser muito mais interessante. Digo isso por um motivo: Se você é americano, e como todo americano idolatra suas forças armadas defensoras da liberdade e da democracia, provavelmente vai amar este filme. Porém se for um cidadão de qualquer outro país do mundo, provavelmente vai achar um saco todas as cenas que não envolvem ação e tiroteio.
Podemos imaginar esse longa como um Falcão Negro em Perigo turbinado com áliens e muito mais área destruída, mas dramaticamente muito inferior. Como está bem óbvio pelo título, o filme trata de acompanhar um esquadrão dos marines do exército americano lutando em Los Angeles durante uma invasão alienígena que visa roubar a nossa água. Felizmente o filme tem tudo que se espera dele: muitas explosões, tiroteio, ação desenfreada e constante tensão na espera pelo próximo embate. 
Porém é nas falhas do roteiro e no excesso de explicações e de glorificação dos soldados incansáveis e heróicos que o filme se perde. Por exemplo, por que diabos o esquadrão fica de fofoquinha e frescura com o novo líder em plena invasão alienígena que ameaça toda a raça humana? Realmente foi um excesso de enredo totalmente desnecessário. De resto, não tem muitas novidades, todos sabem o que esperar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Atingimos 10000 visualizações!!!

Incrível! Atingimos a marca de 10.000 visualizações neste curto período de 3 anos de existência ativa deste modesto blog!!

Gostaríamos de agradecer a todos que estão sempre visitando, lendo nossas opiniões. Espero que gostem, e peço desculpas pelos eventuais escorregões na língua portuguesa.

Queremos saber quem são aqueles que passam sempre por aqui. Deixem comentários, sugestões, elogios ou críticas! 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Brilho de uma paixão (nota 7)

Esse é um daqueles filmes que o nome e o cartaz funcionam como repelente de maridos... Tudo é bem doce, bem romântico, bem devagar, bem inglês e bem de época. Não me entendam mal, eu gosto muito de filmes assim, mas é bom avisar porque realmente não é o tipo de filme que agrada a todos.

O filme mostra a história real da relação do poeta John Keats com Fanny Brawne (ambos interpretados pelos desconhecidos Ben Whishaw e Abbie Cornish ). John e Fanny são vizinhos que acabam se apaixonando, e o conflito central dessa historia é que Keats, um escritor ainda sem grandes êxitos na carreira, não tem renda suficiente para propor casamento a Fanny. Esse é o pano de fundo na qual se desenrola a sofrida história desse casal, que conta com todos os ingredientes que um romance inglês de época sempre tem: grandes bailes, cartas românticas, murmurinhos na sociedade, drama, e mais drama.

Brilho de uma paixão” não é tão envolvente e bem construído quanto os maravilhosos “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito” (baseados em obras de Jane Austen), mas é um bom filme, recomendado principalmente para as pessoas que (como eu) gostam desse estilo. Para quem ainda está testando o gosto pelo estilo, sugiro começar com esses dois acima citados.

sábado, 4 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe (nota 9)

Ontem fui ao cinema ver a estréia de X-Men: Primeira Classe com grandes expectativas. Mas não que eu já estivesse ansioso esperando por este filme, muito pelo contrário. Diante das duas últimas produções dos mutantes, o fraquíssimo X-Men 3 e a colcha de retalhes que é Wolverine, estava bem receoso.  Mas conforme foram aparecendo os trailers e os nomes ligados a produção foram sendo conhecidos, comecei a prestar mais atenção. E não é que o filme é bom pra car@!%3¢!!! Diria que é o melhor filme dos X-Men, melhor até que o excelente X-Men 2.
E por que é tão bom? Pra começar, como sempre digo, a alma de um bom filme é um bom roteiro. E aqui temos um ótimo enredo que se utiliza de acontecimentos reais, neste caso a crise dos mísseis de Cuba, para desenvolver uma história que conta a origem do grupo mutante e da a amizade entre Xavier e Magneto, sendo conciso e coerente com o que já existe no cinema sobre o universo mutante da Marvel. Além disso o filme consegue criar cenas com dramaticidade e diálogos bastante intensos, boa parte deles vindos da dupla Xavier e Magneto, assim como cenas de humor com os mutantes adolescentes, e algumas cenas incrivelmente tensas e sombrias com Magneto. É claro que não podemos esquecer a ação, que está fantástica, com momentos de demonstrações grandiosas de poder mutante. Falando em poder mutante, a forma inteligente como muitos são usados me surpreendeu positivamente, pois sempre acho que muitos são subutilizados. Novamente fica o destaque para a dupla Xavier e Magneto nessa boa utilização de habilidades mutantes.
Boa parte dessa qualidade descrita acima julgo ser responsabilidade do produtor Bryan Singer, que volta à série mutante após dirigir os dois primeiros longas, recuperando a boa qualidade do início da série, e do diretor Matthew Vaughn (o mesmo de Kick-Ass). Ambos ajudaram com o roteiro, e dá para perceber bem o que foi pensado por cada um. De Singer, os diálogos recheados de discussão filosóficas e decisões ambíguas sobre o lugar dos mutantes no mundo, de Vaugh, as cenas de ação incríveis. Mas não podemos nos esquecer dos personagens. E que personagens! Da mesma forma que Heath Ledger entregou o Coringa definitivo em Cavaleiro das Trevas, aqui James MacAvoy e Michael Fassbender entregam as melhores versões de Charles Xavier (Professor X) e Erik Lensherrer (Magneto) do cinema. Os dois em cena engolem os atores a sua volta e carregam o filme nas costas quando o ritmo dá uma desacelerada. Foi brilhante a forma como retrataram o início da amizade e consequente separação dos dois. A Mística também tem um papel importante e muito interessante no enredo e nas discussões filosóficas tradicionais dos mutantes.
Mas é claro que todo bom herói precisa de um bom vilão. Então entra em cena o ótimo personagem Sebastian Shaw, o líder do Clube do Inferno, vivido de forma excepcional por Kevin Bacon. Com toda elegância e poder que tem, seus planos de guerra mundial são o que movem o filme pra frente. Falando em elegância, o visual do ano 1963 do filme está demais. Seja nas roupas, carros ou música, o feeling retrô fazem com que o filme se pareça muito com um James Bond Mutante.
Pra variar, quando a nerdisse ataca, eu escrevo demais. Só pra complementar, a atuação de Fassbender como Magneto está incrível. Ele desenvolveu o personagem numa profundidade que não julgava ser possível no cinema. Sua busca constante por vingança, e seu estilo agente secreto, e sua crueldade em certos momentos são responsáveis pelas melhores e mais tensas cenas do filme. Filme obrigatório para todo fã dos mutantes.

Casa Comigo? (nota 6)

Comédia romântica padrão, mas com um "feeling" melhor do que de costume, e sem todos os clichés tradicionais do gênero. Só isso já vale um elogio, já é raro vermos algum novo neste subgênero de filmes hollywoodianos. Anna Brady está desesperada para casar, e vê uma oportunidade de ir atrás de seu namorado na Irlanda, e recorrer a uma tradição local de usar o dia 29 de Fevereiro de um ano bissexto para ela pedir seu namorado em casamento. Porém quando chega lá, devido a dificuldades de transporte, é obrigada a fazer uma longa viagem pelo interior da Irlanda para conseguir chegar em Dublin a tempo. É aí que entra o "galã" Declan, que no começo de mostra rude, mas vai amaciando com o andamento da viagem.
Como podem ler acima, é tudo bem tradicional, certo? Esse é daqueles filmes que o trailer mostra quase todo o desenrolar do enredo, e não precisa ser muito esperto para preencher as lacunas. Mas felizmente nem tudo é como esperado. por exemplo, um tradicional cliché é a presença da "melhor amiga" da protagonista. Aqui ela não existe. E o formato de "road trip" também favorece o filme, pois as belíssimas paisagens da Irlanda são praticamente um personagem a parte no filme. Também não existe piadinhas forçadas que sentimos aquela obrigatoriedade de rir, o humor é bem suave, sem irritar nem atrapalhar.

Outra coisa que ajudou muito foi a dinâmica entre os atores principais. Amy Adams já se mostrou muito competente em filmes como O Vencedor, e aqui consegue passar emoções conflitantes de forma muito competente. Já Matthew Godde (alguns podem se lembrar dele como o Ozymandias em Watchmen) consegue demonstrar bem uma gama de emoções que formam a jornada do rude até o apaixonado, apesar de seu sotaque irlandês ser muito ruim.Fica a dica pra um filminho bem água com açúcar pra quando não faltarem opções.

Eu Sou o Número Quatro (nota 6)

Eu diria que essa é a versão masculina do terrível Crepúsculo, mas com um pouco mais de qualidade. Ok ok, vou deixar a maldade de lado um pouco e falar sério. Este filme foi feito já planejando ser uma nova franquia de filmes de aventura adolescentes. Ele vai um pouco n embalo do que se tornou a famigerada saga Crepúsculo, ou até mesmo o fraquinho Percy Jackson, mas te todos estes, Eu Sou o Número Quatro se sai melhor, pois foge um pouco das afetações e problemas adolescentes no colégio, dando lugar a um enredo mais voltado pra ficção científica e muita ação e efeitos especiais de boa qualidade.

É lógico que não podemos esperar que um filme desse tipo ignore os tradicionais problemas de bullying colegiais, do mocinho marombado querendo proteger o amigo fracote, e é claro que se apaixona pela ex-namorada do atleta popular. Todo esse tradicional cliché está lá, mas felizmente a motivação pra tudo isso é até interessante. John é um alienígena que veio para a Terra quando criança. Um dos últimos descendentes de sua raça, acompanhado de seu guardião e tutor, ele foge de lugar em lugar pois não podem ser encontrados por outra raça alienígena que está dizimando os fugitivos. Dos nove restantes, três são mortos, resultando em novos poderes para John, que vai usá-los para defender seus novos amigos terrestres.

Não é nada que vai mudar sua vida, mas certamente entretém com boas cenas de ação e lutas bem coreografadas, mas irrita com a tradicional enrolação colegial.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Caminho da Liberdade (nota 8)

O Caminho da Liberdade trata da emocionante história real de sobrevivência e vontade de viver de um grupo de prisioneiros políticos russos logo após a Segunda Guerra Mundial. Logo no início conhecemos Janusz, um polonês que é mandado para um Gulag, uma prisão russa no meio da gelada Sibéria. Lá, ele conhece outras pessoas, e juntos, planejam uma arriscada fuga. Porém, com o comunismo espalhado pela Ásia, seu caminho será longo e muito difícil.
Realmente é impressionante a distância e as dificuldades pelas quais devem ter passados estes fugitivos, e fica tudo muito mais incrível quando lembramos que o filme trata de uma história real. A longa jornada nos leva por paisagens tão estonteantes quanto mortais. O absurdamente longo caminho entre a Sibéria e a Índia percorrido totalmente a pé, contando somente com os recursos que encontram pelo caminho, passando por extremos como o frio siberiano e o calor árido do deserto de Gobi, até passar pelo Himalaia.
O filme foi muito bem dirigido por Peter Weir, o mesmo de O Show de Truman. Fazia muito tempo que Weir não produzia um filme, e é bom ver que ele não perdeu a mão. Os atores também estão muito bem, com destaque especial para Jim Sturgess e Ed Harris, que estão muito bem em seus respectivos papéis.
Uma incrível história de sobrevivência contada de através de um filme ótimo, com uma fotografia e cenários de tirar o fôlego. Filme imperdível.

Meu Malvado Favorito (nota 7) / Megamente (nota 7)

Duas animações muito parecidas mas igualmente interessantes. Tanto Meu Malvado Favorito quanto Megamente tem um enredo principal muito parecido, ambos tem como personagem principal um vilão, que obviamente com o desenrolar da trama acaba tendo seus planos e suas intenções modificadas.
É claro que esse tipo de história acaba sendo bem previsível, porém é interessante ver a primeira metade dos filmes onde os personagens principais agem como vilões clássicos, fazendo suas maldades durante o dia-a-dia, como se fosse um trabalho rotineiro de qualquer um. Nesse ponto, o vilão Megamente se sai melhor, pois ele realmente gosta de ser mau, e se prepara muito para cada uma das suas elaboradas lutas contra Metro Man, seu arqui-inimigo bonzinho, numa clara homenagem ao Super-Homen.
E como todo bom vilão clássico, sempre é necessário uma horda de ajudantes. Em Megamente, esse papel fica por conta do peixe num aquário, mas são os ajudantes amarelos de Gru, o vilão de Meu Malvado Favorito que se saem melhor, mesmo sem dizer sequer uma palavra compreensível, eles são carismáticos e responsáveis por boas piadas. Já Megamente não tem momentos lá muito engraçados, as melhores piadas sem da trilha sonora escolhida a dedo pelo vilão para suas entradas triunfais, composta por sons de AC/DC, Guns `n Roses e outros clássicos do rock.
De um, modo geral, Megamente consegue ser mais original e menos cliché na história de redenção do vilão convicto, mas Meu Malvado Favorito tem mais momentos de engraçados. Ambos tem ótimos trabalhos de interpretação de vozes. Em Meu Malvado Favorito, a voz principal fica por conta de Steve Carrel, e em Megamente por conta de Will Ferrel, ambos excelentes comediantes que sabem dar vida e personalidade aos personagens. Ambos não tem nenhum fator marcante que lembre as brilhantes producões da Pixar, mas ajudam a passar o tempo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Besouro Verde (nota 4)

Outra decepção causada por uma leve expectativa de bom filme. Calma, vou explicar! O motivo da minha vontade de conferir este filme se deve única e exclusivamente pela escolha do diretor Michel Gondry, responsável por duas pérolas de genialidade, criatividade e originalidade como Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembrança e Rebobine Por Favor. Mas, como um diretor sozinho não faz milagre, o filme nem parece que é dele, a não ser por algumas poucas cenas visualmente criativas e originais, mas com um roteiro meia boca, e um ator principal que deveria ser engraçado mas não consegue, temos em mãos um filme..... nhé!

A ação do filme é bem interessante e exagerada. Não acho isso ruim, até que diverte bastante de uma forma meio caricata e sem se levar muito a sério. O ator jay Chou que interpreta Kato, apesar de ter uma pronúncia horrível de inglês, manda muito bem em suas cenas de luta, no papel que foi um dia a estréia de ninguém menos que Bruce Lee nas telas. O problema é Seth Rogen. Ele está um desastre nesse filme. Não combina em nada com o personagem, ajudou o roteiro a ficar ruim, além de ter perdido o seu tempo de comédia, tornando suas cenas cômicas muito fracas e totalmente sem graça. A presença de Camerou Dias também não acrescentou nada ao filme.

Fica aí a dica pra um filme com cara de tarde de domingo chuvoso.

O Turista (nota 4)

Quando se pensa num filme que conta com Angelina Jolie e Johnny Depp como protagonistas, numa trama que envolve espionagem e troca de identidades na Europa, imediatamente se imagina que será um filme bom, ou no mínimo divertido, correto? Mas a verdade é que nos deparamos com uma tranqueira enorme, e tudo que resta é uma baita decepção. Mereceu com louvor a esculachada que levou do brilhante Rick Gervais no Globo de Ouro deste ano.

Quase tudo que podia dar errado nesse filme, deu! O roteiro é bem fraquinho, mas tenta ser inovador e inclui até uma surpresa no final que é bastante previsível. A química entre Jolie e Depp na tela é horrível! Parece que ambos estão ali obrigados, e não estão fazendo o mínimo esforço pra não demonstrar seu descontentamento. Até mesmo a atuação de Depp que geralmente é o ponto alto de filmes que seriam chatos sem sua presença (Alice no País das Maravilhas é um bom exemplo disso) está muito fraca.

A única coisa que se salva no filme é a belíssima paisagem Européia, principalmente Veneza, que é um personagem a parte no filme. Tirando isso, nada se salva. E sinceramente acho que é tudo culpa da Jolie. Faz tempo que ela não entrega uma interpretação digna de elogios, e a impressão que tenho é que ela está cada vez mais convencida de que a simples aparição dela é suficiente, fazendo deste só mais um filme para ela se exibir. E vamos deixar uma coisa clara, apesar do bocão sexy, a magrelice exagerada dela tirou boa parte do sex appeal que já fizeram dela um símbolo sexual inquestionável de hollywood.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comer, Rezar, Amar (nota 8)

Atendendo a milhares de pedidos de uma pessoa (hehe), volto ao Blog para escrever sobre esse filme... É um filme muito bom e garante duas horas de um bom cinemão pipoca, bem "Julia Roberts".... Mas esse filme tem um significado diferente para quem eventualmente está mais perdida que cachorro em caminhão de mudança nessa vida. (qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidencia...). No filme, a personagem parte numa jornada para "se encontrar".... Acho que todo mundo que passa por momentos de grandes dilemas existenciais deveria poder partir numa jornada para se encontrar..... A torcida é para que, assim como no filme, as respostas surjam e permitam que a vida siga adiante.... eu ainda estou esperando....  

terça-feira, 10 de maio de 2011

Enrolados (nota 9)

O que acontece se misturarmos um filme tradicional de princesas da Disney com a genialidade para se contar uma boa história da Pixar? Um baita filme divertido. Sério mesmo, eu o nerdão que adora filmes de ação, terror, explosões e zumbis me diverti como uma criança vendo esta animação que atualiza um pouco o conto da Rapunzel com suas longas cabeleiras loiras.

Pra quem não sabe, esta é a primeira animação da Disney após John Lasseter assumir o setor de animações da casa do Mickey, e logo de cara já é possível sentir a mão do fundador da Pixar. O desenvolvimento dos personagens e a ótima narrativa para se contar uma boa história estão lá. As heranças da Disney obviamente estão no conto escolhido com direito a princesa de rosa e tudo mais, e na sempre presente cantoria. Felizmente as músicas não chegam a atrapalhar, mas como a Pixar já cansou de nos provar, são totalmente dispensáveis.
Mas desta vez, tentando capturar a audiência também dos meninos, temos um personagem masculino muito interessante, o ladrão Flynn Rider, que obviamente será o interesse romântico de Rapunzel. 
Esta animação consegue muito bem misturar um humor de gargalhar (as melhores piadas ficam por conta do hilário cavalo Max) com aquele charme e romance das clássicas animações Disney. Conseguiram de fato unir o que tem de melhor na Pixar com a Disney.

E que animação incrível! Tecnicamente falando, está entre as melhores, se não a melhor que já ví. A delicadeza das expressões faciais, o movimento do cabelo e das roupas, a postura e movimentação de todos os personagens está algo fora do comum. E ver tudo isso em HD é mais impressionante ainda.
Diversão para a família toda, uma obrigação para quem gosta de uma animação, e um excelente túnel do tempo para lembrar o que a Disney produzia de melhor, mas parecia ter esquecido.

Um Homem Misterioso (nota 6)

George Clooney é um ator muito bom. Ele consegue transmitir muitas emoções em uma suave expressão facial. Além disso ele tem muito prestígio no ramo do cinema, e isso permite que ele saia de vez em quando da linha principal de blockbusters hollywoodianos para fazer filmes mais "estranhos" e pessoais.

Em Um Homem Misterioso, Clooney vive Jack, um assassino de contrato na Europa que lá pelo meio do filme, acaba se apaixonando por uma italiana e decide se aposentar. Lendo assim parece um filme igual a tantos outros de assassinos de aluguel, mas este é bem diferente. Além dele se passar na Europa, o estilo é muito europeu, minimalista até. Após alguns problemas, Jack se esconde num vilarejo bem remoto na Itália e fica maior parte do tempo se afastando do povoado, e vemos esse isolamento e solidão crescendo a cada reação de Jack. Mas como já disse, tudo muda quando ele encontra o conforto nos braços (e pernas) de uma prostituta local.

Este filme é muito interessante, mas é bem paradão. Numa noite sonolenta é bem provável que se durma no meio. Exceto pelo final, quando a tensão começa a se elevar perto da conclusão, boa parte do filme se arrasta, e você sente cada minuto do filme, e quando isso acontece, não é muito bom.

Os Perdedores (nota 5)

O que dizer de um filme de ação que não consegue empolgar em momento algum? Ou como acreditar numa magrela com a Zoe Saldana dando um cacete numa luta corpo-a-corpo em um cara com o triplo do peso dela? Ou ainda ficar sem rir em nenhuma das piadas disparadas por Chris Evans (o futuro Capitão América)? Resumindo, Os Perdedores é um filme que até tenta ser divertido, mas falha em quase todos os aspectos de um filme de ação, se tornando um filme chato.

Algumas coisas se salvam, o enredo não é tão ruim assim, até que é bem passável pra um longa desse tipo, mas a surpresa final é tão cliché que até perde a graça. As poucas boas cenas de ação acabam muito rápido, e a impressão que dá é que os atores estão se divertindo tanto fazendo este filme que acabaram esquecendo de atuar. Não vale gastar na locação, espere passar na tv para ver num domingo chuvoso em casa que está de bom tamanho. Se der pra escolher, prefiram Esquadrão Classe A, um filme com o mesmo tipo de enredo de vingança mas que diverte de verdade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Incontrolável (nota 8)

Mais uma ótima parceria entre o sempre inspirado Denzel Washington e o diretor Tony Scott, como já havia acontecido no bom O Sequestro do Metrô 123, coincidentemente, outro filme que se passa sobre trilhos. Mas aqui não há assalto ou nada parecido, um simples erro humano besta faz com que um trem carregado com cargas perigosas e altamente explosivas se coloque em movimento sozinho, sem um maquinista, colocando em perigo todas as cidades por onde ele irá cruzar.
Frank e Will (Denzel e Chris Pine, o Kirk de Star Trek), estão operando outro  trem que quase é atingido pelo trem desgovernado. Após várias tentativas das autoridades de pará-lo, Frank e Will vêem uma chance de poder ajudar. A minha primeira impressão foi: "Poxa, um filme de ação que se passa em um trem não deve ser grandes coisas, certo?" Errado, o filme é eletrizante e te prende na cadeira do começo ao fim. Com personagens carismáticos, ótimas atuações dos atores principais e coadjuvantes, ótimos diálogos graças a um texto realista e bem escrito.
Só teve uma coisa que me incomodou um pouco. Não sei por que, mas me parece que Tony Scott pegou a mesma mania péssima do Michel Bay de filmar diálogos de pessoas paradas com a câmera rodando freneticamente ao redor dos atores. Não sei se a ideia é dinamizar a coisa para parecer mais movimentada do que realmente é. Chegou a me incomodar um pouco pelo exagero no uso deste recurso, mas nada que atrapalhe o filme de ser bem apreciado.

A Epidemia (nota 7)

Ótimo terror, remake do filme O Exército do Extermínio de 1978, do aclamado mestre dos zumbis George A. Romero. E o mais legal é que esse remake consegue atualizar o filme para os dias atuais, sem nunca perder a atmosfera e o climão que Romero já soube fazer melhor do que ninguém, pois ultimamente ele anda perdendo o jeitão pra coisa.

Chega de falar do Romero, já que A Epidemia foi muito bem dirigido Breck Eisner, e seu estilo de filmagem conseguiu uma coisa muito interessante. Mesmo se tratando de uma cidadezinha no interior de Iwoa, onde o que não falta é espaço, o clima opressivo e claustrofóbico de puro terror nunca deixa de ser sentido.
O enredo é o seguinte: numa cidade cheia de fazendeiros algumas pessoas começam a agir de forma estranhamente violenta, mas ainda consciente de seus atos, quando o xerife (vivido pelo competente Timothy Olyphant) descobre um estranho avião que caiu com uma carga misteriosa perto do reservatório de água da cidade. Mal essa estranha doença começa a se alastrar, e o exército americano chega com toda força para conter o avanço da doença. Começa então uma fuga desesperada do xerife, seu delegado e sua esposa grávida, para fugir não só do exército, como também dos infectados.
É claro que como um filem desse tipo, é impossível não recorrer a alguns clichés e sustos fáceis. Seja o amigo infectado que se sacrifica pelo bem maior, ou a cena da câmera que vai e volta, e tomamos o susto com algo que não estava lá. Mas mesmo assim, estes foram bem utilizados e ajudam a manter o climão pesado de sobrevivência a qualquer custo. Não é um filme de zumbi propriamente dito, mas é parecido em muitos aspectos, apesar de ser mais fraco no quesito "crítica social" típica dos filmes de zumbi.

Jantar Para Idiotas (nota ZERO)

Na boa, acho o Steve Carrell um comediante brilhante. Paul Rudd também tem mandado bem em seus últimos filmes (Eu Te Amo Cara, por exemplo). Temos até a presença do hilário Zach Galinianakis (do viciante Se Beber Não Case). Então alguém pode me explicar como esse elenco recheado de comediantes bons foi se enfiar numa monstruosidade dessas? 

Sério mesmo, depois de quase 1h de filme eu não tinha conseguido dar absolutamente nenhuma risada, só estava me sentindo extremamente desconfortável. E não é o tipo de humor de vergonha alheia no estilo da fantástica série The Office, é o tipo de vergonha alheia que te faz desistir de um filme no meio. Terminei de vê-lo adiantando pra ver se acabava mais rápido o sofrimento. Recomendo ficarem longe e pouparem seu dinheiro.