quinta-feira, 10 de março de 2011

Um Parto de Viagem (nota 7)

A nova comédia do diretor Todd Phillips, o mesmo do fantástico Se Beber Não Case, tem o mesmo estilão do filme citado. Quem gostou do filme sobre os quatro amigos lidando com uma despedida de solteiro devastadora em Las Vegas, vai gostas da história dos dois desconhecidos cruzando os EUA de carro. É claro que é muito difícil superar o genial Se Beber Não Case, mas pode ficar tranquilo que mesmo a primeira meia hora de filme sendo meio sem graça, o resto compensa com boas risadas.

O enredo trata de duas pessoas que, devido a um incidente dentro de um avião, se vêem proibidos de voar e são obrigados a cruzar os 3500 km entre Atlanta até Los Angeles juntos num carro. Ou seja, um autêntico road movie. Mas é lógico que nada vai ser tão fácil, principalmente por que no início os personagens interpretados por Robert Downey Jr. (o Homem de Ferro) e Zach Galifianakis (o gordinho barbudo de Se Beber Não Case) não facilitam a convivência. Espere por vários tipos de piada, várias delas muito escatológicas e machistas, como um cachorro se masturbando (WTF????!?!!?!?) por exemplo. O estilo de piadas não é muito diferente do que já se conhece do diretor.

A química entre a dupla principal é ótima, e caso não funcionasse, seria a ruína do filme, que não tem lá muito enredo pra manter os dois indo em frente juntos. Os atores se complementam muito bem comicamente. De resto nada muito memorável. O filme tem momentos que tenta ser comovente, mas só servem de tapa buraco pra ligar os momentos cômicos. Não é uma comédia que vai ficar na sua memória por muito tempo, mas vale boas risadas.

O Último Mestre do Ar (nota 6)


O diretor/escritor M. Night Shaymalan não anda com muito crédito na praça. Graças a porcarias como O Fim Dos Tempos, ninguém mais bota fé nos projetos do diretor, então é bem razoável encarar um filme dele com certo preconceito. Porém, depois de criar coragem e encarar sua última produção, a adaptação do desenho animado Avatar, concluí que todo o ódio e achincalhação que o filme sofreu não foi tão merecido. Não me entendam mal, ainda existem muitos defeitos, mas eu até que gostei do filme que foi o vencedor do "prêmio" Framboesa de Ouro de pior filme do ano.
O Último Mestre do Ar adapta para as telas o desenho Avatar, muito querido pelos fãs. Talvez este seja um dos grandes motivos para tanta reclamação, eu praticamente não conheço o desenho, mas ouvi várias pessoas emputecidas com a adaptação. Como não conheço muito do desenho, vou me ater ao filme. Logo no início conhecemos Aang, um jovem monge capaz de manipular e dobrar o Ar. Ele faz parte de um dos quatro povos capazes de dobrar os elementos, e os outros obviamente são Água, Terra e Fogo. Porém Aang é a reencarnação do Avatar, o único capaz de manipular os quatro elementos e que renasce a cada 100 anos. Como o povo do Fogo teme o Avatar, começam uma guerra contra todos os outros povos em busca do próximo Avatar.
A forma que Shaymalan escolheu para contar o filme é muito diferente do que se pode esperar, e aí está outro ponto que julgo responsável pelas péssimas críticas principalmente nos EUA. O filme prima muito pela interiorização, meditação e até pela não agressão, temas claramente orientais. Se opondo a muitos filmes de artes marciais e guerra, muitos conflitos nem sequer começam, e são resolvidos na conversa. Lí uma crítica escrita pelo Marcelo Hessel do www.omelete.com.br que foi muito certeira na sua colocação. Ele classificou este longa como um filme de ação zen, e isso reflete perfeitamente o que senti. Até mesmo nos momentos de combate, Aang praticamente não toca ou golpeia seus oponentes, se utilizando quase sempre da manipulação do ar para incapacitar e afastar seus agressores. Os movimentos de luta lindamente coreografados são uma mistura de kung-fu com tai-chi (pude ver algo de kung-fu interno nos movimentos, para os que sabem do que estou falando), comprovando novamente a interiorização da energia.
É claro que muitas das críticas são merecidas. Quase todos os atores são muito fracos, e Shaymalan não ajuda nada com sua direção lenta e diálogos sofríveis. Como o filme adapta toda a primeira temporada do desenho, também temos muitas informações condensadas demais, sendo que todos os diálogos passam alguma informação importante. Algumas cenas são didáticas demais, com muitas explicações para leigos, não deixando margem para a interpretação do expectador. O visual do filme está muito bom, com bons efeitos especials, mas não entendo a necessidade de escalar atores ocidentais para papéis orientais. Somente os papéis de vilões são interpretados por atores orientais. Acredito que isso seja para facilitar a aceitação do filme pelo público americano, que é extremamente preconceituoso com filmes não-americanos.

Resumindo, o filme não é a catástrofe que foi propagandeado pela crítica, mas também não é a melhor coisa do mundo. Vá com a mente aberta a uma experiência diferente e quem sabe irá apreciar o que há de bom no filme.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Rede Social (nota 9)

Confesso que a primeira vez que ouvi falar sobre o filme que contaria a história do Facebook, não achei que valeria a pena sequer pagar pelo aluguél, pois não fazia a menor idéia de tudo que ocorreu por trás da criação do site revolucionário. E não é que eu estava totalmente enganado? A Rede Social é um filme tão bom quando a a história que ele conta. Não sei exatamente o quanto daquilo é real e o que foi adaptado, só sei que o enredo nos absorve totalmente num tema absolutamente atual, mas que já entrou para a história. E colocando tudo isso nas mãos do hábil diretor David Fincher (responsável pelas obras primas Seven e O Clube da Luta) tinha que resultar num filmaço.
A edição do filme está incrível. Todo o enredo nos é contato em cortes que vão e voltam no tempo, e se passam durante duas audiências legais de disputa pelo direito do site. A primeira entre o criador do Facebook, Mark Zuckerberg e seu ex parceiro e co-criador Eduardo Saverin, e a segunda entre Zuckerberg e 3 membros de Harvard que teriam proposto uma parceria pra criar um site e alegam que Zuckerberg teria roubado sua idéia. Conforme as testemunhas vão contando suas versões o filme vai se desenrolando  num trama que envolve gênios da computação, muita traição e facadas nas costas, vamos conhecendo tudo que culminou no fenômeno das redes sociais que conhecemos hoje. E por incrível que pareça, apesar de o resultado final ser muito dinheiro e o mais jovem bilionário do mundo, esta não foi a motivação inicial.
O papel de Zuckerberg foi muito bem entregue nas mãos de Jesse Eisenberg (que pode ser visto num papel mais cômico em Zumbilândia). O ator consegue dar ao papel a sua principal qualidade: a de um crápula cuzão que todos adoram odiar! E verdade, a palavra que me veio à mente imediatamente ao término do filme é essa, Zuckerberg deve ser um tremendo de um cuzão. Bilionário, mas um cuzão! O resto do elenco está muito bem. Dou destaque especial para Andrew Garfiled (o próximo Homem-Aranha) no papel de Eduardo, e tenho também que elogiar a aparição de Justin Timberlake como o baladeiro e paranóico Sean Parker, o criador do Napster.

Recomendação certeira para quem quiser ver um filmão. Na minha sincera opionião, o Oscar deste ano ficou para O Discurso do Rei, mas poderia ter sido dado para qualquer um dos indicados pois estaria em boas mãos. Melhor pra nós que temos muitas opções de ótimos filmes em meio a tantas tranqueiras que tem sido lançadas.

Cisne Negro (nota 8)

Este filme chamou a minha atenção logo no primeiro trailer que ví. Primeiro por causa do climão de triller psicológico que eu adoro, e segundo por ser uma obra do excelente diretor Darren Aronofsky. Quem acompanha este blog sabe muito bem que sempre elogio trabalho deste incrível cineasta. Mas também como de costume, este filme não é lá muito fácil de ser visto, exigindo uma entrega por parte do público como normalmente acontece em seus filmes (Réquiem para um Sonho, Pi, Fonte da Vida e O Lutador), que lidam sempre com formas extremas de obsessão.
Nina é uma jovem bailarina totalmente obcecada com a perfeição de sua dança, sonha em ser escalada para o papel principal de O Lago dos Cisnes. Com a aposentadoria forçada da atual prima bailarina, abrem-se as portas e ela consegue o papel. A partir daí sua vida se transforma totalmente, e Nina perde o controle sobre sua mente. Neste momento o filme brinca a todo momento com a sanidade de quem está assistindo. É muito difícil saber ao certo o que é real e o que é ficção, o que é armação, paranóia ou simplesmente insanidade. A mente de Nina fica totalmente descontrolada e nos leva junto nesta viagem.
A direção e fotografia são muito parecidas com o que o diretor já havia praticado em O Lutador. A câmera na mão acompanha Nina de perto o tempo todo, deixando que que tenhamos sempre a mesma visão da personagem principal. Isso nos aproxima muito dos momentos de estranhos e até mesmo nos sustos. E Natalie Portman está bem demais neste papel. Seu Oscar de melhor atriz foi merecido, apesar de eu achar que ela estava muito "careteira" neste filme, preferindo sua atuação em Closer, por exemplo.

Tenham em mente que não é um filme sobre ballet ou sobre dança. Tudo isso é apenas o pano de fundo para uma história de obsessão em busca da perfeição. Não dá para classificá-lo como terror, mas a tensão que certas cenas causam são dignas de um bom terror. Não é um filme que deve agradar a todos, mas certamente é um dos filmes mais "fáceis" de se assistir de Darren Aronofsky, ao lado de O Lutador.

terça-feira, 1 de março de 2011

O Discurso do Rei (nota 9)

Agora sim, o grande vencedor do Oscar 2011, vendedor dos principais prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Principal. A concorrência era muito boa este ano, mas todos estes prêmios ficaram em boas mãos. Este filme merece mesmo, com imenso destaque para a brilhante atuação de Colln Firth como o Rei George VI da Inglaterra, com toda a sua gagueira!

Alguns podem achar que a premiação deste filme é um retrocesso. Premiar um filme com cara de antigo, abordando temas tradicionais e até falando um pouco sobre a IIª Guerra Mundial. Mas o filme tem uma linguagem bem moderna, e pode agradar a todos os gostos e idades. Tem momentos muito engraçados, mas também momentos de muita tensão, e principalmente muito nervosismo ao ouvir o incômodo silêncio que preenche os inúmeros intervalos entre as palavras gaguejadas pelo Rei George.
A história pode parecer meio boba a princípio, eu mesmo achava isso. Mas com o desenrolar percebemos o quando uma simples superação da gagueira pode mudar o rumo da história. O príncipe George sabe que, sendo uma figura de grande importância política aos ólhos do povo da Inglaterra, precisa fazer muitos discursos, mas é vergonhosamente doloroso vê-lo lutando contra sua própria fala. Para ajudá-lo com isso entra em cena o ator Lionel Logue, interpretado por Geofrrey Rush com sua mais habitual genialidade, para ajudar o futuro Rei a superar seus problemas. Com a morte do Rei, o Príncipe George assume o trono da Inglaterra num dos momentos mais dramáticos da história moderna, justamente durante a IIª Guerra Mundial. Daí a grande necessidade de discursos motivacionais para elevar o moral toda uma nação em guerra.
O filme sabe contar com muita calma e honestidade todo o desenrolar deste trabalho intenso que levou o Rei George a superar suas dificuldades, para então encher de moral seu país num momento de extrema necessidade. A cena final do discurso que dá nome ao filme é realmente emocionante.

Merecedor de todos os prêmios, este filme precisa ser visto por todos.

Scott Pilgrim Contra o Mundo (nota 9)

Está aí um filme que eu estava morrendo de vontade de ver, mas quando chegou aos cinemas passou tão rápido e em tão poucas salas que não consegui ir ver. Baseado nos quadrinhos de Scott Pilgrim, este filme idealizado e dirigido pelo ótimo Edgar Wright, diretor inglês responsável por outras pérolas do humor como Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) e Chumbo Grosso (Hot Fuzz) tem um visual diferente de tudo que já ví no cinema. Eu achei incrível, mas entendo que não deve agradar todos, principalmente de uma certa faixa de idade pra cima. Razão esta eu acredito ter sido a culpa das fracas bilheterias apesar das ótimas críticas.
Nem adianta perguntar, pois não conheço absolutamente nada dos quadrinhos que originaram o filme, então nem vou fazer comparações. Só posso afirmar que o resultado nas telas é de cair o queixo. Com um visual absurdamente arrojado, rápido e com cortes que impressionam pela originalidade, lembram muito um quadrinho em movimento. Além disso tudo as óbvias referências e homenagens aos videogames da era 8 bits e 16 bits são geniais. Fiquem atentos a sons ou pequenos detalhes nos cantos das telas.

Scott é um jovem canadense desempregado que tem uma banda e se engraça com a estranha Ramona Flowers, interpretada pela bela Mary Elisabeth Winstead, mas para ficar com ela ele terá que derrotar a Liga dos Sete Ex-namorados malvados... parece bobo, mas ficou bem engraçado!

O humor tem muito do toque inglês de Edgar Wright, mas não tão exagerado como em Shaun of the Dead por exemplo. E os jovens atores sabem como extrair o humor seco e rápido que o texto exige com muita qualidade.  O desengonçado Michael Cera está muito bem como Scott Pilgrim, e surpreendentemente mandou muito bem nas cenas de luta muito bem coreografadas e estilizadíssimas com efeitos especiais muito caprichados.
Eu entendo perfeitamente se, por exemplo, meus pais não tiverem saco pra ver esse tipo de filme. Não é algo para todos os tipos de pessoas. Geralmente aqueles mais ligados com o mundo dos quadrinhos ou videogames vão adorar. Ou seja, a nerdaiada de sempre (me incluo nessa). Quem não tiver um mínimo de afinidade ou conhecimento do mundo nerd em geral pode até gostar, afinal é um filme muito bem trabalhado, mas provavelmente perderá mais da metade das referências ficando sem entender o que diabos está acontecendo, pois tudo ocorre muito rápido.

127 Horas (nota 9)

Eu já estava devendo pra mim mesmo ver alguns filmes aspirantes ao Oscar de melhor filme de 2011, então tomei vergonha na cara e comecei pelo que mais me atraiu de início, e por duas razões: 1) a história real de sobrevivência de Aron Ralston é realmente impressionante; 2) o filme foi dirigido por ninguém menos que Danny Boyle, um dos cineastas favoritos absolutos deste blog. E podem ter certeza, é um baita filmaço!

Pra quem não conhece a história real, Aron Ralston, um engenheiro que pratica montanhismo, alpinismo e coisas parecidas sofreu um acidente em 2003 onde sua mão ficou presa debaixo de uma pedra. Após alguns dias ele consegue cortar seu próprio braço num ato de incrível coragem e calma para então sobreviver e contar ao mundo sua história... isso sim é um macho de respeito! 
(foto real tirada pelo próprio Aron)

Mas se acham que o filme de um cara preso no mesmo lugar o tempo todo é monótono, é por que não confiam na maestria de Danny Boyle para conduzir um suspense de tirar o fôlego. A fotografia é linda, o cenário deslumbrante, e mesmo diante das dificuldades, em nenhum momento a câmera nos deixa esquecer isso. Existem momentos de puro desespero, outros que te fazem ter vontade de desistir de tudo. Existem até momentos de rir muito do humor negro que o filme nos apresenta, e é claro tem o momento de puro terror ao presenciar o o ato mais tenso e corajoso... nem preciso dizer qual é, certo? E as cenas são todas capturadas de forma incrível! Mesmo para os que tem estômago fraco (sim, se prepare para um pouco de "gore") o som te transporta para momentos de pura dor! A trilha sonora, como de costume nos filmes de Boyle é excelente.
E tenho que me retratar aqui. Eu sempre achei que o James Franco era um baita dum canastrão, mas suas recentes e ótimas aparições em filmes como Segurando as Pontas ou a pontinha em Uma Noite Fora de Série já vinham mudando minha opinião. Mas neste filme ele atingiu um novo nível de atuação. Ele está bem demais e mereceu mesmo esta indicação ao Oscar de melhor ator.

Se este filme tivesse levado a estatueta de Melhor Longa Metragem, ela certamente estaria em boas mãos. Uma história de sobrevivência e superação que merece ser vista e prestigiada por todos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Family Guy (Uma Família da Pesada) - Paródia STAR WARS

Após uma longa pausa no blog, culpa de falta de grana e de vontade de conferir os novos lançamentos no cinema, decidi escrever um pouco sobre esta incrível paródia da série favorita de todo nerd. Pra que não conhece, a série animada Family Guy (batizada no Brasil de Uma Família da Pesada) tem um humor extremamente ácido e até certo ponto cruel. Não estou reclamando, na verdade eu adoro a série. Ela une o que de melhor já foi feito por séries como Os Simpsons e South Park, e vai um pouco mais além em algumas baixarias. Esta obra doentia da mente criativa de Seth McFarlane está atualmente em sua 9ª temporada e é exibida pelo canal pago FX.
Como os criadores da série são fãs de Star Wars (como todo o resto do planeta, menos algumas pessoas muito estranhas que nunca ouviram falar disso), resolveram criar episódios especiais com uma hora de duração, fazendo uma paródia na íntegra dos três episódios clássicos da série, usando os personagens do desenho como atores do filme. E ficou muito hilário! O primeiro episódio foi batizado de Blue Harvest, onde foi parodiado todo o Episódio IV - Uma Nova Esperança. As piadas são implacáveis, não poupando nem a "suposta" homossexualidade do bebê (sim, isso mesmo, do bebê!!) sádico Stewie na pele de Darth Vader.
O segundo episódio foi batizado de Something, Something Somenthing, Dark Side, que parodia o Episódio V - O Império Contra Ataca. E coincidentemente, o melhor de todos os filmes de Star Wars também gerou a melhor paródia. Mas tenham em mente que muitas das piadas utilizadas acabam sendo meio que "piadas internas", pois são repetições de piadas recorrentes na série normal que recolocadas no contexto de Star Wars se tornam ainda mais engraçadas.
O terceiro episódio, batizado de It´s A Trap, que parodia o Episódio VI - O retorno de Jedi já começa logo de cara parecendo que foi feito por pura obrigação, pois este episódio é o pior da série clássica e boa parte por culpa dos Ewoks. Então como uma espécie de crítica o desenho acaba abusando e usando de muito mais violência e sangue pois nas p´roprias palavras do Peter Greffin na pele de Han Solo: "Esse filme já tem coisa bonitinha e fofinha demais e precisa de um pouco de maldade, então calem a boca e cavem suas próprias sepulturas com seus capacetes." Genial!
Muitas paródias de Star Wars já foram produzidas, então o que faz dessa algo tão especial? Quem conhece o humor ácido e imperdoável de Family Guy sabe muito bem a razão. E qualquer nerd pentelho purista que ache que isso é alguma forma de desrespeito, vá para o inferno! Aprenda a ter senso de humor e saiba que a paródia é a uma das maiores formas de homenagem.

domingo, 30 de janeiro de 2011

[REC] 2 - POSSUIDOS (nota 5)

Antes de mais nada, gostei muito do primeiro [REC], produção espanhola de terror que fez tudo na medida certa. Terror nervoso com muita gritaria, sustos, "gore", tudo na medida certa pra deixar os nervos à flor da pele. Entretanto, tudo que foi correto no primeiro foi deixado de lado neste segundo em nome de um enredo mais trabalhado, o que infelizmente na minha opinião não funcionou tão bem.

Para os que não lembram, no primeiro acompanhamos uma equipe de reportagem que junto com 2 bombeiros atendem um chamado de briga num prédio residencial quando de repente uma estranha doença similar a uma infestação zumbi faz com que todos no prédio ataquem as pessoas normais, culminando numa das cenas mais tensas de que me lembro do cinema de terror recente, filmada totalmente no escuro com visão noturna.

Neste segundo filme uma equipe de policiais armados entra no mesmo prédio junto com um médico para encontrar uma cura, e um destes policias carrega uma câmera, e todos os outros tem pequenas câmeras em seus capacetes. Se no primeiro filme a desculpa para se filmar tudo era jornalística, neste não há um motivo coerente para todos os policias terem câmeras em seus capacetes, já causando uma certa estranheza.

***SPOILER ALERT*** LEIA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO: Conforme a exploração do prédio continua, vamos descobrindo que não se trata de uma simples infestação zumbi, o que na minha opinião é muito mais interessante, mas sim de uma infestação demoníaca, onde todos os infectados são controlados pelo mesmo demônio que reage e conversa com o médico, que se revela ser um padre. E estranhamente a infecção se espalha da mesma forma, com mordidas e sangue... vai entender. Outro ponto que me irritou muito foi o lance de as coisas só aparecerem no escuro. ***FIM DO SPOILER***

No fim das contas, nem o climão tenso e nervoso do primeiro foi corretamente mantido, tornando este filme bem dispensável. Deviam ter parado no primeiro, mas tendo em vista o final deste segundo capítulo, aposto como deverá ser feito ainda um terceiro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Escritor Fantasma (nota 8)

Um alerta para quer for ver este filme: Não o veja com sono! O ritmo desta produção do renomado diretor Roman Polanski  é um tanto arrastado, e isso não é um defeito neste caso, o ritmo lento que a trama se desenrola combina muito bem com o estilo geral do filme. Mas caso você esteja com sono e dê algumas piscadas mais longas, pode perder pequenas informações importantes e não entender nada do que está acontecendo.
Digo isso pois foi exatamente o que aconteceu comigo. Mesmo estando muito intrigado e interessado na ótima trama que se desenrolava, meu sono não me deixava me concentrar no filme, tive que parar e recomeçar tudo ode novo na manhã seguinte. Mas deixa de falar de mim e vamos nos concentrar no filme. Ewan McGregor, em mais uma ótima atuação, vive um escritor fantasma responsável por escrever a auto-biografia de personalidades, sem receber os créditos. Quando ele é chamado para finalizar a auto-biografia de um ex-Primeiro Ministro da Inglaterra vivido por Pierce, pois o escritor fantasma anterior se afoga acidentalmente, ele se vê envolvido em uma trama política muito mais complicada.
O filme se passa todo numa ilha do estado de Nova York, onde não há quase ninguém a vista o tempo todo, e o clima constantemente chuvoso e o céu cinzento ajudam ainda mais a aumentar a atmosfera opressora e suspeita do filme. A todo momento temos a impressão de que algo muito errado está acontecendo, mas o ótimo roteiro sabe nos levar a nossa suspeita para todos os lados, sem nos deixar adivinhar o final.

Como escrevi acima, não é um filme muito agitado, mas tenho certeza que vai prender a atenção e te surpreender.

Par Perfeito (nota 3)

Não vou me demorar muito neste filme. Ele é ruim, muito ruim, fraco e sem graça nenhuma. É daqueles que o trailer já conta tudo o que você precisa saber sobre ele. O roteiro é péssimo, a direção confusa, e as atuações simplesmente embaraçosas. Nem a dupla principal se salva, os atores Ashton Kutcher e Katherine Heigl simplesmente não tem nenhuma química na tela.

As poucas piadas que dá esboçar um sorriso são todas protagonizadas pela mesma personagem, a mão da personagem principal, que vive constantemente alcoolizada. Caso queiram ver um filme de ação / comédia romântica com um casal de protagonistas, prefiram o Encontro Explosivo que é MUITO melhor.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

*TOP 5! FILMES MAIS ESPERADOS DE 2011

Com um novo ano chegam novas perspectivas de grandes lançamentos no cinema. A lista dos filmes que chegarão às telonas é gigante, então tentei fazer as minhas apostas baseado nos filmes que mais me interessam em 2011. Algum são aguardados com ansiedade, outros com mais cautela. Já fiz minha listinha dos filmes mais aguardados. Façam suas apostas! (as datas de lançamento indicadas podem sofrer alterações)

5º lugar: SUCKER PUNCH: MUNDO SURREAL
Sou fã das produções de Zack Snyder, e este será seu primeiro grande filme com roteiro original, e não uma adaptação de quadrinhos ou refilmagem, que basicamente compõe a filmografia do diretor. Os trailers mostrados até agora são empolgantes. (25 de Março)

4º lugar: CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR
A Marvel continua a expansão do seu universo no cinema com o mais icônico personagem e líder dos Vingadores, o supergrupo da Marvel. O filme será ambientado durante a 2ª Guerra Mundial. Não ví nada de trailers ainda pra ter uma ideia do filme, mas a Marvel tem mantido um nível muito bom nas suas produções próprias até agora e entendo que manterá o cuidado neste. (29 de Julho)

3º lugar: THOR
Mais um filme da Marvel, e de um personagem que sempre me agradou nos quadrinhos. Já ví o trailer e gostei muito! A princípio achei estranha a escolha de Kenneth Branagh para este filme, mas tenho ótimas expectativas para o Deus do Trovão Nórdico nas telonas. (29 de Abril)

2º lugar: SE BEBER, NÃO CASE! 2
A continuação da melhor comédia dos últimos tempos! Infelizmente o cenário não será mais a fabulosa Las Vegas, mas sim a Tailândia. Todo o elenco do original volta para se descobrir o que aconteceu em mais uma noite perdida. (27 de Maio)

1º lugar: HARRY POTTER E AS RELÍQUEAS DA MORTE - PARTE 2
O final da saga de Harry Pottter deverá mover multidões aos cinemas, e eu pretendo estar lá. Depois da ótima PARTE 1, as expectativas só aumentaram para o grande final. (15 de Julho)

OUTROS FILMES PARA FICAR DE OLHO:

PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Johnny Depp volta ao papel do pirata Jack Sparrow. Com certeza será divertido.

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES
A luta contra uma invasão alienígena em Los Angeles no estilo documentário. Ví o trailer e gostei.

X-MEN: FIRST CLASS
Filme que mostra o começo do grupo mutante nos anos 60. Não sei o que esperar depois do fraco X-Men 3.

KUNG FU PANDA 2
O urso panda Po retorna ao lado dos 5 Furiosos. Gostei muito do primeiro, vamos ver se a qualidade é mantida.

LANTERNA VERDE
Adaptação do personagem dos quadrinhos da DC. Tinha grande esperança, mas achei o trailer muito fraco. Espero que eu esteja errado.

CARROS 2
Pixar é sempre sinal de qualidade. Mesmo achando o primeiro Carros o mais fraco do estúdio (e ainda assim ficando muito a frente de outras produções), a criatividade dos profissionais da Pixar sempre consegue nos surpreender.

TRANSFORMERS 3
O primeiro foi muito bom, o segundo foi meia boca. Michal Bay volta para o terceiro prometendo não cometer os erros do segundo. Vamos ver se ele está certo.

COWBOYS & ALIENS
Adaptação de quadrinhos onde um cowboy combate uma invasão alienígena no velho oeste. Dirigido por Jon Favreau (o mesmo de Homem de Ferro)

SUPER 8
O novo projeto secreto de J.J. Abrams, com a ajuda de Spielberg, ainda é mantido sobre sigilo. O pouco que se sabe é que garotos de 14 anos filmam com uma câmera Super 8 algo incrível saindo de um acidente ferroviário. Eu estou curioso.

PAUL
Qualquer comédia estrelada pela dupla Simon Pegg e Nick Frost, os mesmos de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, merece ser vista.

AS AVENTURAS DE TINTIN: O SEGREDO DO LICORNE
Animação em 3D das aventuras do repórter Belga Tintin com a direção de Spielberg e produção de Peter Jackson. Sempre gostei dos livros do Tintin e estou muito curioso para saber como ficará este longa.

HAPPY FEET 2
Continuação das aventuras do pinguín sapateador. Achei o primeiro filme muito interessante e corajoso, vamos ver como a continuação se sai.

SHERLOCK HOLMES 2
A dupla de investigadores inglesa mais famosa volta para combater o maior inimigo de Sherlock Homles, o Prof. Moriarty. O elenco do primeiro volta com a mesma direção de Guy Ritchie.

MISSÃO IMPOSSÍVEL - GHOST PROTOCOL
O quarto filme da série do agente Ethan Hunt, com tom Cruise de volta ao papel. A direção fica por conta do ótimo Brad Bird, que irá dirigir pela primeira vez um filme com atores reais, e não uma animação (O Gigante de Ferro, Os Incríveis, Ratatouille)

CISNE NEGRO
Eu vejo qualquer filme do Darren Aronofsky, por mais esquisito que seja. Este triller psicológico mostra a disputa entre duas bailarinas, Natalie Portman e Mila Kunis por um papel principal no Lago dos Cisnes. Pode parecer bobo, mas vejam o trailer e vão entender o que estou falando.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

*TOP 5! MELHORES FILMES DE 2010

Como de costume, todo começo de ano fazemos a seleção dos cinco melhores filmes do ano anterior. Coincidentemente a minha lista ficou muito parecida com o resultado da votação (a Ju ainda não decidiu sobre a lista dela). Então, sem mais delongas, seguem abaixo os meus favoritos de 2010 (basta clicar no nome para ler a crítica completa).

5º lugar: A ORIGEM
Eu criei muita expectativa para este filme, e ela não foi totalmente atendida, mas ainda é um baita filme divertido, original, bem dirigido e atuado. Mais uma prova do talento de Christopher Nolan e seus habituais colaboradores.

4º lugar: HARRY POTTER 7 PARTE 1
A saga do bruxo mais rentável de todos os tempos começa a acabar, e em grande estilo. A melhor adaptação dos livros até agora foi corajosa e não aliviou nas cenas mais pesadas, mantendo na íntegra o texto original. Só serviu pra deixar todos mais ansiosos para o final!

3º lugar: ILHA DO MEDO
Excelente triller pscicológico dirigido genialmente por Martin Scorsese, com atuações exemplares de todos os envolvidos, em especial do Leonardo DiCaprio. Ótimo roteiro que faz até o expectador duvidar de sua própria sanidade. Quando vi pela segunda vez prestei atenção a todos os detalhes depois de já conhecer o final, e gostei ainda mais do filme.

2º lugar: TOY STORY 3
A Pixar geralmente prefere exercer sua criatividade em novos e originais filmes do que fazer continuações. Porém esta terceira e final parte da turma de Toy Story merece um lugar especial na história do cinema. Divertido, assustador e absurdamente comovente, é uma aula de cinema.

1º lugar: TROPA DE ELITE 2
Tropa 2 conseguiu ter a maior bilheteria do cinema nacional (na história recente que tem registro) e não foi a toa. A luta do Coronel Nascimento contra o Sistema é empolgante, cheia de reviravoltas, recheada de personagens carismáticos e odiosos. Com excelente roteiro e qualidades técnicas que não devem nada a Hollywood, este filmaço deve ser visto por todos.

Resultado da votação dos que acompanham nosso blog. Obrigado a todos pela participação!

1º lugar: Tropa de elite 2 (8 votos)
2º lugar: Toy Story 3 (6 votos)
3º lugar: A Origem / Ilha do Medo (5 votos)
4º lugar: Harry Potter 7 Parte 1 (4 votos)
5º lugar: Alice no País das Maravilhas / Fúria de Titãs (3 votos)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tron: O Legado (nota 7)


Apesar de hoje ser muito difícil ver o Tron original de 1982, pois a computação gráfica na qual o filme se baseia obviamente ficou muito datada, eu ainda sou um grande fã. E fiquei empolgadíssimo com os primeiros trailers e teasers da continuação Tron: O Legado, gerando grande expectativa. Infelizmente toda esta expectativa não foi totalmente correspondida, e se não fossem alguns pontos muito positivos do filme, provavelmente eu estaria dando uma nota bem mais baixa pra ele.
Vamos começar pelo lado bom. O visual do filme é expetacular! Não dá pra desgrudar os olhos da tela o tempo todo, apreciando os belíssimos cenários virtuais, com muita transparência e paredes de vidros. A iluminação dos prédios e veículos todas compondo com o incrível figurino dos personagens (bem menos exagerados na quantidade de "circuitos" nas roupas). As cenas de ação estão muito boas, principalmente as sequências de perseguição de veículos. As lutas poderiam ter sido mais bem trabalhadas, mas não incomodam. Agora a trilha sonora composta pela dupla Daft Punk perfeita e encaixa certinho com o visual do filme.
Porém, como já escrevi acima, o filme tem vários problemas. Pra começar a escalação de Garrett Hedlund para o personagem principal Sam Flynn não foi muito acertada. O cara é bem fraquinho e deixa a desejar em várias cenas. Mas o pior mesmo, e esse é sempre o ponto que eu mais critico, é o roteiro. A alma de um bom filme é um bom roteiro, e neste longa a coisa é tão atrapalhada que em diversos momentos do filme nem lembrava qual era o motivo de tudo aquilo estar acontecendo... e quando lembrava desta motivo percebia que ele é bem besta. Ou seja, toda a razão para aquilo que estamos vendo na tela é desinteressante, tornado tudo uma grande colcha de retalhos de cenas que no final das contas não fazem muito sentido quando se olha para o quadro geral.
Preciso dar um destaque para o vilão do filme, o personagem Clu, que é a versão mais jovem de Kevin Flynn, vivido novamente por Jeff Bridges, porém com toneladas de maquiagem digital para rejuvenescê-lo, da mesma forma que fizeram com Brad Pitt em Benjamin Button. Eu estava com um pouco de medo pois ainda hoje é muito difícil construir um personagem humano digitalmente que seja crível. Sempre existe aquele olhar ou uma boca muito falsa que atrapalha, mas em Tron: O Legado, Clu tem muita presença de tela e está tão bom que a partir de um certo momento até esquecemos que estamos vendo um construto digital.

A verdade é que o filme vale pelo excelente visual combinado com incrível trilha sonora, apoiado em muito saudosismo e homenagens ao longa original, mas duvido que seja possível criar uma nova franquia. Tem muita coisa pra melhorar antes disso.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Karate Kid (nota 7)

Remakes de filmes outrora consagrados sempre são perigosos. Eles podem tanto trair o conceito original a ponto de ofender os fãs antigos, podem ser meramente "mais do mesmo" onde não há nenhuma novidade digna, ou eles podem ser uma bela homenagem que atualiza alguns conceitos já meio datados. Felizmente este novo Karate Kid (que poderia ser perfeitamente chamado de Kung Fu Kid), se encaixa no terceiro tipo, sendo impossível não sorrir ao final com a mesma agradável sensação ao o clássico oitentista despertava no seu tempo.
A idéia central e o "feeling" são exatamente os mesmos do longa original. Uma mãe e seu filho se mudam para a China, e o jovem Dre Parker se vê num lugar estranho já sendo ameaçado por bullies chineses que o atormentam. Então Dre, após ser salvo por um zelador solitário, o Sr. Han, começa a treinar kung fu com o Sr. Han para competir contra aqueles que o atormentavam. E as cenas de treinamento são intensas e muito reais, não tem mais só encerar o carro e pintar a cerca. Dá pra ver que o menino teve que suar de verdade para executar alguns movimentos e acrobacias.

Dre é interpretado pelo filho de Will Smith, o novato Jaden Smith, que entrega um personagem muito bom. Ele obviamente é muito diferente do Daniel-san, a começar pela sua atitude, mais engraçadinha e manhosa. Felizmente não é um personagem irritante como muitas crianças são no cinema, e mesmo jovem já demonstra ser muito parecido com o pai, principalmente nos gestos. Agora o genial Jackie Chan está incrivelmente bem no do mestre, o Mestre Miyagi ficaria honrado. Jackie entrega uma interpretação muito pessoal, sem nunca tentar imitar o finado Pat Morita, e tem aqui o que acredito que seja eu melhor papel dramático no cinema. Para os que se lembram da cena do Mestre Myiagi bêbado no filme original, preparem-se para uma cena muito mais emocional neste remake.

Nem tudo são maravilhas, é claro. O filme tem alguns defeitos, que nem são tão graves assim, mas tiram todo o realismo que era mais presente no filme original. Obviamente que com a mudança do karate para o kung fu, aliado a tendências mais atuais de lutas bem coreografadas, os combates entre crianças de 12 anos são absurdamente complexos. Alguns golpes são dignos de artistas marciais com muitos anos de experiência, e são distribuídos com a maior facilidade pela molecada.

É isso, eu gostei bastante do remake que faz juz ao original sem tentar substituí-lo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Mercenários (nota 6)

Tá aí um filme que é pura testosterona. É só começar a listar os nomes do elenco que já se sabe muito bem o que esperar do filme. Sylvester Stallone dirige e atua uma tonelada de nomes do cinema de ação, alguns que ainda tem bom status de estrela, outros que já foram esquecidos mas ainda sabem chutar bundas. E a lista não é pequena: Jason Statham, Jet Li, Dolf Lundgren, Randy Coture e Steve Austin (ambos lutadores de vale tudo), Mickey Rourke, Terry Crews (o pai do Cris em Todo mundo odeia o Cris), e participação especial de ninguém menos que Bruce Willis e Arnold "Governator" Schwarzenegger. Combinando estes nomes a um filme no estilo oitentistas de filmes de ação onde um grupo extermina uma pequena nação sozinhos, já se sabe muito bem o que esperar, certo?
Porém, vou confessar que fiquei levemente desapontado, e culpo isso na edição e montagem do filme. De uma forma geral a edição é muito caótica, e tira a noção de continuidade de algumas cenas. Com nomes como Statham, Li, Coture e Austin, todos lutadores com excelentes habilidades atléticas, os ótimos combates corpo a corpo de seus personagens ficaram muito picotados e intercalados com outras cenas, desta forma se perde a sensação de continuidade do combate, seja na força bruta de Coture e Austin, ou seja na habilidade e estilo de Li e Statham (este protagonistas dos melhores combates). Como não se pode deixar de lado, também temos MUITAS explosões e tiroteios, bem dentro do que se esperava, nada muito inovador.
Obviamente que não podemos esperar muito em termos de atuação, e algumas são bem sofríveis. O roteiro também não ajuda, dando diálogos muito ruins para entrelaçar as cenas pancadaria e tiroteiro com um fiapo de enredo mal explicado e rapidamente esquecido. O motivo inicial é muito fraco e a continuação deste motivo é pior ainda.
A direção de Stallone também já foi muito melhor. Ele mandou muito bem em Rocky Balboa (vulgo Rocky 6) e até mesmo em Rambo VI, mas em Os Mercenários, o filme demora muito pra pegar no tranco. Somente na última meia hora, quando a batalha final começa, é que há alguma emoção. Mas tudo bem, vamos dar um desconto, afinal ele estava distraído pelos macacos brasileiros no ombro dele.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Harry Potter e as Relíqueas da Morte Parte 1 (nota 9)

Após longas e merecidas férias, estamos de volta aos filmes também. E nada melhor pra retomar do que um aguardadíssimo sétimo filme de Harry Potter. E vou logo começar elogiando a ótima iniciativa de dividir este último livro em dois filmes. A quantidade de informações e acontecimentos é enorme e se fosse tudo apertado em um só filme iria ficar uma porcaria. Felizmente decidiram pela divisão, nos brindando com o filme mais fiel ao material original em toda a série.

E não ficou faltando nada mesmo, até os longos períodos de fuga e esconderijo do trio principal estão lá, proporcionando ótima interatividade entre os três personagens e demonstrando que os atores não só cresceram fisicamente, mas que suas habilidades e qualidades de interpretação melhoraram muito. Os intérpretes de Harry, Ron e Hermione estão muito bem, tendo condições de realmente atuar dramaticamente  não decepcionaram. Dou destaque especial para o ator que faz Ron Weasley, que demonstra ótimo potencial.
O ritmo do filme foi muito bem trabalhado. O que poderia ter se tornado um filme parado e chato foi muito bem construído, alternando cenas de muito diálogo e discussão com muita correria e tiroteio das varinhas. As quase 2h30min de duração passam voando, só pra deixar aquele gostinho de quero mais ao "final". Se considerarmos que o filme anterior, Harry Potter e o Enigma do Príncipe era o prelúdio do fim, aqui temos o meio com final digno de Star Wars e o Império Contra-Ataca.
E pra quem não leu o livro e não sabe o que esperar, um aviso: esse filme tem um tom totalmente diferente de todos até agora. Ele é muito pesado, sério e sombrio. Não há mais ano letivo na escola, apenas fuga pela sobrevivência com direito a muitas mortes pelo caminho. Algumas são chocantes, outras são cruéis, mas foi muito bom ver que não pouparam a tensão e o sangue que muitas cenas mereciam de fato.
A minha única crítica negativa não é culpa deste filme exatamente, mas sim da série toda no cinema. Como este longa não excluiu nada do livro a quantidade de informações necessárias para se entender completamente o que está acontecendo é muito grande. E como infelizmente os capítulos anteriores tiverem muitos cortes importantes (principalmente o anterior Harry Potter e o Enigma do Príncipe que foi mutilado e perdeu dados cruciais para este último), quem não leu os livros pode facilmente se perder no meio do caminho, sendo obrigado a perguntar para outras pessoas depois.

Mas certamente é um filme obrigatório e que atinge os melhores níveis no cinema desde o primeiro capítulo.