segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pandorum (nota 8)

Olha aí outra grata surpresa!! Eu vi um trailer meio sem querer num DVD alugado e me interessei. E não é que o filme é bem divertido?

Seguindo a melhor tradição dos filmes de terror/ficção científica imortalizado pelo primeiro Alien, e muito bem utilizado em outros menos memoráveis mas igualmente assustadores como Enigma no Horizonte, se prepare para muita escuridão, corredores fechados, ambientes tecnológicos/industriais sujos e muitos sustos, enquanto acompanhamos Bower, que acordou de sua hibernação em meio a uma sala escura e com a memoria falha, na busca por informações sobre o que teria acontecido a nave Elysium, que deveria levar 60 mil humanos para outro planeta, mas está coberta por seres medonhos e mortais.
As atuações estão dentro do padrão. Tanto Ben Foster como Dennis Quaid cumprem bem seu papel. O que realmente impressiona são os cenários reais. Nestes tempos de Avatar, que tudo é criado digitalmente, é muito bom ver um cineasta criando ambientes reais para seus atores.

De o enredo também não é nada novo, mas guarda algumas boas surpresas para o final. De resto é esperar pelos sustos, pela correria, uma dose leve de "gore" e curtir um bom sci-fi horror movie.

Nine (nota 5)

Mais uma vez eu esqueço de uma convicção minha e tento gostar de um musical, e pra mais uma decepção, continuo achando insuportável!! Dirigido pelo mesmo Rob Marshal que ganhou o Oscar com Chicago, a fórmula aqui é a mesma, um filme cortado por cantorias e danças no estilo Broadway que saem da realidade do filme.

Mas desta vez o cenário muda da cidade de Chicago para a Itália, onde acompanhamos o diretor de cinema Guido Contini (muito bem interpretado por Daniel Day-Lewis) sofrendo para começar uma produção que nem tem roteiro enquanto sofre com problemas pessoais com sua esposa e suas amantes.

As grandes diferenças entre Nine e Chicago são as seguintes: Enquanto em Chicago a história principal do filme é uma chatice, em Nine temos um enredo mais emocionante e com melhores atores. Por outro lado as músicas de Chicago eram mais interessantes, e as de Nine são um saco. É isso, se gostou de Chicago arrisque ver, se não, passe longe.

Zumbilândia (nota 8)

Adoro filmes com um senso de humor meio doentio. E filmes de comédia que usam como pano de fundo uma infestação de zumbis tem muito potencial para um humor meio fora do padrão. Depois do espetacular Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead), o diretor estreante RubenFleisher nos brinda com mais um motivo para rir dos desmortos sendo despedaçados das formas mais hilárias possíveis.

Uma piada recorrente, mais que nunca cansa, tem a ver com a foto aqui do lado. O personagem principal Columbus (Jesse Eisenberg, parecidíssimo com Michael Cera de Juno) tem uma lista de regras rígidas que como bom nerd, nunca deixa de seguir. E graças a estas regras ele se manteve vivo e sozinho no mundo infestado de zumbis.
Tudo muda quando ele conhece Tallahassee (Woody Harrelson, hilário e caricato), um maluco que realmente se diverte matando zumbis das formas diversas possíveis. Os dois se encontram com as irmãs Wichita (de Superbad) e Little Rock (a Pequena Miss Sunshine) e juntos tentam sobreviver da melhor forma possível.
O filme tem seu momento teen, com Columbus e Wichita se envolvendo, mas no geral retrata o grupo se virando como pode e se divertindo no caminho. Um momento especial é uma homenagem que é feita numa participação mais do que especial do mestre Bill Murray.

Não vou dizer que é um filme para todos verem. É necessário um senso de humor diferenciado. Entenda assim, se você riu muito da cena do atropelamento do russo em Snatch, você vai gostar desse filme.

domingo, 30 de maio de 2010

Sherlock Holmes (Nota 8)

O brilhante detetive Sherlock Holmes e seu fiel parceiro Watson voltam em grande estilo, usando todo seu intelecto e suas técnicas de dedução baseada em observações cuidadosas, e todas as suas habilidades atléticas quando necessário, com direito a muita pancadaria. Gostei muito do fato de não ser um "filme de origem" ou uma história de como Holmes e Watson se conheceram. O enredo nos coloca numa situação onde ambos já trabalharam juntos e se conhecem muito bem.

Dirigido pelo ótimo Guy Ritchie, que nos trouxe os excelentes filmes Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e o Snatch, o filme tem um tom muito diferente dos trabalhos anteriores do diretor, afinal se trata de uma grande produção Hollywoodiana com atores renomados e muitos efeitos visuais. Mesmo assim o trabalho é muito bem feito. Não temos o humor negro típico, mas nesta produção não seria correto.
As atuações estão ótimas. Robert Downie Jr mais uma vez incorpora o personagem de forma brilhante, e seu conhecimento em artes marciais certamente ajudou muito a construção deste Sherlock um pouco diferente do pomposo detetive com caximbo na boca com o qual estamos acostumados. Eu só achei que o personagem ficou um pouco infantil no começo do filme, com brincadeiras e picuinhas meio bobas. Jude Law demonstra a mesma competência habitual. Mas a interação entre Holmes e Watson durante a investigação dos crimes praticados por Lord Blackwood é divertidíssima, e o principal motivo que empurra o filme pra frente.

O visual do filme está incrível. A Londres do final do séc. 19 é muito bem retratada, com muitos efeitos visuais, "novos" inventos e "novas" construções, como a London Bridge. O enredo é muito bom, mas achei que as conclusões do mistério foram todas desvendadas e despejadas de uma só vez no espectador. Erro comum que muitos filmes fazem, ao julgar a sua plateia mais burra do que realmente é. Também achei um pouco exagerada a cena da briga no estaleiro. Dá a impressão de ser alguma imposição de estúdio.

Mas tudo bem, os defeitos são poucos e não são suficientes pra estragar um ótimo e divertido filme. Vamos ver como a continuação se sai.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homen de Ferro 2 (Nota 9)

É isso aí!! Finalmente é chegada a hora do aguardadíssimo Homem de Ferro 2. E fiquem tranquilos, toda a expectativa gerada em torno dos ótimos trailers de divulgação é totalmente atendida! O filme é muito bom, supera o primeiro que já era fantástico! E o motivo disso é que o esperto diretor Jon Favreu subir o nível das cenas de ação sem se deixar levar somente por tecnologia, mantendo o que o primeiro filme tinha de melhor, a interação entre personagens.
E são vários personagens novos, mas na medida certa. Esta continuação não comete o erro de várias outras que extrapolam o número de personagens novos a ponto de nenhum ter o destaque que merece. Aqui tudo é muito bem equilibrado, todos tem o tempo de tela necessário, sempre deixando a maior exposição para o personagem principal e grande motivo do filme funcionar, o desprezível mas adorável bilionário Tony Stark, mais uma vez interpretado de forma brilhante por Robert Downey Jr. Os vilões também são muito bons, típicos vilões da MARVEL. Temos o russo Ivan Vanko, a antítese de Tony Stark, muito bem trazido a vida por Mickey Rourke, e outro milionário fabricante de armamentos Justin Hammer, interpretado com a mesma competência habitual de Sam Rockwell. Tivemos somente uma troca, o ótimo Don Cheadle substitui Terrence Howard como James Rhodes, e na minha opinião melhorou o personagem. Scarlett Johansson como a Viúva Negra não tem nenhum desafio dramático, mas faz muito bem seu papel de "eye candy" e "ass kicker" quando requisitada.
E como eu já escrevi, o que o anterior tinha de melhor foi mantido, que é a interação entre personagens. Vale uma ressalva especial para o relacionamento entre Stark e Pepper Potts. O humor está na medida certa, graças ao jeito canastrão de Stark, que caso contrário seria um personagem detestável. A ação está excelente, com efeitos visuais da melhor qualidade.

O enredo geral foi muito bem bolado, deixando algumas surpresas para o final. Temos a introdução do lado mais auto-destrutivo de Tony Stark e sua bebedeira, dando um tom mais sério em alguns momentos. E sobra espaço para referências ao resto do universo que a Marvel está criando para o cinema, os conhecedores terão muitas chances de achar várias referências. E não caia do cinema até o final dos créditos.
Espero sinceramente que a Marvel Films mantenha o rítmo criado com estes dois filmes do Homem de Ferro no restante de suas próximas produções, Thor, Capitão América, Os Vingadores, e por aí vai. Recomendadíssimo.

domingo, 11 de abril de 2010

O Livro de Eli (nota 8)

Eu sou fã de filmes pós-apocalípticos, então já fui pro cinema com boas expectativas, e felizmente elas foram correspondidas. Não sei se as semelhanças com um ótimo jogo de PS3 que me divertiu muito recentemente, o Fallout 3, também ajudaram.

Neste longa acompanhamos Eli, um andarilho que vaga pelas estradas empoeiradas do que restou do mundo com uma missão, levar um livro raro para o oeste, e em seu caminho tem muita gente querendo atrapalhar isso.

O interessante é que este filme foge um pouco da moda atual de explicar tudo como se o público fosse burro. Ele começa num mundo já devastado, e vai dando pequenas pistas ao longo de sua duração sobre o que poderia ter acontecido, mas cape ao expectador preencher as lacunas.

O tom cinza-azulado do filme é desesperador, e as caminhadas de Eli por paisagens totalmente desoladas nos transportando para um lugar onde aparentemente não há esperança de sobrevivência. Os pequenos povoados em cidades empoeiradas e devastadas nos remete aos Westerns, onde aqueles poucos que ainda tem munição fazem suas vontades.

As atuações estão na medida certa. Denzel Washington com sua habitual competência mostrando grande forma em cenas de luta belissimamente coreografadas e filmadas em planos abertos com poucos cortes. Mila Kunis faz bem seu papel, nada de mais. Gary Oldman com mais um bom vilão, um pouco caricato mas bem competente.

A Ju odiou o filme, achou chato. Reconheço que não é pra qualquer um, mas acho que é um filme que merece ser visto por todos.

Agora eu irei escrever minha opinião sobre o enredo que podem conter spoilers, então leiam por sua própria conta e risco.
************** SPOILER ALERT ****************
Lí em alguns lugares críticas chamando o filme de propaganda religiosa Cristã, pois caso ainda não sabem, o "Livro de Eli" é uma bíblia, a última existente na terra, pois todas as outras foram queimadas. Eu não entendo dessa forma, Eli está carregando a bíblia para o oeste pois ouviu uma voz que o guia atravez da fé. O personagem de Garry Oldman quer roubar essa bíblia para uso próprio, pois sabe que o poder de suas palavras tem capacidade de o tornar um líder, como já aconteceu no inicio da civilização ocidental atual.

Entendo que a crítica aqui está na valorização das boas mensagens da bíblia, que devem ser aplicadas por todos, independente do credo, raça ou sexo. E o vilão que quer roubar a mesma para uso próprio personifica todos os indivíduos e organizações que praticaram atos bárbaros com a desculpa de ser "em nome de Deus". Até mesmo a impressão que tive é que a grande guerra que devastou o mundo teve origem religiosa, algo que assustadoramente não é muito diferente do mundo que vivemos hoje.
**************** FIM DO SPOILER *****************

Invictus (nota 8)

O Clint Eastwood é um diretor realmente incrível. O ritmo que ele coloca em seus filmes nos prende a cada segundo do longa, não importa se são sobre guerras, velhos aposentados ou sobre o Nelson Mandela. Em Invictus, ele usa a copa do mundo de Rugby pra nos contar um pouco sobre esta figura politica mundial chamada Nelson Mandela, logo que este assumiu a presidência da África do Sul após o fim do apartheid.

Eu pessoalmente não conheço nada da história de Mandela, mas fiquei impressionado com o que ví. A forma como é retratada a demonstração de igualdade que ele tenta a todo momento demonstrar para o seu país ainda dividido é incrivelmente inspiradora.

Os atores estão todos ótimos em seus papéis, mas quem merece o destaque é sem dúvida Morgan Freeman como Mandela. A semelhança é impressionante. Parabéns ao Sr. Eastwood por conseguir mais uma vez nos brindar com mais um excelente filme.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Diary of the Dead (nota 5) / Survival of the Dead (nota 3) - Novos filmes de George Romero

Ok, que todos os fãs de filmes de Zumbi conhecem o mestre George A. Romero, certo? Então não preciso dizer o quanto fiquei decepcionado com suas duas últimas produções. São MUITO abaixo do que se esperar do inventor do gênero. Se fossem filmes de estudantes de cinema, seria mais fácil elogiar.

O primeiro dos dois filmes que se cruzam num momento (bem idiota por sinal), Diary of the Dead, é o menos pior, pois tem cenas mais interessantes e até bem medonhas. O problema desse filme é a forma como ele existe. Ele foi feito no estilo Bruxa de Blair, ou seja, o câmera é um personagem. A desculpa é que um grupo de estudantes que faziam um filme de terror no mato durante o início da infeção, decide por documentar tudo que acontece com eles, mas chegam ao absurdo de filmar um amigo sendo perseguido e morto SEM AJUDAR. Irrita muito. Os atores são muito fracos e a conclusão é bem besta, mas os efeitos nojentos são bem caprichados. Parece que Romero quis se render à geração YouTube, mas não soube fazer direito.

Agora o segundo filme, Survival of the Dead, é doloroso de assistir. Os atores são piores do que do anterior, os personagens passam a maior parte do tempo trocando tiros entre os vivos e os mortos-vivos só estão lá como suporte. O enredo é bem besta e por mais que tente parecer uma discussão filosófica / moral séria, no final o resultado e desastroso e indigno do legado que Romero criou.

Quem quiser boas dicas de filme de zumbi, encontraram os meus favoritos NESTA lista, que permanece inalterada.

O segredo do Abismo (nota 8)

Recentemente vi novamente mais um ótimo filme saído das mãos de James Cameron, onde novamente ele demonstra toda a sua paixão por ciência e pela natureza.

Pra quem ainda não conhece, esse filme conta sobre uma plataforma submersa de extração de petróleo que passa a ser utilizada para fins militares após um misterioso naufrágio de um submarino nuclear da marinha americana. Logo descobrimos que forças alienígenas estão causando os estranhos fenômenos submarinos.

Como de costume nos filmes do Cameron, mesmo se tratando de um filme de 1989, o visual ainda é impecável, e não parece nada datado, e o enredo continua atual. Só os atores estão mais novos, hehehe.

Quem é fã de ficção científica não pode perder.

domingo, 14 de março de 2010

Atividade Paranormal (nota 8)

O último filme de terror que realmente me impressionou foi A Bruxa de Blair. Sinceramente, tive pesadelos depois de voltar do cinema. Agora, Atividade Paranormal realmente me deixou com medo de dormir no escuro de novo. Sério, o filme incomoda demais de tão real que parecem as assombrações que aflingem o casal do filme.

O filme segue na mesma linha de A Bruxa de Blair, onde os próprios personagens se filmam. A desculpa é que a personagem Katie, que desde os 8 anos sofre com coisas inexplicáveis aparentemente paranormais, então seu namorado Micah compra uma câmera para filmá-los durante a noite. Assim, conforme os fenômenos vão piorando, mais curioso ele fica para capturar tudo em vídeo.

E te digo que a forma como os fenômenos vão acontecendo e crescendo de intensidade são de arrepiar até o último fio de cabelo da minha já encarecada cabeça. Tudo parece muito real e MUITO assustador. Sem mostrar nada de forma explícita, mas na sugestão e nos efeitos secundários da entidade que assombra a pobre moça. Pra quem curte um terrorzão nervoso é uma excelente pedida.

P.S.- O DVD que aluguei continha um final alternativo. Eu preferi muito mais o final alternativo. É mais macabro e real do que foi incluído oficialmente no filme.

terça-feira, 9 de março de 2010

*TOP 5! Filmes mais esperados de 2010

Eu já tinha feito uma listinha dessa no começo do ano passado, e acabei esquecendo de fazer nesse ano. Então, aqui vai a lista de filmes eu eu mais estou esperando para ver em 2010.

5º Lugar: Ilha do Medo (Shutter Island)
Filme de suspense do Martin Scorcese, protagonisado pelo Leonardo DiCaprio. Ví o trailer e me impressionou muito. Além disso o filme já estreou nos EUA, e está recebendo ótimas críticas. Não tem como não ser bom.

4º Lugar: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
Nesse ano Harry Potter "começa" a acabar com a primeira parte de Relíquias da Morte, o último livro do bruxinho que foi dividido em 2 filmes. Eu lí o livro e me divertiu muito. Espero que o filme esteja no mesmo nível.

3º Lugar: A Origem (Inception)
Eu vi o trailer deste longa escrito e dirigido pelo Christopher Nolan e seu irmão, responsáveis pelo Batman - Cavaleiro das Trevas, e fiquei de queixo caído. O trailer não revela absolutamente nada e te deixa com um baita ponto de interrogação na cara. Vejam o trailer que entenderão que digo.

2º Lugar: Tron Legacy
Cara, é simplesmente a continuação do clássico dos anos 80, TRON - Uma Odisséia Eletrônica. É como se fizessem a continuação dos Goonies!!!! O trailer que já está disponível está com um visual incrível. Não perco isso por nada!!!

1º Lugar: Homem de Ferro 2
O que falar desse filme? O primeiro foi quase perfeito!! Os trailers da continuação mostram que a qualidade continua a mesma, se não melhor. Agora é esperar Abril chegar!!!

Estes são os que mais espero, mas tem muitas outras boas promessas para o ano:
- Kick-Ass: adaptação de quadrinhos.
- O Livro de Eli: ficção científica pós-apocalíptica com Denzel Washington.
- O Último Mestre do Ar: adaptação do desenho "Avatar" dirigido por M. Night. Shaimalan, seu primeiro trabalho como diretor não escrito por ele mesmo.
- Os Mercenários: O que dizer de um filme de ação dirigido e estrelado pelo Stallone, com a presença de Dolf Lundgren, Jason Statham, Jet Li, Mickei Rourke, Bruce Willis, The Governator, e por aí vai??
- Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo: será que dessa vez uma adaptação de video-game vai dar certo? o trailer está interessante, e a direção é do mesmo de Piratas do Caribe.
- Karate Kid: Pode parecer bobinho, mas gostei muito do trailer deste outro clássico dos anos 80.
- Toy Story 3: é Pixar. Falei tudo!!
- Tropa de Elite 2: Esse é meu filme brasileiro favorito. Espero que não façam merda na continuação.

Distrito 9 (nota 9)

Uma excelente ficção científica e um dos melhores e mais originais filmes do ano passado. Feito com um orçamento considerado baixíssimo para os padrões atuais, Distrito 9 prova novamente que criatividade e uma boa idéia são essenciais para ótimo filme. E isso é provado numa frase dita logo nos primeiros minutos, quando uma narração diz que para a surpresa do mundo, a nave dos "camarões" não parou quebrada sobre Nova York, ou Washinton, mas sim sobre Joanesburgo na África do Sul.

E todas as complicações do enredo surgem desse conflito entre uma espécie alienígena vivendo em favelas num país que já sofreu com o apartheid, e agora se vê em meio a outro conflito étnico. Quando tentam realocar os "camarões" para outro lugar fora de Joanesburgo, o personagem principal Wikus entra em contato com uma substância estranha que o torna alvo de todas as forças envolvidas no conflito. Somos apresentados a todo o desenrolar do enredo numa forma semi-documentario, que torna a experiência quase real.
Quanto ao baixo orçamento, imagino que isso se deu pela não contratação de atores conhecidos (e não fazem falta nenhuma nesse filme, todos estão ótimos), pois os efeitos especiais são de primeiríssima qualidade. Assisti ao filme em Blu-Ray, e o visual é de cair o queixo! Recomendadíssimo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Arraste-me para o Inferno (nota 8)

HELL YEAH!!! Sam Raimi voltando às origens do terror misturado ao humor negro, no melhor estilo que sua obra original, o cult Evil Dead (a Morte do Demônio ou Uma Noite Alucinante no Brasil). E desta vez, sem efeitos visuais toscos, com direito a muita nojeira real e digital (mordida de gengiva banguela e babada EEECA!!!), e até mesmo o retorno no humor de BIGORNA!!! Sim, isso mesmo, até uma bigorna é usada em uma cena totalmente nojenta e engraçada. Azar da atriz Alison Lohman, que teve que encarar todos os abusos do diretor.

No filme, a jovem Christine Brown, tentando impressionar seu chefe para conseguir uma promoção, nega uma extensão na hipoteca de uma velha cigana. Esta então a amaldiçoa, e a vida de Christine vira um verdadeiro inferno. Existem muitos sustos, mas prepare-se para rir muito dos absurdos!! E esse é o mérito do filme, ele não se leva totalmente a sério como um terror, sabendo fazer graça de sim mesmo.

Lunar (nota 8)

Ótima ficção científica estrelada por Sam Rockwell. Ele vive o personagem Sam Bell, que cuida sozinho de uma base lunar de mineração de Helio3, o novo combustível alternativo utilizado na terra, e já está chegando ao final da sua missão de 3 anos cuidando da base, tendo somente como companheiro o computador Gerty (voz de Kevin Spacey). Tudo corria bem, quando um acidente durante uma inspeção de rotina se torna o catalisador de eventos muito estranhos.

O filme passa uma sensação de solidão quase tão desesperadora quando o ótimo Náufrago, mas na escuridão do espaço, parece ainda mais aterradora. E o enredo é bastante original, te surpreendendo várias vezes, nunca caindo no óbvio. A atuação de Sam Rockwell é sólida, introspectiva, perfeita para o filme.

Fiquem avisados, é um longa bem paradão. Então se estiver com sono, é certeza que vai dormir, mas ainda assim, um filme muito corajoso e original.

Os Substitutos (nota 6)

Uma ficção científica que parece ser diferente, mas acaba caindo no "mais do mesmo". Com um conceito parecido com do recente Gamer, e também de Matrix, as pessoas não saem mais na rua, mas controlam a distância robôs com físico parecido com o seu próprio, mas sem os defeitos humanos. Desta forma estão livres de qualquer perigo que o mundo oferece. Essa tecnologia, criada originalmente para deficientes físicos, acaba deixando de ser a excessão e se tornando a regra nas grandes cidades do mundo.

As coisa saem do controle quando um assassinato de um destes robôs substitutos efetivamente mata seu controlador, aí entra o policial vivido por Bruce Willis. Então, com menos de 20 min, uma ficção que poderia ser um pouco diferente, acaba caindo nos mesmos padrões de filmes de ação. Policial com traumas pessoais, grupos humanos anti-substitutos como suspeitos, e um final bem previsível. Não é ruim, o filme tem ótimas cenas de ação e um visual futurista interessante, mas também não é nada que vai ficar na sua memória por muito tempo. Vale o aluguel num domingão chuvoso.

Garota Infernal (nota 3)

O que acontece quando se junta duas pessoas que estão na moda pra fazer um filme? Neste caso a gostosona da vez Megan Fox e Diablo Cody, a roteirista do ótimo Juno. Resposta: um filme meia boca, chato, mal editado, metido a moderninho, que não convence em nenhum momento, e só vive do hype em torno das duas personalidades.

Sério mesmo, acho que a Diablo Cody deu MUITA sorte com Juno, pois o texto deste filme é horrível. Diálogos péssimos, cheios de referências pop desnecessárias e mal colocadas. Sem contar que o filme não tem continuidade nenhuma, parece uma montagem de videoclip.

Quanto à Megan Fox, mais uma vez ela "interpreta" uma personagem igual a todas as outras que ela fez. E ela é engolida em cena pela atriz Amanda Seyfried (que não é nenhuma Meryl Streep), e parece sempre que está fazendo a cena de favor pra alguém. Quando uma atriz é simplesmente eye candy, ela deveria ter papel minimalista, tipo mulher samambaia!!!

Não funciona como terror, pois não dá susto. Também não funciona como comédia, pois o filme tenta se levar a sério demais. Não valeu a grana do aluguel.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Guerra ao Terror (nota 9)

Quando ví a caixa deste dvd na locadora não dei o menor valor, pois filmes que são lançados direto no mercado de dvd, nem passando pelos cinemas, tem sempre que ir com um pé atrás. Mas comecei a ouvir mais e mais sobre esse filme graças as suas indicações a prêmios como o Globo de Ouro e fiquei bem curioso. E não é que é um filme legal pra caramba?

Neste longa, da mesma diretora de Caçadores de Emoção, acompanhamos um esquadrão do exercito americano especialista em desarmamento de bombas no Iraque. E eles tem que trabalhar MUITO por lá. Apesar de não ser um filme de guerra tradicional, com muita troca de tiros e coisas do tipo, e mesmo algumas cenas sendo muito paradas, o que não falta é emoção, suspense, e tensão. As cenas de desarme de bombas são claustrofóbicas, nervosas, e prendem a atenção do começo ao fim. Mesmo tendo pouco mais de duas horas de duração, nossa atenção está tão presa a tela que o tempo passa rapidinho.

Recomendo fortemente!! Já está disponível para locação, e depois do falatório, decidiram lançar nos cinemas por aqui. Vai entender.

Adrenalina 2 - Alta Voltagem (nota 7)

Quem viu ao primeiro Adrenalina, sabe muito bem que pode se esperar qualquer coisa da continuação. E é exatamente isso que se tem, um filme absurdamente insano, com cenas hilárias, trash, e que não se leva a sério em momento nenhum.

No filme anterior, o assassino Chev Chelios, vivido pelo brucutu gente boa Jason Statham, teve um veneno injetado em seu corpo, e a única forma de sobreviver é elevando seu nível de adrenalina no corpo, e pra isso vale até sexo em público (hehe). Neste segundo o absurdo começa logo, e após cair de um helicóptero e sobreviver (???!!?!?!), Chelios tem seu coração substituído por um coração artificial movido a bateria. Então para sobreviver neste filme, ele precisa constantemente levar choques elétricos (fuck YEAH!!), levando novamente a mais absurdos, em sua busca por vingança.

Sim, o filme é bizarro, não digam que não avisei.

Gamer (nota 8)

Tá certo que eu sou viciado em jogar Call of Duty online, e também gosto de filmes de ação com muito tiroteio de qualidade e muitas explosões. E se juntarem essas duas coisas num filme só? Então temos Gamer, uma experiência cinematográfica que parece saída direto dos anos 80 (quem aí se lembra de O Sobrevivente com o Arnold "Governator"?).

Esse filme conta sobre um futuro onde inventaram um meio de substituir as células do cérebro humano por "nanex", o que permite uma pessoa controlar totalmente outra pessoa a distância. Dessa forma, as redes sociais estilo "Second Life", e os jogos de guerra não são mais simplesmente humanos controlando avatares eletrônicos, mas sim pessoas de verdade, se matando de verdade. Interessante não?

Então conhecemos o personagem Kable, interpretado por Gerard Butler, que é um condenado que é controlado dentro de um jogo de guerra por um adolescente, e se ele sobreviver a 30 partidas consecutivas, ganha sua liberdade. E é claro que a coisa se complica quando os grupos de direitos humanos tentam intervir nessa matança.

Então vamos ao que interessa, está a fim de ver muitas cenas de ação? Muito tiroteio? Matança desnecessária como não se via desde O Vingador do Futuro? Roteiro fácil e previsivo pra que não precise pensar muito e simplesmente aproveitar? Então Gamer é pra você.

9 - A Salvação (nota 7)

Este filme foi uma grata surpresa. A única informação que eu tinha sobre ele é que foi um filme apadrinhado por Tim Burton, e dá pra notar logo de cara a razão. Esta animação se passa num mundo pós-apocalíptico onde as únicas formas de vida que restaram são estes bonecos de pano da foto.

O mais interessante é a criatividade desse mundo estranho e seus personagens. Achei a idéia e o visual uma coisa única e intrigante. A animação é da melhor qualidade, as vozes no original são todas de atores conhecidos. Fica aí a dica pra quem está a fim de ver uma animação / ficção científica muito diferente.